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Benefícios das terapias complementares no autismo

As terapias complementares do autismo têm a sua importância, mas não são prioridades, ou seja, não podem substituir as terapias essenciais. Entenda melhor, neste artigo.

As terapias comportamentais com embasamento científico, principalmente aquelas que utilizam o método ABA e as terapias desenvolvimentistas baseadas nas intervenções precoces são essenciais no autismo. 

O objetivo dessas terapias é corrigir os atrasos de desenvolvimento que a criança apresenta e intervir na atenção compartilhada, na reciprocidade social, na habilidade de contato visual, assim como no início e na manutenção de comunicação social.

As terapias essenciais são importantes para desenvolver habilidades e competências específicas necessárias para a percepção social e devem intervir para corrigir atrasos nos primeiros anos de vida da criança.

A importância das terapias complementares no autismo

No entanto, as terapias complementares são importantes, pois muitas crianças com autismo apresentam limitações que as impedem de se aproximar do terapeuta, leva a dificuldades motoras ou sensoriais, na manutenção de postura, equilíbrio, hiper ou hipo sensibilidade. 

Todas essas características atrapalham o início, o engajamento e a permanência das crianças com autismo nas terapias essenciais. As terapias complementares fazem um tipo de intervenção paralela e ao mesmo tempo complementar para completar a atenção que a criança precisa.

Além disso, as crianças com autismo costumam ter alergias, intolerâncias, dificuldades no funcionamento do intestino, entre outras condições. Nesses casos, elas precisam de terapias complementares para melhorar. 

Nesse sentido, as terapias complementares no autismo não são essenciais, mas ajudam a criança a funcionar melhor em todos os ambientes, inclusive nos ambientes de terapia.

É importante saber que a terapia complementar não pode substituir as terapias essenciais, que devem ser priorizadas. 

Terapias complementares no autismo 

Algumas terapias complementares apresentam evidências científicas e têm um papel significativo no tratamento do autismo, são elas:

  • musicoterapia;
  • equoterapia;
  • terapia de integração sensorial.

Essas três terapias complementares têm evidências científicas em relação aos benefícios no tratamento do autismo. Cada uma delas apresenta particularidades e não servem para todas as crianças.

Musicoterapia

A musicoterapia é eficaz para a criança que gosta de música. É importante que o terapeuta use os princípios do método ABA e direcione a terapia para ajudar a criança a compartilhar, a dividir socialmente, a usar a música como uma ponte para a socialização.

Equoterapia 

A equoterapia é mais indicada para a criança com fobia social, dificuldades com postura e equilíbrio, em permanecer nos ambientes e comportamentos desafiadores. A equoterapia faz um trabalho de mediação para essa criança sair de uma situação onde se isola e entrar no processo de inclusão.

Terapia de integração sensorial

A terapia de integração sensorial é essencial para melhorar os processos atípicos de processamento sensorial da criança. Dentre às três citadas, é a mais importante no tratamento do autismo.

Terapias complementares que não têm evidências científicas, mas que são consideradas no autismo:

  • dietas restritivas — retirar caseína, lactose, glúten ou outro elemento nutricional da dieta; 
  • suplementos vitamínicos;
  • educação física;
  • arteterapia;
  • terapias biológicas. 

Essas terapias complementares ainda tem poucas evidências em relação à capacidade de modificar sintomas do autismo, mas têm o seu papel. Por exemplo, a criança com intolerância à lactose, precisa retirar a lactose da dieta.

Da mesma forma, a criança com dificuldades relacionadas à manipulação de determinados objetos importantes para a aprendizagem, por exemplo, pode se beneficiar da arteterapia, que a ajuda a quebrar a resistência em relação a esses materiais.

Já a natação, por exemplo, pode ser importante para as crianças com dificuldade de equilíbrio ou psicomotora. Se ela gostar de água, pode ser uma oportunidade de interação social mais satisfatória.

No entanto, as terapias com evidências científicas e descritas como essenciais nos protocolos internacionais, consensos e pesquisas, são as mais importantes no tratamento do autismo.

Vale lembrar que é muito importante que os pais tenham a oportunidade de participar das terapias complementares. Muitas delas podem ser levadas para o ambiente de casa a da escola para que a criança tenha uma atenção global. 

Outro suporte que é muito importante para as crianças com autismo e que pode ser considerado uma terapia complementar é o psicopedagógico. O psicopedagogo precisa ter amplo conhecimento do espectro autismo e dos recursos terapêuticos para ajudar a criança em seu processo de aprendizagem. 

Também é essencial que os médicos especialistas em autismo saibam que as terapias complementares não são mais importantes que as essenciais. Cada criança tem características específicas e é muito importante considerar suas necessidades para encontrar a terapia complementar que funciona para ela.

Se restou alguma dúvida sobre os benefícios das terapias complementares no autismo, deixe nos comentários.

Referências:

MONTEIRO, Manuela Albernaz; SANTOS, Andressa Assumpção Abreu dos; GOMES, Lidiane Martins Mendes  and  RITO, Rosane Valéria Viana Fonseca. TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA SOBRE INTERVENÇÕES NUTRICIONAIS. Rev. paul. pediatr. [online]. 2020, vol.38 [cited  2021-05-04], e2018262.

MACHADO, Lavinia Teixeira. Dançaterapia no autismo: um estudo de caso.

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