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A consciência fonológica no TEA

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição cujo indivíduo deve superar diversas barreiras. Esses desafios surgem ainda na primeira infância, principalmente quando esses pequenos estão na escola. As crianças precisam aprender a se socializar, a ler e a escrever ao longo de sua jornada. Para a leitura e a escrita, torna-se necessário que o aluno seja alfabetizado.
Vale lembrar que antes da alfabetização é importante passar pela etapa do conhecimento dos sons pertencentes à nossa língua. Lembrando que o enfoque aqui são os alunos que convivem com o autismo.
Sendo assim, a consciência fonológica no TEA necessita de todo um conjunto de estratégias que visem a colaborar com o desenvolvimento de tal habilidade nessas crianças. Para isso, educadores/pedagogos e psicopedagogos são indispensáveis em tal missão. Vocês se lembram o que é a consciência fonológica?

O que ela significa?

Consciência fonológica pode ser considerada como a habilidade que todos nós temos para manipular os sons existentes em nosso idioma. Em outras palavras, podemos dizer que é a capacidade de percebermos quando uma palavra pode começar ou terminar com o mesmo som. Além disso, esse conhecimento nos permite saber quando também existem termos grandes e pequenos; e que há frases e uma segmentação em tais orações.

Consciência fonológica e o autismo

As pessoas geralmente não conseguem conceber a relação positiva entre um e outro, mas é bastante possível que uma criança seja alfabetizada por meio das metodologias que estão incluídas nesse processo. A consciência fonológica no TEA ocorre por meio de uma preparação muito bem elaborada por profissionais capacitados.
No caso do TEA, os professores trabalham com o enfoque totalmente voltado às necessidades trazidas pelos alunos. Isso significa que se o estudante apresentar um autismo leve, os educadores vão direcionar suas técnicas aos elementos que podem impulsionar o seu desenvolvimento.
Interessante salientar que um elemento crucial para a consciência fonológica é o aprendizado das sílabas. Elas representam uma etapa inicial de todo esse processo de consciência fonológica. Vejamos no exemplo abaixo:
– O educador escolhe uma categoria de palavras e passa a trabalhar com as crianças. Vamos supor que esse grupo seja referente a animais. O professor pergunta a elas que bicho é esse. Os pequenos, então, responderão falando de maneira silábica: ‘ga-to’, ‘ba-lei-a’, ‘a-ra-ra’, ‘sa-po’ e por aí vai.
Um lembrete importante (utilizado em artigos anteriores): da esquerda para a direita a fim de trabalhar a direcionalidade de escrita. A partir desse exercício, a criança vai lendo e falando os pedacinhos das sílabas até fixar as palavras que acabara de pronunciar.

Consciência fonológica no TEA e a alfabetização

A consciência fonológica vem antes de qualquer método de alfabetização. Esse aspecto é de extrema relevância, pois muitas pessoas pensam que para a criança atingir o aprendizado da leitura e a escrita, basta apenas ensinar as letras soltas (A, B, C…).
No entanto, o som da letra nem sempre deve ser vista como a garantia de aprendizado. Os pequenos podem apresentar grandes dificuldades, por exemplo: elas tendem a mostrar problemas na hora de juntar as letras. Há alguns casos cujos pais ou professores pensam que fornecendo as letras, as crianças já aprendem a ler e a escrever sozinhas. Entretanto, a situação não é bem assim, pois a letra é apenas um dos aspectos que a criança aprende.

A escolha da escola no desenvolvimento da criança

É sempre válido ressaltar que a escola desempenha um papel fundamental durante esse processo. A escolha da instituição vai refletir de maneira considerável no desenvolvimento de seu filho/filha, com profissionais engajados no trabalho de proporcionar o conhecimento do pequeno por meio de técnicas eficazes.  Além disso, é imprescindível manter contato com o médico responsável a fim de que ele possa avaliar a situação em que se encontra a criança.
 

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8 respostas em “A consciência fonológica no TEA”

bom dia gostei do artigo.
Eu tenho um neto que tem autismo leve
Mais e uma batalha, ele fez quatro anos.
Como agente e nova no assunto e agora que agente descobriu que ele tem
estar faltando para ele num neuro.

Bom dia! O artigo é muito esclarecedor. Sigo a Neurosaber e faço curso na plataforma, o recente é o Percepson. Obrigada por todo conhecimento compartilhado.

Bom dia !
A cidade que moro no Nordeste
Campo Maior Piauí, não contamos com profissionais especializados ,e a importância dos artigos e grande pra mim que tenho uma filha de 9 anos autista moderado,obrigada Dr Luciana Brites.

Com meu filho já com 34 anos que fui estudar e descobrir um transtorno (TDAH) e agora não sei como tratar isso? Como agir…

Olá Regina , importante que procure um profissional especializado para uma avaliação , ele irá te orientar de forma assertiva o que deverá fazer .

olá bom dia td bem?
sou professora da sala de recursos (AEE) gostaria de saber se vcs oferecem cursos de capacitação sobre consciência fonológica? tenho grande interesse em aprofundar meus conhecimentos. obgda

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