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CRIANÇAS E COMPORTAMENTOS DESAFIADORES: POR QUE ELAS FAZEM ISSO E COMO RESPONDER?

CRIANÇAS E COMPORTAMENTOS DESAFIADORES: POR QUE ELAS FAZEM ISSO E COMO RESPONDER?

O momento em que seu filho deixa de ser um bebê e passa a ser criança e ter comportamentos desafiadores.

A fase em que o filho deixa de ser um bebê e passa a ser uma criança, por volta dos 2 anos de idade, é um período de muitas descobertas e desenvolvimento. Com isso, alguns comportamentos indesejados, como a teimosia, podem aparecer.

Nesse período, as crianças começam a se afirmar, por isso é comum que elas queiram impor seus gostos e aversões. Com o desenvolvimento das habilidades linguísticas, os pequenos expressam seus desejos, necessidades e ideias, e a tendência é que utilizem a linguagem cada vez mais. Contudo, geralmente os indivíduos dessa idade (2 a 3 anos) possuem dificuldades de autocontrole, ou seja, quando querem algo não sabem esperar e/ou não obedecem aos pais. Por esse e outros motivos surgem os comportamentos desafiadores.

COMO LIDAR COM OS SENTIMENTOS

O intuito dos pais ou responsáveis é ajudar a criança a passar por essas novas vontades e emoções. Quando o filho chega aos 2 anos de idade, está em uma fase complexa onde orgulho, vergonha e culpa são exemplos de sentimentos que começam a ser vivenciados pela primeira vez. Por esse motivo, é preciso que os pais acompanhem e orientem seus filhos para que eles aprendam a lidar com suas emoções.

As teimosias e birras podem ser comuns no cotidiano das crianças que experimentam esse momento, por exemplo: seu filho fica com raiva no momento que deve parar de brincar a ponto de jogar o brinquedo no chão; ou até mesmo fica inconsolável quando uma roupa que ele gosta está sendo lavada e ele não quer usar outra roupa que não seja aquela. Entretanto, tudo é um processo e, com a ajuda da família, a criança poderá aprender a lidar e superar tais sentimentos complexos.

TREINAR O AUTOCONTROLE

É possível observar um comportamento desafiador por parte das crianças, que acontece, de modo geral, por elas não saberem expressar sentimentos e emoções da maneira mais adequada. Dessa forma, descobrir como lidar com esses sentimentos, na maioria das vezes, ocorre naturalmente com o passar dos anos e com o amadurecimento do indivíduo. No entanto, existem casos que necessitam de uma ajuda extra dos pais. As dicas a seguir servem para auxiliar no desenvolvimento do autocontrole, sendo valiosas para as crianças que estão passando por essa fase.

COMO RESPONDER AOS COMPORTAMENTOS DESAFIADORES?

– Conversar sobre os sentimentos:

Falar e descrever os sentimentos para o seu filho fará com que ele também aprenda a expressar o que está sentindo, e conhecer tais emoções propiciará maiores chances de ele ter um melhor autocontrole. Isso pode ser feito, por exemplo, na leitura de um livro em voz alta para a criança, em que poderá descrever o que a personagem do livro sente em determinadas partes da história (a personagem está aflita, feliz ou triste). Além disso, os pais podem usar seus próprios sentimentos, como: ao derrubar o controle da TV sem querer, pedir para o filho apanhar o controle no chão e expressar através da fala… “fico tão feliz em ter sua ajuda, muito obrigado!”.

– Orientação de como lidar com emoções fortes:

Para que as crianças consigam colocar para fora alguma emoção forte, como tristeza, raiva ou frustração, elas precisam ser orientadas e uma boa dica é dar ideias de como elas podem fazer isso. Primeiramente, é importante descobrir o que a criança sente e por qual motivo o sentimento foi gerado. Após isso, sugira alguma atividade que faça com que ela se expresse de maneira mais aceitável, como dando pulos, ou que ela fique em algum lugar que seja confortável, ou até mesmo que ela faça um desenho que expresse como está se sentindo. Desse modo, será mais fácil dialogar com ela e essa será uma boa oportunidade para que ela  aprenda a expressar seus sentimentos de maneira mais saudável.

– Permitir que a criança faça escolhas apropriadas à sua idade:

Algumas decisões podem ser tomadas pelo seu filho, mas é essencial que os pais forneçam essa possibilidade na medida certa. Em situações como a escolha da roupa, pode-se separar duas opções de roupas apropriadas para determinada ocasião e perguntar qual seu filho prefere usar; isso pode ser feito também na escolha de um lanche ou alguma brincadeira, oferecendo duas opções ou mais para a criança escolher. Essas atitudes demonstram para ela que a sua opinião é respeitada, promovendo uma sensação de controle e confiança.

– Ajuda visual na hora de esperar:

Quando a criança precisa esperar para fazer algo que queira, demonstrar visualmente as condições de espera podem ajudar na compreensão. Por exemplo: na hora do jantar, quando a comida está muito quente e a criança quer comer logo, pode avisá-la que comerá quando o vapor que sai do alimento acabar ou diminuir, para que assim ela vá experimentando devagar para não se queimar; ou quando a criança quer jogar vídeo game ou jogos no celular, porém ainda não está na hora, é possível mostrar no relógio o horário que ela poderá jogar, utilizando os ponteiros do relógio e explicando: ”Quando o ponteiro pequeno estiver no número 7, você poderá jogar”; pode ser utilizado também um cronômetro, explicando: “Quando passar os 10 minutos do cronômetro, você pode brincar”. Fazer isso em conjunto com o diálogo, auxilia nos momentos de espera para a criança.

 REFERÊNCIAS

Comportamento desafiador: por que crianças fazem isso e como agir. Domus Sapiens, 2022. Disponível em: http://domussapiens.com.br/abelhinha/comportamento-desafiador-por-que-criancas-fazem-isso-e-como-agir. Acesso em: 6 jul. 2022.

UTZIG, S. M.; CASTRO, C. J. de; DIAS, M. A. de M. B.; BALK, R. de S. Estratégias Educacionais para Promover a Interação Social de Crianças com Transtorno Opositor Desafiador (TOD) no Âmbito Escolar: uma Revisão Integrativa de Literatura. Revista Inter Ação, Goiânia, v. 47, n. 1, p. 250–263, 2022. DOI: 10.5216/ia.v47i1.71370. Disponível em: https://revistas.ufg.br/interacao/article/view/71370. Acesso em: 6 jul. 2022.

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