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Inclusão escolar: 5 passos para ajudar na volta às aulas

Inclusão escolar: 5 passos para ajudar na volta às aulas

Com o início de cada ano letivo, temas como a inclusão escolar se tornam ainda mais essenciais para garantir que todas as crianças tenham acesso à educação de qualidade, e para que possam desenvolver as suas habilidades de maneira adequada ao longo do ano.

Para falarmos mais sobre o assunto, você precisa ter em mente que a inclusão escolar não é apenas uma questão de acessibilidade física, mas sim uma mudança de mentalidade e cultura que envolve toda a sociedade. 

Trata-se da conscientização de que a Educação é um direito de todas as crianças, e de que todas elas podem aprender, independente de suas características e especificidades. 

Portanto, para promover a inclusão escolar, as escolas e famílias precisam estar unidas, através de ações e diálogo, com intuito não só de preparar as crianças para o início das aulas, mas também de oferecer a elas experiências de aprendizagem e suporte que considerem suas reais possibilidades.

Neste texto, falaremos sobre exemplos de medidas que podem ser adotadas para tornarem as escolas e o ambiente familiar mais inclusivos, promovendo o processo de aprendizagem de todas as crianças. 

1. Calendário atualizado:

Essa ação é voltada tanto para os professores como para as famílias.

É importante que os professores realizem um planejamento de atividades bem organizado, de forma que as famílias consigam acompanhá-lo com facilidade.

Porém, também é importante que eles estimulem as crianças a utilizarem calendário. Essa ação promove o desenvolvimento de habilidades como planejamento e noção temporal.

O calendário pode ser elaborado, por exemplo, com informações escritas e com desenhos, para que todas as crianças consigam acompanhar, mesmo aquelas que ainda não conseguem ler ou escrever.

Quanto à família, é essencial que ela esteja envolvida e atenta às datas escolares das crianças. Acompanhar o calendário atualizado garante que não haja perda de nenhuma informação ou data importante.

Em casa, é indispensável também que as crianças desenvolvam hábitos de planejamento e organização. Isso pode ser feito por meio do calendário, como mencionado acima, e de uma rotina de atividades diárias, que pode ser elaborada com palavras ou desenhos.

A criação do calendário pode ser realizada a cada três meses, por exemplo, incluindo todas as datas importantes, como provas, trabalhos, feriados escolares e outras atividades relevantes.

2. Diálogo entre pais e professores:

Conversar com os professores é essencial para garantir o sucesso da Educação inclusiva.

Nas reuniões escolares, a troca de informações pode incluir temas como o progresso da criança, a identificação das potencialidades e dificuldades, as expectativas de aprendizagem para cada uma, além de  estratégias para ajudar as crianças a alcançarem os seus objetivos, tanto no ambiente escolar como no familiar. 

Converse regularmente com o professor do seu filho ou com a família de seus alunos para entender como ele está progredindo e quais são suas necessidades. 

3. Analisar e estudar as necessidades dos alunos:

Essa ação é voltada para os professores, pois ao iniciar um novo ano escolar, novos alunos são recebidos e cada um tem suas especificidades. 

Portanto, novas estratégias precisam ser implementadas para garantir o melhor aprendizado para todas as crianças.

Além das características diferentes que todas as crianças apresentam, é comum que alguns alunos tenham algumas dificuldades mais significativas. 

Elas podem ser decorrentes de questões pedagógicas anteriores (como metodologias inadequadas ou falta de suporte adequado), de questões socioeconômicas (como falta de acesso a materiais, alimentação ou rotina de estudos), ou podem ser decorrentes de transtornos e síndromes que afetam o processo de aprendizagem e adaptação na escola.

Nesse caso, é importante que os professores estejam atentos e preparados para receber todos esses alunos de maneira acolhedora e inclusiva.

