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Terapia ABA e outras 4 terapias para crianças autistas

Terapia ABA e outras abordagens terapêuticas desempenham um papel essencial no universo do desenvolvimento infantil. No mundo do desenvolvimento infantil, cada passo é um marco, e para crianças autistas, esses avanços têm um significado ainda maior. Terapias desempenham um papel crucial nesse percurso, impulsionando habilidades, comunicação e interações sociais.

Neste artigo, exploraremos as principais terapias que moldam o progresso das crianças com TEA, entendendo como cada abordagem contribui para um desenvolvimento mais completo e significativo.

A importância da terapia para crianças autistas:

Antes de falarmos sobre terapia para crianças autistas, é bom reforçarmos a importância de um diagnóstico precoce, que propicie uma intervenção na fase em que a criança possui uma maior plasticidade neural, tornando a atuação profissional mais efetiva e diminuindo os prejuízos futuros.

O diagnóstico precoce, em conjunto com as terapias instituídas de maneira adequada e baseadas em evidências, melhora significativamente a comunicação e as habilidades sociais das crianças com autismo.

Para o tratamento de indivíduos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) existem diversas opções que prometem promover o desenvolvimento em diferentes aspectos da vida. Dentre essas opções, destaca-se a Terapia ABA, amplamente utilizada devido à sua base em evidências científicas. Além disso, vale ressaltar que o TEA é uma condição que afeta o neurodesenvolvimento da criança, mas não é uma doença. Ou seja, não tem cura, e sim, tratamento.

Portanto, o acompanhamento e a intervenção de uma equipe qualificada, aliada ao suporte da família, são fundamentais para oferecer condições favoráveis ao desenvolvimento da criança com TEA.

5 TIPOS DE TERAPIAS PARA CRIANÇAS COM ‘TEA’

1 – Intervenção do fonoaudiólogo:

Uma das intervenções mais comuns, quando se fala em autismo, é a realizada pelos profissionais da fonoaudiologia, visto que, dentre as limitações típicas do autista, destacam-se os problemas de interação social. Dessa forma, por meio de terapias, os fonoaudiólogos têm o intuito de melhorar o desenvolvimento das aptidões para comunicação oral, escrita, voz, audição e equilíbrio. Nesse contexto, a busca por melhorias nos elementos citados é de grande valia para vencer as barreiras impostas pelo autismo, no que diz respeito à socialização da criança.

2 – Intervenção do terapeuta ocupacional:

Outra área da saúde, bastante requisitada quando se fala de autismo, é a Terapia Ocupacional (TO), pois os profissionais dessa área se preocupam em promover a saúde para pessoas que possuem algum problema sensorial, motor e físico. Os terapeutas ocupacionais utilizam métodos e terapias que estimulam o aprimoramento de habilidades motoras, pois, dependendo do grau do autismo, essas habilidades podem estar comprometidas. Desse modo, é importante que a terapia seja feita desde cedo, respeitando a singularidade e as necessidades de cada indivíduo e oferecendo meios que estimulem uma maior autonomia e adaptabilidade no cotidiano.

3 – Terapia ABA (Análise do Comportamento Aplicada):

As terapias que se baseiam nos princípios da Terapia ABA possuem um maior índice de indicação por parte da Organização Mundial da Saúde (OMS), não só para pessoas com autismo, como também para indivíduos que possuem algum transtorno ou desenvolvimento atípico. Essas terapias têm se mostrado eficazes quando aplicadas ao TEA. Segundo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS, 2019), intervenções psicossociais como a Terapia ABA são recomendadas com base em evidências para promover o desenvolvimento de crianças com autismo.

O termo ABA vem da abreviação da sigla em inglês para Applied Behavior Analysis e as estratégias implementadas são colocadas através da Análise do Comportamento, com o intuito de entender:

  • Quais são os comportamentos que beneficiam ou prejudicam a pessoa;
  • Como e por quais motivos esses comportamentos ocorrem;
  • Quais as influências ambientais que se relacionam ao comportamento, para reforçar ou atenuar cada um.

Ao obter as respostas para essas questões, é possível propor práticas e condutas que favoreçam o desenvolvimento e a aprendizagem de novas habilidades para cada indivíduo.

