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A importância da medicação no autismo

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição cujas intervenções precisam ser orientadas por um especialista. Isso significa que as terapias e o uso de medicamentos jamais devem partir de uma pessoa que não tenha conhecimento acerca do tratamento a ser aplicado ao paciente.

O autismo precisa ser observado com total cautela pelos médicos. A presença da família é fundamental para que alguns pontos sejam esclarecidos, como histórico, comportamentos anteriores, etc.

É muito comum a indicação de terapias para serem trabalhadas com o paciente. A finalidade é amenizar alguns sintomas e potencializar outros aspectos comportamentais que beneficiarão não só a criança ou o jovem, mas também os familiares e todos os ambientes que o paciente terá contato e convivência.

O uso de remédios vem para complementar as intervenções e ajudar no desenvolvimento de habilidades sociais a partir da redução de fatores que prejudicam o convívio. Sendo assim, qual a importância da medicação no autismo?

Os benefícios do tratamento medicamentoso no TEA

Bom, a medicação dentro do espectro autista tem alguns objetivos importantes, vejam quais são eles.

O primeiro objetivo é reduzir os sintomas autísticos da criança. Reduzir as estereotipias, a agressividade, a irritabilidade e a hiperatividade. Esses fatores são sinais e sintomas que atrapalham muito no cotidiano da escola, na intervenção da fono, na intervenção psicocomportamental. O TEA interfere também nas atividades sociais com os amiguinhos, nos momentos de recreação; e o medicamento ajuda nesse processo.

– É interessante que a criança tenha qualidade de vida e condições plenas para poder se socializar e ter um bom comportamento social. A medicação ajuda a promover isso.

O segundo objetivo é melhorar as comorbidades que se acoplam junto com o autismo, por exemplo: os distúrbios do sono (mais de 80% das crianças têm dificuldade para iniciar e manter o sono durante a noite – a medicação tem uma grande influência nesse processo).

Os distúrbios alimentares também são amenizados. Além disso, as atitudes opositivo-desafiadoras, as fobias sociais (existem crianças com TEA que evitam lugares onde pode haver muita gente e, consequentemente, com barulho muito alto – ruídos, pessoas falando, etc.). Essas medicações auxiliam na autorregulação frente a essas situações mais delicadas.

Já o último objetivo reflete na melhora do nível de atenção e concentração para atividades importantes do dia a dia, como processos de sala de aula e todos aqueles que envolvem a aprendizagem.

Existem efeitos colaterais para esses remédios? Devo me preocupar?

Sim, os efeitos colaterais podem surgir e existem medicações que tendem a oferecer alguns riscos. No entanto, tudo isso pode ser facilmente ponderado e conduzido pelo médico especialista junto à família da criança. As complicações são mínimas se vocês tiverem um bom acompanhamento médico.

Quais são os medicamentos mais utilizados?

Os especialistas geralmente receitam a Riperidona e a Aripiprazona.

A importância da interdisciplinaridade no autismo

É importante ressaltar a existência de um detalhe que jamais deve passar despercebido: o tratamento do autismo deve ser interdisciplinar, sendo que a medicação é a parte integrante desse processo. Relembrando que o paciente deverá passar por algumas etapas imprescindíveis para os resultados esperados. Os eixos que fazem parte do processo são os seguintes:

– Intervenções psicossociais;

– Intervenções no desenvolvimento;

– Medicação;

– Suporte educacional.

Os resultados obtidos por meio da medicação são os mesmos para todos os casos?

Não. É importante ressaltar que em se tratando de autismo, as generalizações não devem ser consideradas, pois cada paciente apresenta uma demanda. Isso significa que os remédios usados no tratamento para autismo têm resultados diversos, mas com a vantagem em comum de diminuir traços prejudiciais e desenvolver aspectos benéficos. Converse sempre com um especialista.

Referências

A IMPORTÂNCIA da medicação no autismo. [Arapongas]: Neurosaber. 1 vídeo. (3 min.). Publicado por Neurosaber. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=8lHS3Gv-HXE. Acesso em: 18 jan. 2020

BRITES, Clay. Como funciona o tratamento para o autismo com remédios. Neurosaber: Arapongas, [2017]. Disponível em: http://entendendoautismo.com.br/artigo/como-funciona-o-tratamento-para-o-autismo-com-remedios/. Acesso em: 18 jan. 2020.

7 Comments

  • Joice Laine de Carvalho
    Posted 03/02/2020 at 5:48 pm

    Obrigado! Ótimo trabalho. Irei atrás do livro. gostaria de receber material novidades. Abraço

  • Rosângela
    Posted 09/05/2022 at 6:44 pm

    Eu sou mãe de autista pq povo falava que nois ia matar nosso filho com os medicamentos paramos de dar pra ele agora que vi o vídeo fiquei mais informada quero continuar o tratamento dele

    • Solange
      Posted 10/05/2022 at 1:14 pm

      Olá Rosângela, tudo bem?

      Primeiramente agradecemos pela confiança. Neste caso, orientamos procurar um profissional para analisar se é necessário essa intervenção e qual medicamento deverá ser mais assertivo. Converse sempre com um especialista!

      Sol,
      Equipe NeuroSaber 💙

  • Daniele nogueira
    Posted 01/06/2022 at 10:50 am

    Meu filho é autista, mas a neuropediatra dele, não passou nenhum medicamento e nem encaminhamento para psicólogo. O que devo fazer ?

    • Solange
      Posted 01/06/2022 at 12:01 pm

      Olá Daniele, tudo bem?

      Primeiramente agradecemos pela confiança. Neste caso, orientamos procurar um profissional para analisar se é necessário essa intervenção e qual medicamento deverá ser mais assertivo. O uso de medicamentos jamais deve partir de uma pessoa que não tenha conhecimento acerca do tratamento a ser aplicado ao paciente.
      Converse sempre com um especialista!

      Sol,
      Equipe NeuroSaber 💙

  • Rosana
    Posted 09/07/2022 at 5:57 pm

    Boa tarde ! O meu filho tem o autismo leve , eu descobri dês dos três anos de idade, porém, os médicos de onde eu moro, não me dava importância , diziam que o que eu passava pra eles em relação ao meu filho era normal , coisa de criança, até que ele com 11 anos , eu pedi um encaminhamento pro neuro , e conversei com ela , ao voltar a neuro ela passou pro meu filho um neuro psicólogo , onde eu levava ele é no final da avaliação, constatou o autismo leve, voltei a ela pra ela passar medicamentos , ela não passou e mandou voltar a ela apos seis meses e encaminhou ele para o psicólogo , onde os psicólogos nem se quer teve uma conversa com o meu filho so comigo eu pedindo e falando pra ela que ele era nervoso , agrecivo , ele é agitado , tem medo das coisas e tem manias ela simplesmente , me disse que por ser autismo leve ele não precisa de medicamento , eu queria uma resposta em relacao a isso vou marcar pra neuro pra ela vê se vai passar o medicamento.

    • Solange
      Posted 11/07/2022 at 1:15 pm

      Olá Rosana, tudo bem?

      Sem avaliação não podemos dar uma orientação precisa sobre o caso. É importante buscar um especialista para lhe dar melhores informações e orientação para uma intervenção. De qualquer forma, temos conteúdos no youtube.com/neurosabervideos e também em nosso blog que podem te ajudar em muitas questões.

      Sol,
      Equipe NeuroSaber 💙

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