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A importância do diagnóstico precoce do autismo

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição complexa que afeta a interação social, a comunicação, os interesses e o comportamento. O diagnóstico precoce do autismo é importante, pois as intervenções também poderão ser feitas precocemente.

O diagnóstico é feito por especialistas, baseado na observação do comportamento da criança e conversa com os pais. Dessa forma, os pais devem estar atentos aos sinais de autismo, que surgem no comportamento e nas interações sociais.

Ansiedade e estresse diante por mudanças na rotina, ausência de fala, falta de contato visual, podem ser sintomas de TEA. Em um primeiro momento, o diagnóstico de autismo pode parecer assustador, mas é o primeiro e mais importante passo para buscar as melhores intervenções. 

Saiba mais sobre a importância do diagnóstico precoce do autismo, neste artigo.

Diagnóstico precoce do autismo

É importante diagnosticar o TEA precocemente, pois o diagnóstico tardio pode prejudicar muitas áreas da vida, incluindo a aprendizagem e a interação social. O resultado de um diagnóstico tardio pode surgir em comportamentos desafiadores, isolamento social e dificuldades na escola.

Quando o autismo é detectado precocemente, os pais e os profissionais que trabalham com a criança podem aprender a melhor maneira de ajudá-la. Buscar as melhores intervenções, seja com profissionais especializados ou na escola, auxilia no desenvolvimento e na aprendizagem.

É importante que os pais e as crianças saibam dos aspectos positivos sobre o TEA e que esse diagnóstico não é sinônimo de impossibilidade. Muitas pessoas que receberam o diagnóstico de autismo são bem sucedidas, capazes de fazer amigos e podem ter grandes habilidades, como grande capacidade de resolução de problemas, por exemplo.

Sinais e sintomas de autismo

Para o diagnóstico precoce, é importante que os pais conheçam os sinais e sintomas de autismo para que possam detectá-los em seus filhos. Um dos principais é a capacidade da criança de brincar usando a imaginação. No autismo, se o fazem é repetindo frases de um programa de tv ou de algum parente próximo.

Também é importante observar se as crianças brincam da mesma maneira na maior parte do tempo; se não inventam histórias ou dramatizam. Algumas crianças com autismo gostam de alinhar brinquedos ou agrupá-los em conjuntos, de acordo com suas características.

Outro ponto para observar é como a criança se relaciona com seus pares de idade. As crianças com TEA podem preferir brincar sozinhas e observar outras crianças à distância. Podem ter dificuldade para compartilhar brinquedos, esperar sua vez, perder um jogo, ir a festas de aniversário ou atividades em grupo podem ser difíceis para elas.

Se a criança se tornar obsessiva pelos seus interesses quase a ponto de excluir outros brinquedos, também pode ser um sinal de autismo. Assim como falar repetidamente sobre determinado assunto a ponto de achar difícil conversar sobre outras coisas.

Um dos primeiros sinais que os pais percebem é a falta de contato visual. Da mesma forma, a comunicação não verbal é comprometida, como a dificuldade de usar gestos para se comunicar. 

Geralmente, as crianças com TEA acham a mudança de planos muito angustiante, mesmo pequenas mudanças no ambiente em casa podem causar sofrimento. Isso porque elas gostam de rotina e podem insistir em querer sentar no mesmo lugar na mesa de jantar, por exemplo, ou comer no mesmo prato. 

Crianças com TEA também têm alguma forma de sensibilidade sensorial: certos ruídos podem incomodar, assim como etiquetas das roupas ou texturas de alguns alimentos.

Como é o diagnóstico de autismo

Não existe um teste ou exame para o autismo. Normalmente, o diagnóstico envolve uma avaliação médica para excluir outros diagnósticos; entrevista com os pais para saber do desenvolvimento da criança e observação da mesma.

Na avaliação, o profissional observa as interações sociais, comunicação, compreensão emocional e imaginação da criança, segundo critérios de diagnóstico de autismo do DSM-V.

Intervenção precoce no autismo

Não há cura para o TEA, nem consenso sobre suas causas. Da mesma forma, não há um tratamento que serve para todos. No entanto, quanto mais cedo a intervenção começar, mais diferença fará na vida das crianças.

Assim, o diagnóstico precoce do autismo otimiza os resultados das intervenções. Os primeiros sintomas podem aparecer entre os 12 e 18 meses, mas muitas crianças recebem o diagnóstico só mais tarde.

Uma vez diagnosticado, o tratamento deve começar o mais rápido possível, pois a intervenção precoce melhora as habilidades sociais, de comunicação e o desenvolvimento da criança. 

O tratamento precoce pode reduzir os sintomas das crianças com autismo e melhorar seu desenvolvimento, ajudando-as a aprender novas habilidades que lhes permitirão ser mais independentes ao longo da vida. 

Ao receber tratamento adequado em estágios essenciais do desenvolvimento, as crianças com autismo se tornam mais aptas a adquirir habilidades sociais, a ser mais independentes e a precisar de menos apoio à medida que crescem. 

Se restou alguma dúvida sobre a importância do diagnóstico precoce do autismo, deixe nos comentários.

Referências:
ZANON, Regina Basso. Bárbara Backes Cleonice. Alves Bosa. Identificação dos Primeiros Sintomas do Autismo pelos Pais.

VISANI, Paola  and  RABELLO, Silvana. Considerações sobre o diagnóstico precoce na clínica do autismo e das psicoses infantis. Rev. latinoam. psicopatol. fundam. [online]. 2012, vol.15, n.2 [cited  2021-03-29], pp.293-308.

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2 respostas em “A importância do diagnóstico precoce do autismo”

Acho muito interessante esse assunto.Que bom que temos vocês para nos orientar,sou uma admiradora do casal,sempre que posso assisto os vìdeos.

Os comentários sempre muito interessante. O autismo é muito complexo, apresenta várias dificuldades para a interação da criança ou adolescente. Os cursos ajudam os pais na grande maioria a contribuir com as intervenções com os filhos, a participar do cotidiano, acompanhando as etapas de desenvolvimento dos filhos.

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