4 – Acompanhamento pedagógico:

Por meio da lei 12.764/12 (conhecida como Lei Berenice Piana), os alunos com autismo têm direito à educação, conforme estabelece a Lei nº 12.764/2012 (Lei Berenice Piana). Essa legislação prevê também a possibilidade de um acompanhante pedagógico especializado, cuja disponibilização depende das diretrizes da rede de ensino e da realidade institucional de cada escola. Nesse sentido, o acompanhamento pedagógico é essencial para permitir que cada pessoa tenha suas individualidades e necessidades respeitadas, visto que não existe um único padrão que sirva para lidar com todos os autistas, pois cada um deve ser enxergado como ser singular. Além disso, esse acompanhamento serve, dentre outras coisas, para observar de perto e de forma individualizada o desempenho de cada aluno, no intuito de serem utilizadas estratégias adequadas ao seu desenvolvimento.

5 – Fisioterapia ou atividade física:

A coordenação motora fina e grossa são essenciais para que a criança realize diversas atividades, como se locomover, brincar, escrever, desenhar, manusear objetos, se vestir e cuidar da própria higiene. Logo, a participação de profissionais da fisioterapia e educação física é bastante relevante no atendimento da pessoa com TEA. Porém, é importante salientar a importância de que esses profissionais tenham capacitação e conhecimento sobre o autismo, a fim de promoverem corretamente as melhores estratégias para cada indivíduo.

Outras terapias podem fazer parte das condutas para pessoas com TEA:

  • Equoterapia: terapia assistida por cavalos;
  • Gameterapia: uso de videogames em sessões, como alternativa para tornar a terapia mais dinâmica e recreativa;
  • Musicoterapia: técnica que se utiliza da arte e visa estimular a comunicação, expressão e o aprendizado.

Ao explorarmos essas terapias para crianças autistas, percebemos que cada uma é como uma peça importante num quebra-cabeça. Com a ajuda de profissionais e o apoio das famílias, essas terapias ajudam as crianças a aprender e crescer. Estamos criando um caminho forte para o futuro delas, cheio de oportunidades para se tornarem cada vez melhores. Além disso, é incrível pensar que cada passo à frente é uma conquista que fará diferença por toda a vida.

Conclusão

Ao compreendermos a diversidade de abordagens terapêuticas disponíveis para crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), percebemos que não existe um único caminho, mas sim uma rede de possibilidades que deve ser personalizada para cada indivíduo. A Terapia ABA, entre outras estratégias, se destaca por sua base em evidências e por oferecer instrumentos práticos para estimular o desenvolvimento, a comunicação e a autonomia.

É essencial que as intervenções ocorram de forma precoce, interdisciplinar e contínua, respeitando as particularidades de cada criança. Mais do que técnicas, o envolvimento ativo da família e de profissionais capacitados é o que garante a construção de um futuro com mais qualidade de vida, inclusão e participação social.

Cada pequeno avanço, cada conquista alcançada ao longo do processo terapêutico, é um passo importante na trajetória de desenvolvimento dessas crianças. E é justamente essa jornada, construída com respeito, ciência e acolhimento, que fortalece o potencial de cada uma delas.

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FAQ: Terapia ABA e outras 4 terapias para crianças autistas

A Terapia ABA é indicada para todas as crianças com TEA?

A Terapia ABA é amplamente recomendada para crianças com TEA, principalmente por ser baseada em evidências científicas. No entanto, a sua aplicação deve ser adaptada às necessidades individuais de cada criança, com avaliação profissional para garantir os objetivos terapêuticos adequados.

A Terapia ABA substitui outras intervenções?

Não. A ABA pode ser extremamente eficaz, mas não substitui outras abordagens importantes, como fonoaudiologia, terapia ocupacional ou apoio pedagógico. O ideal é que ela integre um plano terapêutico interdisciplinar, personalizado para cada criança.

Em quanto tempo é possível observar resultados com a Terapia ABA?

Os resultados variam conforme a intensidade da intervenção, o perfil da criança e o envolvimento familiar. Em muitos casos, os avanços podem ser percebidos após alguns meses de intervenção sistemática, mas o progresso é gradual e contínuo.

