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O que é autismo e quais são os sinais?

O que é autismo e quais são os sinais?

O Transtorno do Espectro Autista, conhecido como TEA ou autismo, tem sido cada vez mais discutido e divulgado nos últimos anos, despertando o interesse da população em busca de informações atualizadas sobre o tema.

Segundo as estatísticas do órgão de saúde Centers for Disease Control and Prevention (CDC), divulgadas pelo Portal G1, os casos de autismo aumentaram e cerca de 1 a cada 36 crianças tem autismo atualmente.

Diante disso, é fundamental compreender a essência do autismo, sua evolução histórica e os sintomas mais comuns para promover uma maior conscientização e compreensão sobre o assunto.

Neste artigo, iremos explorar detalhadamente o TEA, os seus sinais e características.

O que é autismo?

O Autismo, também conhecido como Transtorno do Espectro Autista (TEA), é um transtorno do neurodesenvolvimento que pode ser identificado na infância por meio de avaliações feitas por especialistas e diagnóstico precoce. 

Além disso, é importante salientar que o autismo é uma condição que atualmente é vista também como uma síndrome comportamental de nível complexo e que combina fatores genéticos e ambientais.

Descrito pela primeira vez em 1943 pelo psiquiatra austríaco Leo Kanner, o autismo se manifesta através de características como distanciamento do mundo ao redor, comportamentos repetitivos e uso inadequado da linguagem. Essas características foram observadas em um grupo de aproximadamente 11 crianças estudadas por Kanner.

Neste sentido, um fato interessante sobre isso é que todas elas demonstravam certo distanciamento do mundo que os rodeava. Ou seja, elas eram introspectivas, e também apresentavam as estereotipias motoras, o uso da linguagem de forma inadequada, entre outros fatores que anos mais tarde seriam confirmados por meio de evidências científicas.

Qual o momento certo para perceber os primeiros sinais do TEA?

De acordo com o Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V), as primeiras manifestações do autismo podem ser notadas antes dos 36 meses de vida da criança.

Além disso, vale ressaltar que há casos em que as crianças demonstram seus sinais iniciais em períodos até mais incipientes, como aquele que compreende o 12º e o 24º mês.

Quer aprender mais sobre os sinais de autismo em crianças? Confira nossa aula incrível com o Dr. Clay Brites em nosso canal no YouTube. Ele explora de forma abrangente alguns sinais de autismo em crianças.

Quais são os sinais de autismo?

Os sinais do autismo devem ser notados de maneira cautelosa, e sempre com o respaldo médico, sendo exemplos de sinais, os problemas na interação, na comunicação e no comportamento, que devem ser sempre analisados.

Entretanto, é importante ressaltar que esses três aspectos devem ser detalhados diante da série de fatores que estão relacionados:


– Interação social comprometida:


Relacionamento com pessoas do mesmo contexto familiar ou etário aquém do esperado, falta de reciprocidade emocional, pouco uso de meios não verbais para comunicação, etc.


– Comunicação deficitária:


Ausência de linguagem verbal (falada), pouca habilidade para manter uma conversação, fala extremamente rebuscada para idade, ecolalias, pronúncia sem a cadência que as pessoas geralmente utilizam (sem alteração de tom), etc.


– Comportamentos marcados por estereotipias


Interesses não usuais em intensidade ou foco, movimentos motores repetitivos, rotinas invariavelmente rígidas e não funcionais, preocupação com partes de objetos, etc. (MESQUITA; PEGORARO, 2013).


O Tratamento

É fundamental ressaltar que o tratamento visa aprimorar a interação social e comunicação da criança, tornando essas habilidades mais funcionais e reduzindo comportamentos inadequados.

Além disso, a escolha do tipo de intervenção adequada é feita pelo médico, levando em consideração as necessidades específicas de cada paciente. Neste sentido, vale reforçar que o tratamento adequado vai depender da análise feita pelo médico, já que cada paciente tem um tipo de intervenção específico, de acordo com a necessidade observada pelo especialista.

A importância do tratamento precoce é enorme. Segundo Zanon et al (2014), “devido à plasticidade cerebral, a precocidade do início da intervenção desempenha papel importante, potencializando os efeitos positivos da mesma.”

Além disso, estudos indicam que os benefícios decorrentes dessa abordagem reduzem consideravelmente as despesas financeiras das famílias envolvidas no cuidado de crianças com autismo por meio de outras intervenções terapêuticas.

Tratamentos para o Autismo: Opções disponíveis

Para ajudar na identificação dos tratamentos, separamos alguns:

Psicomotricidade: Desenvolvimento integrado de habilidades motoras, emocionais e cognitivas para promover autonomia.

Terapia Ocupacional: Estimula competências para atividades diárias, melhorando habilidades sociais e de autocuidado.

Análise do Comportamento Aplicada (ABA): Intervenções baseadas nos princípios da análise do comportamento para promover desenvolvimento em situações do dia a dia.

Medicação: Prescrita por neuropediatras, combinada com outras terapias para resultados efetivos.

Em resumo, é essencial compreender o autismo e os seus sinais para garantir um apoio adequado às crianças autistas. 

