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Aprendizagem Infantil: como o cérebro aprende?

A aprendizagem infantil envolve mais elementos que podemos imaginar. Pode-se dizer que essa habilidade acontece como consequência de um processo complexo cujo cérebro responde por praticamente todas as etapas.

Como ocorre a divisão do cérebro?

Segundo Riesgo (2006), o cérebro, como um todo, é dividido em regiões no qual cada área atua com uma função predominante, mas interligada e integrada com outras áreas. Vale lembrar que estas conexões costumam se aprofundar e se interconectar formando unidades funcionais, cujo papel preponderante na geração ocorre, além da coordenação e manutenção das funções cerebrais em rede.
Importante ressaltar que estas, em conjunto com outras áreas funcionais, coordenarão o processamento das mais diversas informações no cérebro, tais como ler, escrever, pensar, perceber sons/estímulos visuais, entender símbolos, perceber a face de seu semelhante e sentir algo resultante, etc. A aprendizagem infantil e todos os atos executados pelo ser humano dependem inteiramente dessa conexão.

As áreas relacionadas do cérebro

A divisão dessas áreas é a seguinte: frontal, temporal, parietal ou occiptal. Vejam abaixo cada uma delas.
Área frontal: essa parte é responsável pelas funções executivas, onde ocorrem todos os processos que exigem planejamento, organização, sequencias, decisão, análise, síntese, atenção executiva (seletiva e sustentada), coordenação de estratégias (eleição de prioridades e ações secundárias), inibição comportamental, memória de trabalho, exibilidade de interesses, percepção de erros e construção das correções;
– Área temporal: a região é responsável pela percepção auditiva dos sons e das diferentes estruturações de linguagem fonológica, sendo o centro da toda a linguagem de nosso cérebro;
Área parietal: essa parte está conectada à sensibilidade geral (tátil, propriocepção, dor, etc.), coordenação espacial, integração senso-perceptiva e orientação atencional;
– Área occiptal: a região occipital está ligada a toda a habilidade visual sendo o centro das percepções visuais para as tarefas do cotidiano.
As divisões expostas acima mostram como o cérebro atua de forma complexa e coordenada em que uma parte depende da outra de maneira considerável.

O cérebro no processo de aprendizagem

Para citar um exemplo, devemos afirmar que a aprendizagem da leitura, da escrita e da matemática depende do nível de maturidade e de integração das áreas mencionadas. Esse processo está incluído em vários fatores genéticos, ambientais e maturacionais.

Disfunção como ponto prejudicial no cérebro

Qualquer atraso ou disfunção dessas regiões ou redes conectivas resultam em déficits qualitativos ou quantitativos no processamento adequado destas informações. Além disso, a leitura e a escrita dependem de várias funções para se processarem adequadamente. Quando nos referimos a este tipo de aprendizagem, falamos na área da neurociência cujas descobertas estão mais avançadas e com maiores desfechos conclusivos.
Interessante ressaltar que os Transtornos de Aprendizagem Verbal (Dislexia, Disortogra, Disgrafia e Discalculia) e Não-Verbal (Percepção Espacial e Executivo) são exemplos destas descrições e são frequentemente utilizados para descrever como se dá o processo cerebral da leitura e escrita.

Como estimular o cérebro?

A aprendizagem infantil depende de estímulos cujos educadores conhecem bem os métodos necessários para tal finalidade. É preciso salientar que especialistas da área da neuropediatria também são responsáveis por esse incentivo. Além desses, profissionais da psicopedagogia, pedagogia e outros podem compor uma equipe multidisciplinar responsável pela aplicação de atividades e exercícios eficazes para o desenvolvimento das habilidades cerebrais.
No entanto, é importante salientar que tudo deve ser feito por etapas. O cérebro da criança precisa assimilar as informações repassadas, somente dessa maneira o pequeno conseguirá obter uma boa aprendizagem.


(Informações retiradas do e-book Dificuldades e Transtornos de Aprendizagem – autores: Dr. Clay Brites e Luciana Brites)

 
Dr Clay Brites

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14 respostas em “Aprendizagem Infantil: como o cérebro aprende?”

Gostei do workshop. Percebemos que a academia não nos prepara para as adversidades e especificidades encontradas na Educação inclusiva e integral volto a ressalta tamanha complexidade no alfabetizar letrando com eficácia diante das necessidades encontradas durante todo processo do fazer pedagógico.

Excelente artigo! Parabéns a Equipe Neurosaber por estar sempre proporcionando oportunidades para a aquisição de novos conhecimentos, promovendo o aperfeiçoamento de profissionais da Educação, bem como da Saúde Mental. Parabéns!

Olá, parabéns pelo artigo!
Gostaria de saber um pouco mais sobre os Estilos de aprendizagem para entender como a criança aprende e saber se temos usado a forma correta de estimulação à construção do conhecimento. Grata.

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