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Por que neuro-alfabetização é tão importante para o desenvolvimento infantil e sucesso escolar?

Imagem para ilustrar o texto sobre neuro-alfabetização

Iniciando a Semana da Neuro-alfabetização realizada há pouco, em março de 2023, Lu Brites, CEO e pedagoga da Neurosaber, apresentou conceitos sobre neurociência aplicada à educação, na aula “Neuro-alfabetização: a chave para o ensino da leitura e escrita”, com foco no ensino das mesmas. Ela explica como podemos utilizar o conhecimento da neuro-alfabetização para ajudar as crianças a aprenderem de forma mais assertiva.

Quando as crianças recebem uma educação que leva em consideração a neurociência, elas podem se desenvolver mais e se tornarem mais independentes. Por isso, incentivamos os educadores a adaptar as estratégias de ensino, tornando o processo de aprendizado mais produtivo e significativo para elas.

No cenário atual de pós-pandemia, a alfabetização e a inclusão escolar se tornaram uma prioridade coletiva. Segundo os dados da ONG Todos pela Educação, o percentual de crianças com vulnerabilidade social que não sabem ler e escrever aumentou de 33,6% para 51%, entre 2019 e 2021. As que não estão nesse grupo, o aumento foi mais sutil: de 11,4% para 16,6%.

Portanto, a neuro-alfabetização pode ser considerada um instrumento fundamental para ajudar a melhorar esse cenário, já que precisamos pensar em como incluir  e adaptar as atividades para atender às necessidades individuais de cada criança utilizando técnicas que ajudarão a melhorar a memória,atenção e habilidades que serão úteis no futuro.

Neurociência e Infância: qual a relação?

Durante essa aula , Lu Brites apresentou uma série de atividades práticas, baseadas em princípios neurocientíficos, como a importância da atenção, memória, associação de ideias e reconhecimento de padrões. Ela demonstrou como essas atividades podem ser adaptadas para diferentes idades e níveis de habilidade.

Aos 6 anos, o cérebro atinge aproximadamente 95% do seu volume adulto.

 (GIEDD; RAPOPORT, 2010)

A neurociência é uma ciência que estuda o cérebro e sua relação com o comportamento, a cognição e o processamento de informações. Ela é importante porque nos ajuda a entender como fatores internos e externos podem influenciar a aprendizagem e o comportamento de maneira positiva ou negativa, principalmente na primeira infância.

Além disso, foi possível entender como criar intervenções que sejam mais eficazes para ajudar as crianças a superar esses desafios.

Através de estudos científicos, é possível avaliar o que funciona e o que não funciona em termos de metodologia e evidências científicas. Isso nos permite desenvolver abordagens mais eficazes que são fundamentais para o sucesso escolar e profissional.

Além dessas abordagens, a Lu Brites falou sobre a maturação anatômica, que é um processo que está ligado diretamente com a neurociência e as crianças. Pode- se dizer que, por definição, ele é caracterizado por fazer mudanças progressivas e regressivas no cérebro por meio da neuroplasticidade

Isso significa que o cérebro tem a capacidade de aprender e se reprogramar para novas experiências e se modificar neurobiologicamente em resposta a estímulos do ambiente. 

Portanto, moldar o cérebro na infância é algo extremamente importante para o desenvolvimento dela e para auxiliar isso, a educação pode se aliar às evidências científicas para alcançar resultados mais efetivos e satisfatórios.

No decorrer da aula, foi apresentada a pesquisa: Ciências da leitura avançaram significativamente e de forma robusta (CAPOVILLA et al., 2005), que mostrou com detalhes e resultados já validados de como desenvolver estratégias mais eficazes para aprimorar as habilidades de leitura das crianças.

Em suma, a Semana da Neuro-alfabetização foi realizada com o objetivo de ajudar a família, professores e a comunidade a se capacitarem juntos para auxiliar o sucesso escolar das crianças, isso porque as habilidades que elas desenvolvem no início da vida têm um grande e duradouro impacto em seu futuro acadêmico e profissional. 

Quando sabemos como o cérebro processa as informações, podemos criar estratégias de ensino que são mais eficazes e adaptáveis. Por isso, é importante fornecer um ambiente rico em estímulos e experiências positivas para promover um desenvolvimento saudável.
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