O reconhecimento precoce de sinais como dificuldades de comunicação, interação social limitada e comportamentos repetitivos permite intervenções mais eficazes que promovam o desenvolvimento e o bem-estar da criança. 

Portanto, ao procurar informações e recursos para compreender melhor o autismo, podemos criar um ambiente mais inclusivo e acolhedor para todas as crianças.

Gostou desse artigo e quer saber mais sobre os tipos de autismo? Acesse o nosso Canal do Youtube 



Referências
MESQUITA, Wanessa Santos; PEGORARO, Renata Fabiana. Diagnóstico e tratamento do transtorno autístico em publicações brasileiras: revisão de literatura. J Health Sci Inst., Goiânia, v. 31, n. 3, 2013.
ZANON, Regina Basso et al. Identificação dos Primeiros Sintomas do Autismo pelos Pais. Psicologia: Teoria e Pesquisa, Porto Alegre, v. 30, n. 1, p. 25-33, jan./mar. 2014.

https://institutoneurosaber.com.br/artigos/quais-os-tipos-de-tratamento-para-autismo/

17 Comments

  • Rosemary Barbosa de Lima
    Posted 10/03/2020 at 9:32 am

    parabéns e obrigada as colocações feitas foram de grande valia e com certeza serão usadas no decorrer de meus atendimentos e orientações.

    • Suporte Neurosaber
      Posted 10/03/2020 at 5:54 pm

      Olá Rosemary ,Obrigada pelo carinho! Continue sempre acompanhando.

    • VILMA
      Posted 30/07/2021 at 8:45 am

      Gostaria de saber, se tem um modo especial de tratar uma criança altísta
      Pois descobrpimos agora que meu neto tem um grau de altismo

  • Michele Ferreira Brito
    Posted 14/03/2020 at 4:34 pm

    Texto simples e objetivo. Muito bom.

  • Tatiana Soares
    Posted 15/03/2020 at 9:51 am

    Obrigada pela contribuição sobre o altíssimo, texto muito bom e compreensivo bjumm

    • Suporte Neurosaber
      Posted 20/03/2020 at 4:58 pm

      Olá Tatiana, Obrigada pelo carinho! Continue sempre acompanhando!

  • Terezinha Ambrósio Pereira Lopes
    Posted 15/03/2020 at 7:18 pm

    Muito boa as informações sobre o tema. Tenho procurando sabe mais sobre o assunto.

    • Suporte Neurosaber
      Posted 20/03/2020 at 5:08 pm

      Olá Terezinha, Obrigada pelo carinho! Continue sempre acompanhando!

  • Iara Braz da Silva
    Posted 19/03/2020 at 11:36 am

    Amei o texto,parabéns e muito obrigada pelas orientações bastante pertinentes .

    • Suporte Neurosaber
      Posted 20/03/2020 at 7:53 am

      Olá Iara, Obrigada pelo carinho! Continue sempre acompanhando!

  • Marise koitik
    Posted 24/04/2020 at 10:53 am

    Olá bom dia gostaria de sugestões de atividades para o meu aluno autista de 3 anos ele n se concentra nas atividades.

  • Trackback: Mito ou verdade: Meninas não têm autismo? - Instituto NeuroSaber
  • Cintia
    Posted 05/02/2022 at 3:23 am

    Minha filha acaba de fazer 2 anos. Ainda balbucia bem primitivamente, não aponta, geralmente me pega pela mão e me leva até o que deseja e fica “gemendo” para dizer o que quer. Mantem pouco contato visual(embora ele ocorra) e por vezes não atende pelo nome. Durante a pandemia respeitamos a quarentena e ela n teve contato nenhum com outras crianças, nem frequentou ainda espaços coletivos coml pracinhas e parques. Como proceder? Sinto-me perdida e angustiada. Existe a possibilidade da pandemia e o isolamento social (excesso de tv) terem influenciado estes comportamentos?

    • Solange
      Posted 07/02/2022 at 5:35 pm

      Olá, Cintia tudo bem?

      Sem avaliação não podemos dar uma orientação precisa sobre o caso. É importante buscar um especialista para lhe dar melhores informações e orientação para uma intervenção. De qualquer forma, temos conteúdos no youtube.com/neurosabervideos e também em nosso blog que podem te ajudar em muitas questões.

      Solange,
      Equipe NeuroSaber 💙

  • Mônica
    Posted 02/05/2022 at 5:13 pm

    Pessoas crianças com autismo ficam gritando durante uma crise obrigada

    • Solange
      Posted 02/05/2022 at 7:27 pm

      Olá Monica, tudo bem?

      Primeiramente agradecemos pela confiança! Nesses casos orientamos buscar um especialista pessoalmente para lhe dar melhores informações e orientação assertivas sobre o caso. De qualquer forma, temos conteúdos no youtube.com/neurosabervideos e Artigos em nosso Blog: http://www.neurosaber.com.br/artigos que podem te ajudar em muitas questões.

      Sol,
      Equipe NeuroSaber 💙

  • Trackback: Quais os principais sintomas do Autismo Leve? - Entendendo Autismo

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