Skip to content Skip to footer

O que é Síndrome de West?

A síndrome de West é uma encefalopatia epiléptica rara que aparece em bebês sob a forma de espasmos infantis acompanhados por uma alteração específica no eletroencefalograma (EEG), denominada hipsarritmia.

Geralmente, surge entre os três meses e um ano, causando uma regressão do desenvolvimento neuropsicomotor da criança. A combinação de três fatores — espasmos infantis, hipsarritmia e interrupção no desenvolvimento neuropsicomotor — caracteriza a síndrome de West.

Neste artigo, vamos explicar o que é a síndrome de West, os principais sinais, diagnóstico e tratamento.

Sintomas da síndrome de West

Os espasmos infantis, geralmente, são os primeiros sinais que surgem no primeiro ano de vida, entre 3 e 8 meses. No entanto, quando não são frequentes, o diagnóstico pode ser atrasado. Muitas vezes, os pais confundem os espasmos com cólicas, devido ao padrão das crises e ao choro do bebê durante ou depois de cada episódio.

O movimento típico de um espasmo é uma flexão súbita (inclinação para frente) com enrijecimento do corpo, braços e pernas. Os episódios podem ocorrer como:

  • Espasmos extensores: braços e pernas jogados para fora.
  • Espasmos flexores: movimentos rápidos de flexão seguidos por extensão.

Normalmente, afetam ambos os lados do corpo e cada episódio dura de 1 a 2 segundos, com pausas de 5 a 10 segundos seguidas de novos espasmos. Embora possam ocorrer isoladamente, é mais comum que apareçam em grupos, com 20 ou mais espasmos em sequência.

É frequente que bebês com espasmos infantis fiquem irritadiços, parem de mamar e apresentem alterações no sono, dormindo mais durante o dia e menos à noite.

O desenvolvimento pode desacelerar ou até regredir, especialmente quando os espasmos se mantêm sem tratamento por longos períodos. Muitos quadros melhoram quando os espasmos são controlados e o EEG apresenta evolução positiva.

Veja também: O que é epilepsia?

Diagnóstico da síndrome de West

O diagnóstico é feito com base em um relato detalhado das convulsões do bebê. Muitos pais gravam vídeos das crises para mostrar ao médico, já que existem condições não epilépticas na infância (como cólicas) que podem ser confundidas com espasmos infantis.

A confirmação ocorre pela combinação das manifestações clínicas com o eletroencefalograma que mostra o padrão de hipsarritmia.

  • O primeiro EEG é feito com o bebê acordado.
  • Caso não revele o padrão esperado, é solicitado outro durante o sono.

Além disso, todos os bebês com espasmos infantis e síndrome de West precisam realizar uma ressonância magnética cerebral, além de exames complementares (sangue, urina e, muitas vezes, testes genéticos) para investigar causas subjacentes.

Leia também: Convulsões na infância: o que os pais precisam saber

Tratamento da síndrome de We

Embora a síndrome de West não tenha cura, o tratamento precoce pode melhorar significativamente a qualidade de vida.

As opções incluem:

  • ACTH (hormônio adrenocorticotrófico) – primeira escolha em muitos países.
  • Vigabatrina – antiepiléptico de uso comum.
  • Corticosteroides – no Brasil, muitas vezes é utilizada a prednisolona devido ao difícil acesso ao ACTH.
  • Outros antiepilépticos: Valproato de sódio, Topiramato, Benzodiazepínicos (em associação), Levetiracetam, Lamotrigina.

⚠️ O tratamento medicamentoso deve sempre ser definido pelo médico, considerando riscos, benefícios e possíveis efeitos colaterais.

Além das medicações, o tratamento envolve terapia ocupacional, fisioterapia e fonoaudiologia, fundamentais para estimular o desenvolvimento infantil.

Visite nosso artigo completo: Qual o tratamento da síndrome de West?. Uma leitura essencial para familiares e profissionais que buscam informação atualizada e confiável.

A importância do diagnóstico e tratamento precoces

É essencial que os pais procurem ajuda especializada se o bebê apresentar convulsões prolongadas ou repetidas. Aproximadamente 6 em cada 10 crianças podem ter seus espasmos controlados com tratamento adequado.

A causa subjacente é determinante para o prognóstico: em alguns casos, os espasmos evoluem para outros tipos de epilepsia, como a síndrome de Lennox-Gastaut.

