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17 Características clínicas das dificuldades de aprender

A alfabetização é um processo que precisa e deve ser acompanhado por profissionais para que o desenvolvimento cognitivo e pedagógico do estudante seja cada vez mais potencializado. Existem várias fases que devem ser seguidas a fim de que haja condições que favoreçam o objetivo de proporcionar o aprendizado do aluno.
No entanto, não podemos deixar de chamar a atenção para alguns aspectos que necessitam de um respaldo maior por parte de especialistas. Um desses pontos, por exemplo, é a dificuldade de aprendizagem olhada pelo lado clínico da situação.
Sim, esses casos devem ser observados e tratados tão logo eles são descobertos. Porém, o detalhe é que para a criança ou adolescente receber o diagnóstico, é preciso que médicos, professores e os pais do estudante estejam incumbidos de promover as intervenções necessárias para solucionar a situação.

A importância de reconhecer os sinais e o acompanhamento médico

Reconhecer esses sinais pode ser realmente uma tarefa que exija muita análise. Por outro lado, é provável que outras características demonstrem mais clareza em suas manifestações. De qualquer maneira, por menores ou menos frequentes que elas sejam; o passo mais correto a ser dado é procurar ajuda médica. Lembre-se que o diagnóstico precoce é sempre desejável para a proposição de um tratamento.
Com isso, vejam abaixo quais são as 17 características clínicas das dificuldades de aprendizagem que podem interferir no processo de alfabetização do estudante.

As 17 características clínicas das dificuldades de aprendizagem

1) São de origem biológica de base genética, epigenética e ambiental;
2) Ineficácia em processar informações verbais e/ou não-verbais com eficiência e
exatidão;
3) Expressa-se durante a escolarização formal;
4) Deve-se antes expor a criança de forma explícita ao processo de aprendizagem  acadêmica;
5) Impede a aquisição da aprendizagem satisfatória de outras matérias que dependem das habilidades de L-E-M – Leitura-Escrita-Matemática;
6) São persistentes e crônicas mesmo após a devida intervenção especializada;
7) Deve ser esclarecida por meio interdisciplinar abrangente (relatórios escolares, escalas classificatórias e descrições de avaliações educacionais e psicológicas);
8) Em adultos: déficit persistente no letramento e na numeralização que se iniciam na infância e adolescência, interfere na atividade profissional, levam a evitação de atividades acadêmicas, frustrações;
9) Dificuldade mais severa do que esperada para idade e escolaridade e pode ser apoiado por testes psicométricos;
10) Pode se iniciar nos primeiros anos escolares mas também mais tarde quando as demandas se tornam maiores;
11) Nível intelectual normal ou superior;
12) Pode ser precedido nos primeiros anos escolares por atrasos na atenção, na linguagem ou nas habilidades motoras e por perfil irregular de rendimento (em algumas matérias e processos vai bem e em outros MUITO mal);
13) Risco mais elevado de suicídio, ansiedade, depressão;
14) Não tem marcador biológico e não se faz diagnóstico por meio de testes cognitivos, neuroimagem ou testes genéticos;
15) Prevalência : 5-15% em crianças em idade escolar e 4% em adultos;
16) Sinais precursores: atrasos ou déficits de linguagem, dificuldade para rimar e contar, dificuldades em habilidades motoras finas, comportamento de evitação/oposição para aprendizagem acadêmica;
17) Expressão e emersão clínica variáveis pois dependem das exigências do ambiente.

Quais fatores estão associados à aprendizagem escolar?

É importante relembrar que a aprendizagem escolar é um processo complexo e que depende da combinação coordenada de múltiplos fatores, a saber: genéticos, neurobiológicos, psicoemocionais, sócio-culturais, pedagógicos, institucionais e familiares. Tudo isso, quando feito de maneira adequada, contribui totalmente para a alfabetização do estudante. Obviamente que o acompanhamento médico também é indispensável, se necessário.
Outro detalhe é que entender cada um destes eixos, com o objetivo de influenciar, é o primeiro e mais importante passo para tomar medidas preventivas e remediadoras para tais dificuldades.
Salientando também que é necessário associá-los às pesquisas e às evidências científicas, as quais têm papel fundamental para a definição de prioridades e alvos mais consistentes e bem fundamentados.
Referências
DEFININDO os Transtornos de Aprendizagem. Neurosaber. Trad. Clay Brites. Neurosaber.
COMO estimular crianças com dificuldade? Neurosaber. Neurosaber, 2019. Disponível em: https://neurosaber.com.br/como-estimular-criancas-com-dificuldades-de-aprendizagem/. Acesso em: 10 jan. 2020.

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2 respostas em “17 Características clínicas das dificuldades de aprender”

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