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Inclusão escolar de crianças com discalculia

INCLUSÃO ESCOLAR DE CRIANÇAS COM DISCALCULIA

Em primeiro lugar, a discalculia é um transtorno específico de aprendizagem. Portanto, venha conhecer nesse artigo estratégias que a família pode aplicar para auxiliar na inclusão da criança.

AFINAL, O QUE É A DISCALCULIA?

Antes de mais nada, é um transtorno do desenvolvimento que impacta nos processos de aprendizagem da matemática e aritmética. Por isso, é importante traçar metas de como trabalhar com o aluno, analisar o que acontece independentemente do nível de inteligência, e ver quais dos métodos pedagógicos serão aplicados.

Portanto, as dificuldades causadas por causa da discalculia estão relacionadas à compreensão de números. Além disso, entender símbolos (como os sinais matemáticos) e fazer operações aritméticas.

Em seguida, assista o vídeo e aprenda mais:

Ou seja, também incluem dificuldades relacionadas à classificação, medidas, fatores numéricos, sequências e moedas.

Desse modo, uma criança que apresenta o transtorno geralmente tem problemas em algumas situações. Por exemplo, utilizar relógio, fazer compras e, claro, nas atividades escolares. 

MAS COMO AJUDAR AS CRIANÇAS?

Certamente, a primeira atitude para ajudar os pequenos é perceber as dificuldades e buscar profissionais para um diagnóstico precoce.

Todavia, o diagnóstico fácil. Isso porque muitas escolas não possuem conhecimento adequado para identificação precoce dos sinais em sala de aula. Por isso, algumas vezes, a família pode ser a primeira a perceber e buscar ajuda. 

Portanto, para investigar e fechar diagnóstico, precisa-se realização de uma avaliação multidisciplinar. Ou seja, por equipe composta por neuropsicólogo e psicopedagogo, entre outros profissionais. Posteriormente, realizam o diagnóstico e orientam a família.

Pois, após o diagnóstico é fundamental incentivar seu filho e mostrar que, com paciência e esforço, é possível avançar. Acima de tudo, é preciso acolher e respeitar, mas nunca deixando de encorajar a superar os desafios. 

Além disso, por se tratar de um transtorno de aprendizagem, apesar de a criança apresentar limitações. Certamente, ela apresentará muitas coisas que a discalculia não afeta. Por isso, valorize o potencial da criança. Ao mesmo tempo, incentive a criança a desenvolver e utilizar os seus outros talentos.

Além disso, necessita-se que a família e profissionais estejam envolvidos para ajudar a criança a desenvolver suas habilidades matemáticas.

Então, que tal conhecer dicas de jogos e atividades que ajudam no dia a dia:

– Sem dúvida cozinhar juntos é uma boa opção:

Sem dúvida, usar a cozinha pode ser uma ótima opção para desenvolver a matemática.

Além disso, você pode dividir tarefas com seu filho. Por exemplo: consulte a receita para saber a quantidade de cada ingrediente e exercite isso com ele separando a quantidade certa.

– Leve a criança às compras

Do mesmo modo, na hora de fazer as compras, convide e incentive o pequeno a ir com você. Assim como peça que ele te ajude, com a lista de compras para saber quais itens são necessários e a quantidade deles. Por fim, incentive-o a contar os itens e organizá-los no carrinho.

– Faça perguntas sobre os preços

Do mesmo modo, ainda durante as compras, os pais ou responsáveis podem pedir que a criança ajude na hora de economizar. Por exemplo, pergunte qual dos iogurtes vocês deveriam comprar para poupar dinheiro, o que custa R$1,00 ou o que custa R$1,20. Por fim, incentive a comparação de preços e tamanhos, o pagamento final e o troco.

– Brinque de adivinhar as quantidades

Uma brincadeira fácil de fazer, mas que ajuda bastante, é exercitar a noção de quantidade. No entanto, para isso você pode fazer pequenos montinhos com os brinquedos do seu filho. Ou com as roupas ou qualquer objeto, e pedir que ele diga qual dos montinhos tem mais ou menos itens.

Vocês também podem tentar adivinhar a quantidade de peças que estão em cada montinho e em seguida contarem juntos para ver quem chegou mais perto.

– Brinque de contar

Sendo assim, você pode sentar na calçada com o pequeno – ou observar da janela – e contar com ele quantos carros pretos passam na rua. Além disso, quantas pessoas de boné conseguem ver, ou quantos passos precisa para chegar até um local.

– Encontrar números

Por outro lado, em um passeio com a criança, ou até mesmo nas embalagens de casa, você pode brincar de encontrar números. Por exemplo: procurar o número “5” nas placas, anúncios e etc.

– Ajudando a dividir

Portanto, permita que seu filho participe de tarefas do dia a dia, como dividir uma pizza. Por exemplo, se 4 pessoas vão comer a pizza, questione-o sobre como cortá-la de forma que todos comam a mesma quantidade. Enquanto você está incentivando, tenha paciência e explique de maneira correta e avise a criança quando erros forem vistos.

MAS QUAL PROFISSIONAL PODE DAR APOIO?

Em primeiro lugar, os profissionais da equipe multidisciplinar que fez o diagnóstico podem auxiliar a criança. Antes de mais nada, ainda com as orientações destes profissionais, o tratamento se baseia em um conjunto de atividades terapêuticas.

Em resumo, pais, familiares, escola, amigos, professores e profissionais precisam ser pacientes, dedicados e disponíveis para ajudar a criança. Ou seja, se todos se esforçarem, a criança terá suporte e será capaz de superar seus obstáculos.

Gostou do nosso conteúdo sobre Discalculia? Aqui está uma dica extra para você, o nosso livro “Brincar é fundamental“.

Nesse sentido, que tal assistir o vídeo e aprender mais sobre o assunto?

REFERÊNCIAS

LIMA DOS SANTOS ARAUJO, K.; MARIA GORETTI DONATO BAZANTE, T. A importância da formação do professor de Matemática para a inclusão de alunos com discalculia. Revista de Ensino de Ciências e Matemática, [S. l.], v. 11, n. 7, p. 101–118, 2020. DOI: 10.26843/10.26843/rencima.v11i7.2647. Disponível em: https://revistapos.cruzeirodosul.edu.br/index.php/rencima/article/view/2647. Acesso em: 9 jan. 2023.

BOTTINO, A. G.; FERREIRA, R. M. P. A importância do estudo da discalculia em cursos de formação de professores. Revista Femass, [S. l.], v. 3, n. 3, p. 48-66, 2021. DOI: 10.47518/rf.v3i3.36. Disponível em: http://200.0.202.7/index.php/femass/article/view/36. Acesso em: 9 jan. 2023.

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