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A autonomia é importante para a aprendizagem infantil?

A AUTONOMIA É IMPORTANTE PARA A APRENDIZAGEM INFANTIL?

É essencial que toda criança se torne um adulto independente, por isso o estímulo para o ganho dessa autonomia deve existir desde a infância.

O desenvolvimento infantil é uma fase repleta de aspectos que os pais devem estar atentos. Pois é nos primeiros anos de vida que habilidades essenciais devem ser estimuladas.

A autonomia da criança é uma das habilidades que precisam ser estimuladas desde cedo, a fim de garantir um desenvolvimento saudável e completo.

No entanto, muitas vezes os pais possuem um instinto protetor bastante aflorado, o que acaba ofuscando algumas oportunidades. Ou seja, que o filho teria para se tornar mais independente.

Da mesma forma que o cuidado e proteção são necessários e indispensáveis, pais superprotetores podem provocar prejuízos no desenvolvimento e autonomia dos pequenos.

OS BENEFÍCIOS DA AUTONOMIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Primeiramente, estimular a autonomia desde a infância colabora com alguns fatores importantes no avanço das crianças. Porém, essa independência deve ser incentivada na dose certa. Sendo assim, observando o desenvolvimento e a faixa etária, com o intuito de promover a autonomia de forma saudável. Dessa forma, é preciso tomar cuidado para oferecer o suporte necessário na dose certa.

Portanto, confira os principais benefícios da autonomia na educação infantil:

Desenvolvimento cognitivo:

Primeiramente, ao desenvolver a autonomia de forma gradativa, a criança adquire a habilidade de raciocínio e flexibilidade cognitiva. A estimulação dessas habilidades leva a criança a, por exemplo, buscar soluções para problemas. Isso é fundamental porque, ao ser naturalmente colocada frente a dificuldades. Por mais que sejam simples, a criança consegue encontrar as soluções mais adequadas sem precisar sempre depender dos adultos.

Sendo assim, quando a criança é estimulada a ter autonomia, o desenvolvimento cognitivo acontece espontaneamente. Em contrapartida, as que não são estimuladas a esse objetivo podem crescer com insegurança. Além disso, com uma capacidade limitada para uso do raciocínio e para a resolução de problemas.

Por isso, o incentivo para lidar com situações do cotidiano promove, gradativamente, o desenvolvimento da cognição. 

Habilidade social:

Ou seja, a superproteção dos pais faz com que seus filhos se tornem mais introvertidos e, consequentemente, gera dificuldades de socialização até mesmo na adolescência. Nós devemos estimular as habilidades sociais, pois elas são importantes para a comunicação, aprendizado e formação de vínculos afetivos.

Por isso, quando aprendem a ser mais independentes tendem a ser mais articulados e a interagir melhor com outras pessoas. Certamente, sem precisar da ajuda dos pais o tempo todo. Essa habilidade será requisitada, por exemplo, na escola, quando elas precisarem interagir com o professor ou colegas de turma.

Inteligência emocional:

Por último, mas não menos importante, a inteligência emocional é mais um aspecto ganho com o estímulo da autonomia.

Nesse sentido, a inteligência emocional possui dois pontos centrais. O primeiro é aprender a lidar com as frustrações. Ou seja, é importante que a criança aprenda que nem tudo acontece da maneira que ela quer. Por isso precisa aceitar e aprender a lidar com as frustrações. Um bom exemplo para ensiná-la é por meio de jogos e brincadeiras.

O segundo ponto central da inteligência emocional é a convivência com o outro. O seu filho precisa aprender a respeitar o espaço dos outros, bem como aprender a conviver com as diferenças. Além disso, compreendendo que cada indivíduo tem sua maneira de pensar e de ser.

ATIVIDADES PARA ESTIMULAR A AUTONOMIA DO SEU FILHO:

Há alguns cuidados no dia a dia que ajudam a criança a desenvolver autonomia. Por exemplo:

– Busque não oferecer respostas prontas à criança, estimulando-a a pensar por si mesma;

– Estimule a criança a se comunicar de forma segura com outras pessoas. Estimule as crianças a responder às perguntas, a expressar seus sentimentos e pensamentos, e a interagir para alcançar o que querem:

– Converse com a criança sobre as diferenças entre as pessoas. Ensine-a a entender que ser diferente é normal e que todas as pessoas merecem respeito. Mais do que isso: dê o exemplo a elas com suas atitudes;

– Não faça sempre o que a criança quer. Algumas vezes, ouvir o “não” é importante. Nesse momento, ainda que surjam comportamentos inadequados ou birras, ensine a criança a lidar com a frustração.

Existem também algumas atividades do cotidiano que podem auxiliar a estimulação da autonomia da criança de forma saudável, como tarefas de autocuidado ou auxílio em tarefas domésticas.

A princípio, os pais podem auxiliar nas tarefas; conforme a criança se desenvolve, a supervisão deve ser diminuída aos poucos, até que a criança execute a atividade completa de forma independente.

  • Arrumar a cama;
  • Colocar a mesa;
  • Guardar os brinquedos;
  • Comer sozinho;
  • Escovar os dentes;
  • Tomar banho.

Atividades para crianças um pouco mais velhas:

  • Cuidar de um animal de estimação ou de uma planta;
  • Varrer a casa;
  • Arrumar o quarto;
  • Fazer os trabalhos da escola sem supervisão.

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REFERÊNCIAS:

BARBOSA, I. G.; MARTINS SILVEIRA, T. A. T.; SOARES, M. A. A BNCC da Educação Infantil e suas contradições: regulação versus autonomia. Retratos da Escola, [S. l.], v. 13, n. 25, p. 77–90, 2019. DOI: 10.22420/rde.v13i25.979. Disponível em: https://retratosdaescola.emnuvens.com.br/rde/article/view/979. Acesso em: 15 nov. 2022.

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