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Quais são as funções cognitivas afetadas pela epilepsia?

As funções cognitivas correspondem aos processos mentais que nos permitem perceber, aprender, memorizar e resolver problemas. No caso da epilepsia, essas funções podem ser comprometidas devido às crises recorrentes e seus efeitos cerebrais. Neste artigo, exploramos por que a epilepsia pode afetar as funções cognitivas, quais são as áreas mais vulneráveis — como memória, atenção e linguagem — e como esse impacto se manifesta na vida escolar e social.

Como a epilepsia afeta as funções cognitivas

A epilepsia é um distúrbio neurológico caracterizado por atividade elétrica excessiva em regiões do cérebro, resultando em crises convulsivas ou não. Esse processo não atua apenas como crise isolada, mas pode causar alterações nas redes neurais responsáveis pelas funções cognitivas, o que gera prejuízos em aprendizagem, comportamento, linguagem e memória.
Para uma introdução ao tema da cognição e aprendizagem, vale ver nosso artigo sobre Aspectos Cognitivos da Aprendizagem que mostra como a cognição se desenvolve e interfere no processo educativo.
Quando a epilepsia se inicia em regiões específicas — como o lobo temporal — ou começa precocemente, o impacto tende a ser maior, sobretudo em crianças com cérebro em maturação.

Principais funções cognitivas afetadas

1. Memória
O comprometimento da memória — especialmente a de curto prazo ou de trabalho — é bastante comum em pessoas com epilepsia. A dificuldade de fixar ou recuperar informações pode decorrer da interrupção das redes de memória provocadas pelas crises ou pelos medicamentos.

2. Atenção e funções executivas
A atenção sustentada é essencial para o aprendizado — quando essa função é afetada, a criança tem dificuldade para se manter concentrada, o que impacta diretamente no rendimento escolar. Já as funções executivas (planejar, inibir, alternar tarefas) também sofrem: elas dependem de redes frontais que podem ser afetadas por crises ou lesões associadas. Como complemento, você pode conferir nosso artigo em Processamento Cognitivo na Alfabetização – Habilidades Fundamentais que aborda atenção, memória e organização cognitiva. 

3. Linguagem
Em crianças com epilepsia, frequentemente observa-se vocabulário limitado, dificuldade para encontrar palavras (anomia) ou problemas de leitura e ortografia. Essas dificuldades refletem disfunções nas áreas temporais e parietais do cérebro, responsáveis pela linguagem e processamento simbólico. Para ampliar, veja também o tema da cognição social em A importância da estimulação da cognição social para aprendizagem escolar que toca em como cognição e linguagem interagem no ambiente escolar.

Fatores que influenciam o grau de comprometimento

Vários fatores determinam o impacto que a epilepsia tem sobre as funções cognitivas:

  • Idade de início das crises: quanto mais precoce, maior o risco.
  • Tipo de convulsão e a sua duração/frequência.
  • Região anatômica afetada (por exemplo, lobo temporal) e etiologia da síndrome epiléptica.
  • Efeitos dos medicamentos ou da própria medicação sobre o funcionamento cognitivo.
  • Intervenções precoces e adequação do tratamento.

Implicações para a aprendizagem escolar

Quando crianças ou adolescentes conviverem com epilepsia, o ambiente escolar precisa estar atento ao impacto sobre suas funções cognitivas. Dificuldades de atenção, memória e linguagem podem se manifestar como: baixo rendimento, dificuldade para seguir instruções, atraso na leitura ou escrita, dependência de ajuda constante.
Intervenções específicas — como adaptações curriculares, reforço individualizado, monitoramento da medicação, e intervenção psicopedagógica — fazem diferença. Além disso, compreender as “funções cognitivas” em seu sentido amplo ajuda professores a identificarem precocemente possíveis desvios no processo de aprendizagem.

Conclusão

As funções cognitivas são pilares essenciais para o desenvolvimento e o aprendizado escolar. Na presença de epilepsia, há um risco real de que essas funções sejam afetadas — memória, atenção, linguagem — e por isso é vital que educadores, famílias e profissionais da saúde compreendam esse impacto. Quanto mais precoce e integrado for o acompanhamento, melhores serão as perspectivas de autonomia, aprendizagem e qualidade de vida da pessoa com epilepsia.

FAQ: Impacto das Funções Cognitivas na Epilepsia

Quais são as funções cognitivas afetadas pela epilepsia?

As funções cognitivas mais frequentemente afetadas pela epilepsia incluem a memória, a atenção, a linguagem e a percepção. Algumas pessoas podem ter dificuldades em falar ou nomear objetos, especialmente durante ou após crises epilépticas.

Como a epilepsia afeta a memória?

