Skip to content Skip to footer

O que é o Autismo de Alto Funcionamento?

O Autismo de Alto Funcionamento é uma condição englobada no Transtorno do Espectro Autista, ainda que o termo não seja formal. Muitas vezes, ele é usado para se referir a pessoas com TEA que apresentam habilidades excepcionais de organização e gestão, mas com prejuízos significativos em outras áreas.

O autismo é um transtorno do neurodesenvolvimento que se caracteriza por dificuldades na interação social e na comunicação. No entanto, os sintomas variam de leves a graves, por isso o termo espectro. 

O Autismo de Alto Funcionamento costuma ser confundido com a síndrome de Asperger, ainda que as duas condições sejam diferentes, em relação ao nível de gravidade dos sintomas. Vale lembrar que ambos os termos não estão presentes no DSM-V, mas ainda são usados para clarear essas diferenças no espectro autista.

Entenda melhor, neste artigo, o que é o autismo de alto funcionamento,

Transtorno do Espectro Autista — TEA

Por muito tempo, apenas pessoas com sintomas muito graves eram diagnosticadas com autismo. A partir da década de 1990, formas mais leves foram reconhecidas, incluindo o Autismo de Alto Funcionamento e a síndrome de Asperger.

Em 2013, a American Psychiatric Association agrupou os transtornos relacionados ao autismo em um único diagnóstico, o Transtorno do Espectro Autismo ou TEA. 

Autismo de Alto Funcionamento

As pessoas diagnosticadas com Autismo de Alto Funcionamento têm dificuldades importantes com a interação social e com a comunicação, podem ter dificuldade para fazer amigos, não fazer muito contato visual ou se envolver em conversas.

Da mesma forma, como é comum no autismo, podem ter comportamentos repetitivos e restritivos, apresentar dificuldades na aprendizagem e para se concentrar. No entanto, podem apresentar altas habilidades comportamentais de organização e gestão, ainda que suas habilidades sociais e de comunicação sejam prejudicadas.

Autismo de Alto Funcionamento e Asperger

Até as revisões atuais do Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais (DSM-V), a síndrome de Asperger era uma condição distinta. Quando o autismo se tornou TEA, outros transtornos do neurodesenvolvimento, incluindo a síndrome de Asperger, foram eliminados do DSM-V. 

O autismo agora é classificado por gravidade dos sintomas e pode ser acompanhado por outras deficiências.

Ainda que com sintomas semelhantes ao autismo, as pessoas diagnosticadas com a síndrome de Asperger, geralmente, não apresentam atrasos na linguagem, no desenvolvimento cognitivo e nas habilidades de autocuidado. 

Os sintomas, geralmente, são mais leves e menos propensos a afetar a vida diária da pessoa. Hoje, seriam aquelas diagnosticadas com autismo leve. 

Algumas pessoas confundem as duas condições — o Autismo de Alto Funcionamento e a síndrome de Asperger. É importante entender a diferença entre essas duas condições: as pessoas diagnosticadas com Asperger, se encontram no nível leve do espectro. 

No Autismo de Alto Funcionamento há um comprometimento importante da linguagem e da fala e alterações cognitivas que remontam a um quadro de autismo moderado a severo. Muitas pessoas com Autismo de Alto Funcionamento têm deficiência intelectual, apesar de terem grandes habilidades em determinadas áreas.

As crianças com autismo leve têm dificuldades na interação social, comportamentos restritos, mas não têm esses comprometimentos, como no Autismo de Alto Funcionamento. É importante entender essa diferença, pois o tratamento e as intervenções também serão distintas.

Por mais que as pessoas com Autismo de Alto Funcionamento possam ter habilidades excepcionais em algumas áreas, elas apresentam dificuldades importantes nas áreas cognitiva, social e na linguagem.

Os níveis de autismo

A versão mais recente do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais — DSM-V — foi lançada em 2013 e combinou todas as condições relacionadas ao autismo em um termo abrangente — TEA ou Transtorno do Espectro Autista.

