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Autismo: transtornos do sono em bebês

O sono das crianças tem menos reveses que o dos adultos. Elas conseguem ter uma facilidade maior em dormir quando querem e, claro, quando o corpo pede. Contudo, nem com todos os pequenos a situação é tão tranquila assim. Existem aqueles que enfrentam dificuldades para isso. As crianças autistas fazem parte deste grupo. Ao longo deste artigo, vocês saberão o porquê.

Por que isso acontece com elas?

– Claro ou escuro: eis a questão

O detalhe está em um conjunto de fatores que possibilitam essa condição à criança. Para começar, é importante lembrar, e informar, que boa parte dos autistas infantis tem dificuldade para fazer a distinção entre o claro e o escuro (há que se ressaltar que isso ocorre com mais frequência entre aqueles que apresentam o autismo associado à deficiência visual). A explicação de médicos é que sem que elas notem a presença da luz, o organismo pode produzir quantidades reduzidas de melatonina (neurotransmissor que influencia no sono).

– Excesso de estímulos e pouca abstração

Sabia que o estímulo sensorial excessivo pode influenciar na falta de sono de seu filho autista? O motivo disso pode estar na decoração do quarto do pequeno, como os enfeites. Como a criança tem dificuldade de abstrair todas as informações presentes ao seu redor, ela se distrai e não consegue processá-las. Tais estímulos sensoriais impactam diretamente no desenvolvimento do sono.

– Ruídos

Por mais que os pais tentem evitar qualquer barulho próximo ao quarto da criança, é importante salientar que, dependendo da sensibilidade, ela pode escutar um ruído vindo de um cômodo distante do imóvel, como televisão ligada, celulares, músicas, conversas, sapatos de salto, etc. A dica é manter um ambiente completamente tranquilo, que possibilite o sono da criança.

A localização do quarto também pode significar transtorno para seu filho. O barulho dos carros que passam na rua também exerce influência no sono da criança.

– Tiques e outros motivos

A autoestimulação (conhecida como tique) também impacta na qualidade do sono do pequeno: balançar as mãos, os pés; cutucar alguma parte da cama com os dedos e balançar a cabeça são alguns comportamentos que a criança pode praticar durante a noite. Além disso, a costura do pijama é outro detalhe que pode causar uma grande irritação no pequeno.

 

Resultado

Depois de uma noite atribulada, as crianças amanhecem cansadas, mal-humoradas e desconcentradas.

Pesquisa

Um estudo publicado pelo jornal científico Archives of Disease in Childhood, da Inglaterra, constatou que, em média, crianças com autismo dormem 43 minutos a menos do que as demais da mesma faixa etária. A análise trouxe ainda outra situação: enquanto a probabilidade de crianças regulares (sem autismo) acordarem três vezes ou mais durante a noite gira em torno de 0,5%; entre os autistas, esse índice sobe para 10%. Isso considerando a faixa que oscila entre os 6 e os 7 anos.

Importante saber

Alguns alimentos devem ser evitados à noite: café, chocolate e chá;

– Crie uma rotina de sono para criança, com horários fixos;

– Não exagere na decoração do quarto de seu filho;

– Proporcione um ambiente escuro para a criança;

– Atividades físicas são estímulos muito bons para o gasto de energia, principalmente de manhã ou à tarde;

– Nunca deixe de contar com auxílio profissional de médicos e outros especialistas.

 

Veja nossa live sobre: Alterações do Sono no Autismo

5 Comments

  • Marta Olinda Dantas Hagar
    Posted 28/10/2017 at 4:45 pm

    Assunto bastante interessante.

  • yara
    Posted 28/10/2017 at 9:39 pm

    Deus Abençoe DR CLAY
    maravilhosa essa aula ;sobre o sono!!!
    Abraço!!!

  • Sandra Maria Gonçalves dos Anjos
    Posted 30/10/2017 at 7:05 am

    Excelente, esse trabalho pq.pouco se fala nos cursos de psicologia sobre esse assunto. Tenho uma criança com autismo e estou encontrando dificuldade em trabalhar na psicanálise. Hoje pela manhã ouvi que a criança olha para sua mãe como apenas um objeto, onde posso confirmar se realmente isso seria verdade?

  • Heidi Muller
    Posted 01/11/2017 at 8:44 am

    Dr Clay, o que o sr pode nos contar sobre o “terror noturno”?
    Meu filho teve isto entre seu 1º e 3º ano de vida. Isto é normal?

  • Luciana Araujo
    Posted 24/08/2021 at 9:35 pm

    Qual é o titulo do artigo publicado na revista? Não encontrei no google acadêmico.

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