Para isso, é necessário considerar a realidade de cada um e buscar informações sobre aspectos que não se tem muito conhecimento. Por exemplo, ao se deparar com um transtorno do neurodesenvolvimento, é indispensável que o professor busque informações sobre ele, tanto para compreender o desenvolvimento do aluno como para descobrir formas de ajudá-lo no processo de ensino-aprendizagem, promovendo atividades que possam beneficiá-lo.

4. Ensinar sobre emoções para seus filhos e alunos:

Ensinar sobre emoções para as crianças é uma parte importante de sua educação emocional e pessoal, e precisa ser feita através das duas vertentes: os pais e os professores.

Essa ação ajuda as crianças a compreender e lidar com suas próprias emoções, bem como as emoções dos outros, de forma saudável e construtiva.

Quando as crianças compreendem suas emoções, elas são capazes de se comunicar melhor, resolver conflitos e estabelecer relações saudáveis.

Há muitas maneiras de ensinar sobre emoções aos seus filhos ou alunos, desde conversas informais, livros de histórias e atividades práticas.

É preciso destacar que cada criança é única e pode reagir de maneira diferente a diferentes estímulos emocionais.

Portanto, é importante que você esteja aberto a conversar e ouvir o que eles têm a dizer sobre suas próprias emoções e como eles gostariam de aprender sobre elas. Ao fazer isso, você pode criar um ambiente de apoio e compreensão para que eles possam crescer emocionalmente fortes e saudáveis.

5. Estude as características dos transtornos do neurodesenvolvimento:

Essa ação é voltada tanto para os pais como para os professores. 

Quando uma criança apresenta algum transtorno do neurodesenvolvimento, é preciso que os responsáveis por ela compartilhem informações assertivas para que o professor possa compreender seu processo de desenvolvimento. 

Com isso, será possível colocar em prática ações voltadas para ela e discutir estratégias a serem adotadas tanto no ambiente familiar como no escolar. 

A família pode colocar isso em prática, elaborando um check-list comportamental e compartilhando com os professores, para que haja um entendimento maior sobre o quadro da criança.

Portanto, é preciso que os professores busquem também conhecimento sobre os transtornos, para que compreendam não só suas características, mas aprendam práticas pedagógicas baseadas em evidências.

De forma conjunta, os pais e a escola devem estar em sintonia para vivenciarem a Educação inclusiva.

A inclusão escolar é uma questão crucial e um direito de todas as crianças.

Além de todas as ações que você aprendeu neste artigo, a inclusão escolar é um processo fundamental para garantir o direito à educação a todos os alunos.

É sem dúvidas uma questão de justiça social que traz diversos benefícios para a comunidade escolar como um todo, através do respeito à diversidade, a promoção da empatia e a formação de cidadãos mais conscientes e críticos. 

Portanto, valorizar a inclusão de todos os estudantes é uma ação de extrema importância que permite que as escolas sejam proativas e criem um ambiente de aprendizagem que seja acessível e inclusivo, e incentiva a colaboração entre família, professores e outros profissionais da educação para garantir que todas as crianças tenham suporte que necessitam.

Dessa forma, para que a inclusão seja efetiva, é preciso que a escola adote práticas pedagógicas inclusivas, baseadas em evidências, capacitando seus professores e oferecendo recursos adequados para atender às necessidades dos alunos. A inclusão escolar não é um processo fácil, mas é fundamental para construirmos uma sociedade mais justa e equitativa.

Gostou do assunto e quer saber mais sobre o tema?  Acesse o canal do Youtube da Neurosaber e fique por dentro das novidades.

Aqui está um vídeo que você pode gostar:


Referências: Inclusão escolar: 5 passos para ajudar na volta as aulas

Pós-Graduação NeuroSaber – Inclusão Escolar nos Transtornos do NeuroDesenvolvimento: Autismo e suas Comorbidades

Inclusão escolar. O que é? Por quê? Como fazer? Maria Teresa Eglér Mantoan (arrumar referência do livro para o padrão)

livro Inclusão Escolar: O que é? Por quê? Como fazer?, de Maria Teresa Eglér Mantoan (Moderna, 2003).

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