Hoje, o TEA é dividido em três níveis, de acordo com a gravidade dos sintomas:

  • Nível 1. Este é o nível mais leve de TEA, com sintomas leves que não interferem muito na aprendizagem ou nos relacionamentos. 
  • Nível 2. Pessoas neste nível requerem mais suporte, como terapia ou treinamento de habilidades sociais.
  • Nível 3. Este é o nível mais severo de TEA, requer mais apoio, muitas vezes, incluindo auxiliares em tempo integral ou terapia intensiva.

Não há um teste para determinar os níveis de TEA. O médico ou psicólogo realiza avaliações com conversas com familiares, cuidadores e observações da criança para entender melhor o seu desenvolvimento verbal, emocional, sua capacidade social, emocional e suas habilidades de comunicação não verbal.

O TEA pode ser diagnosticado quando as crianças ainda são pequenas, até os dois anos. No entanto, muitas podem ser diagnosticadas mais tarde, o que torna o tratamento mais difícil. 

Tratamento para o TEA

O tratamento depende dos sintomas únicos de cada pessoa, independente do nível de gravidade. Em geral, inclui fonoaudiologia, fisioterapia, terapia ocupacional, treinamento sensorial, análise comportamental aplicada — um método que incentiva comportamentos positivos — e medicamentos, que podem ajudar a controlar sintomas específicos, como depressão ou ansiedade.

Se restou alguma dúvida sobre o que é o Autismo de Alto Funcionamento, deixe nos comentários!

Referências:

KLIN, Ami. Autismo e síndrome de Asperger: uma visão geral. Rev. Bras. Psiquiatr. [online]. 2006, vol.28, suppl.1 [cited  2021-01-05], pp.s3-s11.

ASSUMPCAO, Francisco Baptista  e  BERNAL, Marília Penna. Qualidade de vida e autismo de alto funcionamento: percepção da criança, família e educador. Bol. – Acad. Paul. Psicol. [online]. 2018, vol.38, n.94 [citado  2021-01-05], pp. 99-110 .

12 Comments

  • Marcela Marinho
    Posted 11/01/2021 at 7:49 pm

    Meu filho tem hj 7 anos a um ano faço acompanhamento com psicóloga, aos 5 anos ele começou a nós trazer alguns comportamentos sensorial na escola e já tinha alguns em casa. Dese então faço acompanhamento porém tem nos trazido mais alguma sensorial , seletividade alimentar e ansiedade. Mas o neuro não fechou diagnóstico de TEA leve por conta da pandemia. Mas eu com muito pesar acho que meu filho está dentro do TEA. O que faço? A psicóloga ainda está avaliando.

    • NeuroSaber
      Posted 11/01/2021 at 9:29 pm

      Olá Marcela,Primeiramente obrigada pela confiança!
      Nesses casos orientamos buscar um especialista(Neurologista Infantil) pessoalmente para lhe dar melhores informações e orientação assertivas sobre o caso.
      De qualquer forma,temos conteúdos no youtube.com/neurosabervideos e Artigos em nosso Blog: http://www.neurosaber.com.br/artigos que podem te ajudar em muitas questões.
      Atenciosamente,
      Equipe NeuroSaber

  • Onofra da Silva dos Anjos
    Posted 12/01/2021 at 4:15 am

    O altismo pode se dizer que é um transtorno que afeta a comunicação seja oral , social ou intelectual . É isso?

  • Carla Pereira Da Silva
    Posted 15/01/2021 at 5:56 pm

    Ola boa tarde,meu nome é Carla,gostaria que vocês me indicassem profissionais para que eu possa levar meu filho,ele tem 5 anos,ele faz acompanhamento com a fono,e a mesma relatou que ele deve ter autismo leve,devido a sua dificuldade cognitiva,ecolalias,gostaria de leva lo e alguém de confiança(neuro,psico), para que possa me ajudar neste processo,moro em Campinas.Obrigada desde já.

  • Olga
    Posted 28/04/2021 at 1:23 am

    Olá….
    Minha filha tem dificuldades com a interação social e e teve atraso na linguagem (que melhoraram muito desde que começou a ir a fono e psicóloga).Devido às queixas de agitação e falta de concentração,resolvi procurar um neurologista.Já fui em dois: um disse que ela não tem nada.Outro falou que ela tem autismo leve e receitou oxicarbazepina.Devo procurar um terceiro profissional?A psicóloga suspeita de TDAH.
    Minha filha hoje tem 5 anos.

