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Como trabalhar a fala com meu filho autista?

É muito comum nos depararmos com autistas não verbais. Cada criança com autismo é única. Elas possuem inúmeras formas diferentes de se comunicarem, podendo encontrar autistas verbais e não verbais. Mas o que é isto? 

Algumas crianças podem falar bem e sem dificuldades, fazendo parte dos autistas verbais. Entretanto, é possível encontrar autistas não verbais. Ou seja, crianças com autismo que não falam ou falam muito pouco e/ou com dificuldade.

O autismo e a fala

A fala é algo sério dentro do Transtorno do Espectro Autista (TEA). O desenvolvimento da fala é uma questão que envolve diversos fatores e é muito complexa. Ela não apresenta uma fórmula pronta, por isso depende de cada criança. 

Uma pesquisa feita por norte-americanos constatou que o número de autistas não-verbais corresponde a 25% dos casos. Porém, mais importante do que falar é conseguir se comunicar. Os processos de comunicação fortalecem a compreensão do seu meio social. 

Estudos mostram que, mesmo após os 4 anos, crianças com autismo não-verbal podem desenvolver a fala. 

Comunicação no autismo

As principais dificuldades das crianças autistas em entender a fala são as complexidades dela. Limitações na compreensão de alguns usos da linguagem o impedem de entender a fala dos adultos. 

Por isso, é muito importante valorizar a linguagem da criança com autismo como um todo. Ao invés de se preocupar somente com a fala em si, busque valorizar toda forma de comunicação que ela utiliza. Os gestos são exemplos utilizados por elas para se comunicarem. 

Intervenções precoces, como tratamentos com fonoaudiólogos, podem beneficiar crianças do espectro. Terapias comportamentais também são exemplos muito utilizados por pais e responsáveis. 

Então, como os pais podem trabalhar a fala com seu filho autista? Iremos apresentar algumas maneiras de trabalhar a fala a seguir:Trabalhando a fala no autismo

Trabalhando a fala no autismo

É importante destacar que cada criança é única e devemos respeitar suas especificidades. Por isso, lembre-se que o ideal é sempre procurar um profissional especialista para ajudar. 

A seguir, iremos apresentar algumas maneiras que ajudam a trabalhar a fala no autismo. Elas são voltadas para os pais, mas podem ser usadas também por educadores. 

1. Reforço positivo

Muitas crianças com autismo respondem bem ao reforço positivo. Mas o que é isso? O reforço positivo nada mais é do que oferecer uma recompensa para eles. Essa recompensa sempre deve ser algo de interesse da criança!

2. Uma comunicação prática e espontânea 

Um dos objetivos principais é garantir que a criança consiga se comunicar de forma funcional. Ou seja, a criança precisa conseguir comunicar suas necessidades e vontades. 

Crianças com autismo muitas vezes têm dificuldade de falar espontaneamente. O adulto sempre precisa ficar perguntando para ela. Para auxiliar nisso, vá sempre diminuindo o “nível de instruções”. Deixe que ela perceba sozinha o que necessita e use as próprias palavras. 

3. Incentive as brincadeiras e interação!

Já é comprovado que crianças aprendem por meio das brincadeiras. Isso não seria diferente no autismo. Jogos e brincadeiras oferecem diferentes situações que estimulam a fala do seu filho. Vocês podem criar brincadeiras que envolvam músicas e rimas, por exemplo. 

Lembre-se de sempre buscar atividades de interesse da criança!

4. Facilite a linguagem

Usar instruções e palavras de fácil entendimento ajuda no processo de aprendizagem dele. Por isso, tente falar de forma mais simples, procurando fazê-lo entender a mensagem. Assim que ele começar a aprender as palavras simples, vá aumentando o vocabulário. 

5. Dispositivos de apoio e suportes visuais  

Os dispositivos de apoio e suportes visuais são importantes recursos para o desenvolvimento. Existem, por exemplo, aplicativos de celular onde a criança toca na imagem para reproduzir a palavra. 

Os suportes visuais são imagens e seus respectivos nomes que ajudam a criança a lembrar das palavras. Podendo indicar também as necessidades e pensamentos do indivíduo com autismo.

O importante é que pais e adultos saibam respeitar as especificidades e o tempo da criança. Afinal, cada criança é única!

Referências:

CAMPELO, Lílian Dantas et al. Autismo: um estudo de habilidades comunicativas em crianças. Revista Cefac, v. 11, p. 598-606, 2009.

5 Principles of Speech Therapy for Children with Autism. Speech and Language Kids. Disponível em: <https://www.speechandlanguagekids.com/5-principles-of-speech-therapy-autism/> Acesso em: 16 de mar, 2022. 

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