A maioria das crianças com síndrome de West apresenta dificuldades de aprendizagem em diferentes níveis (leves, moderadas ou graves). Por isso, o diagnóstico precoce e o início imediato do tratamento são fundamentais para oferecer melhores perspectivas de desenvolvimento.

FAQ: Causas da Síndrome de West

O que é a síndrome de West?

A síndrome de West é uma doença rara que se manifesta principalmente em bebês e crianças pequenas, caracterizada por crises epilépticas específicas conhecidas como espasmos infantis. Essa condição afeta o desenvolvimento neurológico da criança e pode levar a complicações a longo prazo se não for tratada adequadamente.

Quais são as principais causas da síndrome de West?

As causas da síndrome de West podem variar. Muitas vezes, está associada a outras condições neurológicas, lesões cerebrais, ou anormalidades genéticas. Em alguns casos, a causa pode ser desconhecida, mas é importante que um especialista realize uma avaliação detalhada para identificar fatores subjacentes.

Como identificar a síndrome de West?

Identificar a síndrome de West envolve observar os sintomas, como espasmos musculares repentinos e padrões anormais de desenvolvimento. É comum que os pais notem esses sintomas entre 3 a 12 meses de idade. Consultas regulares com um pediatra são essenciais para um diagnóstico precoce.

Quais são os sintomas da síndrome de West?

Os sintomas mais comuns da síndrome de West incluem crises epilépticas em forma de espasmos, que geralmente ocorrem em grupos, e um atraso no desenvolvimento. Esses sintomas podem ser confundidos com outras condições, por isso é crucial um diagnóstico preciso por um especialista.

Qual é o tratamento para a síndrome de West?

O tratamento da síndrome de West geralmente inclui medicamentos para controlar as crises epilépticas. Anticonvulsivantes e hormônios como a ACTH são frequentemente utilizados. O acompanhamento médico regular é essencial para ajustar o tratamento conforme necessário.

É possível curar a síndrome de West?

Atualmente, não existe uma cura definitiva para a síndrome de West, mas o tratamento adequado pode ajudar a controlar os sintomas e permitir que a criança tenha uma vida mais saudável. O sucesso do tratamento varia de acordo com a gravidade da condição e a resposta individual à terapia.

Quais são os riscos associados à síndrome de West?

As crianças com síndrome de West podem estar em risco de desenvolver outras condições, como autismo e dificuldades de aprendizado. O acompanhamento contínuo e o atendimento especializado são essenciais para minimizar esses riscos e maximizar o desenvolvimento da criança.

Quando devo procurar um especialista?

Os pais devem procurar um especialista assim que notarem sinais de crises epilépticas ou qualquer atraso no desenvolvimento do filho. Quanto mais cedo a síndrome de West for diagnosticada e tratada, melhores serão as chances de um desenvolvimento saudável.

Agora que você já sabe o que é a síndrome de West e seus principais sintomas, compartilhe este artigo em suas redes e ajude outras famílias!

Referências:

ANTONIUK, SÉRGIO A. et al. Síndrome de West: evolução clínica e eletrencefalográfica de 70 pacientes e resposta ao tratamento com hormônio adrenocorticotrófico, prednisona, vigabatrina, nitrazepam e ácido valpróico. Arq. Neuro-Psiquiatr. [online]. 2000, vol.58, n.3A [cited  2021-01-16], pp.683-690.

https://rarediseases.org/rare-diseases/west-syndrome/#:~:text=West%20syndrome%20is%20a%20constellation,called%20hypsarrhythmia%20and%20intellectual%20disability.

11 Comments

  • Avatar
    Margareth Thomaz de Aquino
    Posted 07/04/2022 at 2:08 am

    Excelente explicação! Tenho uma filha que tem 45 anos de idade e a pouco tempo diagnosticada com essa Sindome de West.
    Desde a infância tratada apenas como uma epilepsia e um autismo moderado. Muito interessante.

    • Avatar
      Solange
      Posted 07/04/2022 at 1:37 pm

      Olá Margareth, tudo bem?

      Obrigada pelo carinho! Continue sempre acompanhando!