A epilepsia pode causar problemas de memória, especialmente em pacientes que experienciam crises frequentes. A memória de curto prazo é particularmente vulnerável, podendo resultar em dificuldades para reter informações novas durante momentos críticos.

O que são crises de ausência e como elas afetam a cognição?

Crises de ausência são um tipo de crise epiléptica que causa breves períodos de perda de consciência. Durante essas crises, a capacidade de atenção e percepção pode ser temporariamente comprometida, afetando o aprendizado e a interação social.

Qual é a relação entre epilepsia e depressão?

A maioria das pessoas com epilepsia pode experimentar sintomas de depressão devido às limitações que a condição pode impor. A relação entre a epilepsia e a depressão é complexa, e é importante que os pacientes discutam suas queixas com um neurologista.

Como a lateralidade cerebral influencia as funções cognitivas?

O lado esquerdo do cérebro é geralmente associado à linguagem e à fala. Em pacientes com epilepsia que apresentam crises focais nesse hemisfério, pode haver mais dificuldades em nomear palavras e se comunicar efetivamente.

É importante consultar um neurologista para problemas cognitivos?

Sim, é importante que pacientes com epilepsia que enfrentam problemas cognitivos consultem um neurologista. Um diagnóstico correto e um plano de tratamento adequado podem ajudar a melhorar a qualidade de vida e a função cognitiva.

Quais queixas cognitivas são comuns em pacientes epilépticos?

Pacientes epilépticos frequentemente relatam dificuldades em atenção, concentração e memória. Além disso, queixas relacionadas à raiva e frustração devido a limitações cognitivas também são comuns.

Como a epilepsia pode afetar a capacidade de dirigir?

A capacidade de dirigir pode ser comprometida em pessoas com epilepsia devido ao risco de crises epilépticas inesperadas. É crucial que os pacientes discutam essa questão com seu médico e sigam as diretrizes locais sobre a condução de veículos.

Referências:

MADER, Maria Joana. Avaliação neuropsicológica nas epilepsias: importância para o conhecimento do cérebro. Psicol. cienc. prof. [online]. 2001, vol.21, n.1 [cited  2021-01-25], pp.54-67.FERNANDES, Maria José da Silva. Epilepsia do lobo temporal: mecanismos e perspectivas. Estud. av. [online]. 2013, vol.27, n.77 [cited  2021-01-25], pp.85-98.

29 Comments

  • Avatar
    Ágata Cristina Neumann Jorge
    Posted 25/09/2021 at 12:39 pm

    Bom dia. Eu realizei uma cirurgia de epilepsia no HC de CTBA no ano de 2019, e posso dizer que a mesma foi um sucesso.

  • Avatar
    Anderson
    Posted 27/09/2021 at 6:56 pm

    Boa tarde! Tive quatro epiletico na adolescência… meu quadro de hoje, estou com uma perda auditiva acompanhado com um zumbido é falta de compreensão e muita sensibilidade a som do lado esquerdo do ouvido.. Será que pode ser sequelas da epilepsia?

    • Avatar
      Bete Gasparelo
      Posted 27/09/2021 at 10:41 pm

      Boa noite Anderson!
      Orientamos a buscar auxílio de um profissional da área.
      Atenciosamente,

  • Avatar
    Luzia de Loures
    Posted 06/07/2022 at 11:55 pm

    – Déficit de atenção
    – Memória
    – linguagem

    • Avatar
      Solange
      Posted 07/07/2022 at 12:15 pm

      Olá Luzia, tudo bem?

      Obrigada pelo carinho! Continue sempre acompanhando!

      Sol,
      Equipe NeuroSaber 💙

  • Avatar
    Letícia
    Posted 09/07/2022 at 4:49 pm

    Boa Tarde ! Achei as informações muito Úteis! Fui demitida hoje do meu emprego pq estava com esquecendo coisas muito importantes , e agora sei que tenho memória de curto prazo

    • Avatar
      Solange
      Posted 11/07/2022 at 1:14 pm

      Olá Letícia, tudo bem?

      Primeiramente agradecemos pela confiança! Nesses casos orientamos buscar um especialista pessoalmente para lhe dar melhores informações e orientação assertivas sobre o caso. De qualquer forma, temos conteúdos no youtube.com/neurosabervideos e Artigos em nosso Blog: http://www.neurosaber.com.br/artigos que podem te ajudar em muitas questões.