A Terapia ABA é reconhecida por órgãos oficiais de saúde?

Sim. A Terapia ABA é reconhecida por instituições como a Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma intervenção psicossocial baseada em evidências para pessoas com Transtorno do Espectro Autista. Sua recomendação considera resultados positivos na aquisição de habilidades e redução de comportamentos que dificultam o desenvolvimento.

A família tem papel na aplicação da Terapia ABA?

Sim, o envolvimento da família é essencial para o sucesso da Terapia ABA. Profissionais capacitados orientam os responsáveis a aplicar estratégias no cotidiano da criança, garantindo consistência e generalização dos aprendizados em diferentes ambientes, como casa e escola.

REFERÊNCIAS

Parent guide: therapies for autistic children. Raising Children, 2022. Disponível em: https://genialcare.com.br/blog/tratamento-para-autismo/. Acesso em: 7 jul. 2022.

REIS, S. T.; LENZA, N. A Importância de um diagnóstico precoce do autismo para um tratamento mais eficaz: uma revisão da literatura. Revista Atenas Higeia, [S. l.], v. 2, n. 1, p. 1 – 7, 2020. Disponível em: http://atenas.edu.br/revista/index.php/higeia/article/view/19. Acesso em: 7 jul. 2022. 

Tratamento para autismo: conheça as terapias para pessoas no espectro. Genial Care, 2021. Disponível em: https://genialcare.com.br/blog/tratamento-para-autismo/. Acesso em: 7 jul. 2022.

7 Comments

  • Avatar
    ADINELSON FRANÇA
    Posted 23/01/2023 at 7:30 pm

    Achei bastante razoável a abordagem do problema e muito contribuiu para aqueles que se interessam pelo assunto.

  • Avatar
    Amalia Lopes
    Posted 08/03/2023 at 9:00 pm

    O psicomotricista também é um grande aliado nesse processo.

  • Avatar
    Ruth Marcolini
    Posted 18/05/2023 at 1:05 pm

    Bom dia, acabei de saber( pelo meu filho) que minha neta, foi diagnosticada com autismo moderado nível 2.
    E gostaria de saber mais a respeito.
    Desde já agradeço pela ajuda

    • Avatar
      Jhulli
      Posted 26/05/2023 at 1:48 am

      Olá Ruth!
      O autismo é um transtorno neurológico que afeta o desenvolvimento e a interação social. O termo “autismo moderado nível 2” é uma classificação dentro do espectro do autismo. O espectro do autismo é uma escala que varia de leve a grave, levando em consideração o nível de apoio necessário em diferentes áreas da vida.

      É importante buscar o apoio de profissionais especializados, como médicos, psicólogos ou terapeutas, para entender melhor as necessidades e os recursos disponíveis para ajudar sua neta. Esses profissionais podem realizar uma avaliação abrangente e recomendar intervenções adequadas para promover o desenvolvimento e o bem-estar dela.

      É recomendável que você busque orientação profissional para obter informações mais detalhadas sobre as necessidades específicas da sua neta e as opções de intervenção disponíveis em sua região. Cada caso é único, e um profissional especializado poderá fornecer orientações personalizadas com base nas características e nas necessidades da sua neta.

      Jhulli, Equipe NeuroSaber 💙

  • Avatar
    Fabricia
    Posted 14/06/2023 at 1:44 am

    Boa noite!
    Tenho um filho de 4anos com diagnóstico modelo nível 2 do autismo. Gostaria de saber qual especialista devo procurar,pois tem muita dificuldade na alimentação.

    • Avatar
      Jhulli
      Posted 14/06/2023 at 1:31 pm

      Olá Fabricia, tudo bem?

      Para lidar com as dificuldades na alimentação do seu filho, você pode procurar um especialista em terapia ocupacional, um fonoaudiólogo com experiência em distúrbios alimentares ou um nutricionista infantil. Esses profissionais têm conhecimento e habilidades para ajudar crianças com problemas de alimentação.

      Espero que encontre a ajuda que precisa!
      Jhulli, Equipe NeuroSaber 💙

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