      Sol,
      Equipe NeuroSaber 💙

  • Avatar
    Valéria Nascimento
    Posted 11/07/2022 at 4:31 pm

    Meu filho tem 10 meses e des de bebê chora muito agora pouco tempo consegui marcar uma gastro pra ele achando que ele tinha algum tipo de alergia mas de quinta feira pra cá ele tá com espasmo e inchando o rosto e dobrando o corpo pra traz tipo gangorra sabe fica umas minuto assim depois volta a brincar ele não fala nada ainda só resmunga e agora tá com esses espasmo achei que era do leite neocate que ele toma mas médica dele disse que não é

    • Avatar
      Solange
      Posted 12/07/2022 at 1:44 pm

      Olá Valéria, tudo bem?

      Primeiramente agradecemos pela confiança! Nesses casos orientamos buscar um especialista em neuropediatria pessoalmente para lhe dar melhores informações e orientação assertivas sobre o caso. De qualquer forma, temos conteúdos no youtube.com/neurosabervideos e Artigos em nosso Blog: http://www.neurosaber.com.br/artigos que podem te ajudar em muitas questões.

      Sol,
      Equipe NeuroSaber 💙

  • Avatar
    Fabianne Araujo
    Posted 01/10/2022 at 2:43 pm

    Meu filho fez 6 meses, a um mês venho reparando que ele regrediu, sorria muito, conversava e agora não faz mais nada, nem brinquedo ele se interessa e um pouco menos de um mês ele vem tendo esses espasmos e chora, dura no máximo um minuto quando li aqui hj fiquei super nervosa pq acho q ele está com essa síndrome, tudo oq ele tem está escrito a única coisa é o sono que graças a Deus ele dorme muito bem a noite.

    • Avatar
      Solange
      Posted 03/10/2022 at 1:24 pm

      Olá Fabianne, tudo bem?

      Primeiramente agradecemos pela confiança! Nesses casos orientamos buscar um especialista pessoalmente para lhe dar melhores informações e orientação assertivas sobre o caso. De qualquer forma, temos conteúdos no youtube.com/neurosabervideos e Artigos em nosso Blog: http://www.neurosaber.com.br/artigos que podem te ajudar em muitas questões.

      Sol,
      Equipe NeuroSaber 💙

      • Avatar
        Fabianne Araujo
        Posted 18/10/2022 at 2:12 pm

        Bom dia, procurei fiquei internada com meu bebê uma semana para investigar, fizemos os exames, tomografia, ressonância e a neurologista concluiu que realmente era síndrome de west, e começamos com a medicação e hj 18 dias depois que ficou internado desde o dia q coloquei o comentário aqui ele já é outro criança, tudo o que ele retrocedeu hj vejo ele fazer, aos poucos tá melhorando, as convulsão pararam desde o terceiro dia de medicamento. Obrigada por ler esse artigo me fez correr para investigar e conseguir tratar rápido e ver a evolução dele. Ele voltou a sorrir, a interagir a fazer as bagunça e tá cada dia evoluindo mais.

  • Avatar
    Suelian Moraes da Silva
    Posted 03/10/2022 at 12:49 pm

    Ótimo artigo,
    Meu bebê foi diagnosticado com síndrome de west ele está com cinco meses e o perigo foi bem esclarecedor, em meio tantas dúvidas e medo. Obrigada 🥰

    • Avatar
      Solange
      Posted 03/10/2022 at 1:20 pm

      Olá Suelian, tudo bem?

      Que bom! Ficamos felizes em sempre poder auxiliá-los!

      Sol,
      Equipe NeuroSaber 💙

  • Avatar
    alexandre damasceno belo
    Posted 25/03/2023 at 11:24 am

    bom dia meu filho ja vai fazer 6 anos e ele tem essa sindrome gracas a deus ele parou tomar a vigabatrina, mas tudo nele é lento mas dara certo descobrimos cedo a sindrome dele e hoje ele nao tem mas espasmos, mas tudo e´lento! usa fralda, passa por especialistas tipo psicologa ,fono, terapeuta. entre outros mas pra ser sincero eu como pai fico chateado em ele nao poder pedir as coisas socializar chamar papai, mamae algo sim. mas estamos firme nessa luta acredito que muitos pais passam por isso tambem e sei que nao é fácil mas tenha fe que vaida tudo certo….

    • Avatar
      Solange
      Posted 26/03/2023 at 12:43 pm

      Olá Alexandre, tudo bem?

      Obrigado pelo depoimento, mantenha a fé em Deus e foco em seguir em frente sempre que tudo dará certo. Persista na luta que tudo dará certo.

      Sol,
      Equipe NeuroSaber 💙

Deixe um Comentário