  • Bruno
    Posted 07/06/2021 at 4:41 pm

    Tenho 40 anos, trato a pelo menos 20 anos de depressão, sempre tive dificuldade em aprender (estudei sempre memorizando as informações por repetição), nunca consegui acompanhar conversas e uma amiga terapeuta ocupacional, com muita experiência na área, diz que sou autista de alto funcionamento recentemente. Como adulto uma pessoa como eu pode diagnosticar o TEA? Quem devo procurar?

  • Antonieta Gonçalves
    Posted 20/02/2022 at 9:26 pm

    Boa tarde, tenho uma amiga que a criança desde pré escolar diagnosticou , défcite de atenção.Entre 5 e 8 anos mais ou menos eles não sabiam mais o que fazer.Foi diagnosticado com transtorno bipolar. A dois anos agora foi diagnosticado com Autismo grave, mais o transtorno e o défcite de atenção.Ano passado quase não foi a escola, este ano então piorou. Está com 14 anos diagnosticado agora com Autismo de auto funcionamento eTEA.´Super agressivo, enfrenta os pais, vai pra cima, já bateu nos pais, quebra o que ve pela frente qdo crise (ou não é feito o que ele quer) não sei realmente o que dizer.Minha amiga e meu amigo não sabem mais o que fazer, estão estourados. Todos fazem acompanhamento com psicólogo e a criança com psicólogo e psiquiatra. Poderiam me dar uma resposta?O que pode ser feito.Amanhã eles vão os 3 no psiquiatra. Estou angustiada, sem poder ajudar.O que fazer?

    • Webster
      Posted 22/02/2022 at 2:23 pm

      Olá, Antonieta

      Sem avaliação não podemos dar uma orientação precisa sobre o caso. É importante buscar um especialista para lhe dar melhores informações e orientação para uma intervenção. De qualquer forma, temos conteúdos no youtube.com/neurosabervideos e também em nosso blog que podem te ajudar em muitas questões.

      Webster – Equipe NeuroSaber 💙

  • Michelle Tamietti
    Posted 22/06/2023 at 3:04 pm

    Não concordo com o texto, minha neta tem 4 anos, aprendeu a ler com 2 anos, tem extrema facilidade com o ingles inclusive traduzindo frazes, é autista de altas habilidades, tem sim alguma dificuldade com a fala, mas não demonstra dificuldades intelectuais nem esteriotipias severas, estaria entre o nivel leve a moderado, tem ouvido absoluto, em fim, so gostaria de tranquilizar os pais e mães de autistas de altas habilidades como a minha que nem tudo é ruim e sofrido, minha neta é muito feliz e as altas habilidades a fazem destacar, vieram para somar e mesmo como um contrapeso às dificuldades com o autismo. Cabe a nós dar extimulos, quanto mais extimulo maior a facilidade deles verem o nosso mundo, todo autista é um mini super herói, não desistam, todos os textos que encontramos tem um grande peso, o peso nesta relação nos é imposto, o diagnostico de autismo não deveria ser um peso e sim um presente, estimulem amigos, estimulem seus super heróis TODO O TEMPO e vão ver o tanto que eles irão os surpreender.

    • Jhulli
      Posted 04/07/2023 at 1:39 pm

      Olá Michelle, tudo bem?

      Compreendo sua opinião e fico feliz em saber que sua neta está prosperando e sendo feliz com suas altas habilidades. É importante reconhecer que cada indivíduo no espectro do autismo é único e pode ter uma variedade de habilidades e desafios. Nem todos os autistas têm as mesmas características ou experiências.

      É importante lembrar que a experiência do autismo pode variar de pessoa para pessoa, e nem todos os autistas terão as mesmas habilidades ou enfrentarão os mesmos desafios. Cada pessoa autista é única e merece ser compreendida e apoiada em sua jornada individual.

      Jhulli, Equipe NeuroSaber 💙 

Leave a comment

0.0/5