      Sol,
      Equipe NeuroSaber 💙

  • Avatar
    Irma de Lourdes Gomes Lourenço Marques
    Posted 03/09/2022 at 3:19 pm

    Tive um alto nível de stresses no ano de 2009, 10 anos depois tive várias crises epiléticas. Mas os exames normais. Percebi que durante os momentos de tristezas, luto, depressão, preocupação e raiva, é que aconteceram as crises. Eu comecei a me observar pra descobrir o gatilho. Nunca tive isso. Nasci normal e perfeita, só desenvolveu nesses extremos casos de muita dor, tristeza, luto, estresse, raiva enrustida, e depressão. Tomei topiramaro que meu neurologista indicou, mas me emagreceu 20 kg, já sou muito magra, estava ficando fraca, daí eu mesma voltei a usar o fenitoína 100 em comprimidos. Remédios antigos eficiente e que resolvem. Ácido valproico tbm quase me matou de dor no estômago e muita tontura… Eu tomo rivitril 2 mg e fenitoína e deu certo.

    • Avatar
      Solange
      Posted 05/09/2022 at 8:41 pm

      Olá Irma, tudo bem?

      Obrigada por compartilhar conosco o seu relato. Em nossos canais temos muitos conteúdos que vão te ajudar a entender melhor. Confira nosso canal no Youtube e nosso Blog e continue sempre de olho em nossas redes sociais! 💙

      Sol,
      Equipe NeuroSaber 💙

      • Avatar
        BELKIZ SOUZA MOURA
        Posted 29/11/2022 at 8:30 pm

        Boa tarde

        Me chamo Belkiz – descobri as crises com 14 anos hoje tenho 37. Passei por vários neuros nesses anos, de 14 anos tomei medicação por 2 anos as crises sumiram, retornaram aos 17 anos – fase da correria, muita crise de enxaqueca, labirintite tudo novo no trabalho, fim de namoro escola, tomei medicação por mais dois anos e sumiram. Porem o retorno sem intervalo significativo foi quando a minha filha nasceu. Mas antes da gestação dela entrei em uma fase onde sentia muita pressão na cabeça como se fosse um balão e passava o tempo todo com certa tontura, devido a isso ficava um tanto irritada. Tive alguns problemas no pós-parto da minha filha relacionados a grande dor por má cicatrização, somados com noites mal dormidas e fase da amamentação que não deu certo no início… No 15º passei boa parte do dia copiando as matérias para voltar para Faculdade – a noite tive o retorno da crise… por consequência não lembrava que tinha filha, não lembrava de nada e demorou vários dias até o cérebro voltar a normal, no mês seguinte tentei voltar para Faculdade mas não consegui – tranquei um semestre… Desde então tomo medicação já mudei várias vezes – mas sou contadora e algumas me atrapalhavam… As crises diminuíram durante um bom tempo. Mas quando engravidei sem esperar (a medicação anulava o efeito do anticoncepcional) as crises voltaram sendo 5 crises na gestação. Hoje meu segundo filho vai fazer 6 anos (na época tomei o depakote) o que é um milagre pois meu filho e perfeito, conforme alguns neuros foi grande erro do neurologista da gestação. Fiquei alguns meses sem crise, porem de certo período para cá estamos percebendo a relação do período menstrual com as crises.
        Estava tomando o slinda para ajustar a ovulação, o que diminuiu, mas como foi um período de teste parei de tomar em outubro, quando foi agora ao invés de uma crise no mês tive duas 13/11 e 17/11. Tenho sentido uma pressão que depois se torna dor e tontura. Um outro fato e que todos tem reclamado comigo e que em relatar histórias nunca concluo, sempre repito o mesmo assunto diversas vezes no diálogo e nas escritas sempre faço um chekliste para cortar as repetições que não vejo, mas tenho consciência.

        • Avatar
          Solange
          Posted 30/11/2022 at 6:55 pm

          Olá BELKIZ, tudo bem?

          Compreendo a sua situação e entendo que não seja fácil, continuar o acompanhamento com um profissional responsável é a melhor forma de lidar com esse tipo de situação. Temos conteúdos disponíveis em nosso site e canal do Youtube acerca da temática, vale a pena conferir: https://youtube.com/neurosabervideos

          Sol,
          Equipe NeuroSaber 💙

  • Avatar
    Guilherme Costa
    Posted 23/09/2022 at 1:43 pm

    Olá,a alguns anos tenho crise de epilepsia, hoje com menos frequência pois mudei alguns hábitos, no início notamos que as crises vinham sempre quando eu estava almoçando, então parei por um tempo com o almoço, hoje e CAD vez mais difícil de ter uma crise,no entanto pessoas ao meu redor notaram uma falta de memória, e isso está preocupando minha mãe…

    • Avatar
      Solange
      Posted 23/09/2022 at 5:40 pm

      Olá

      Sim, problemas de memória principalmente a de curto prazo, são muito comuns nas epilepsias, procure um especialista para que verifique a melhor intervenção para o seu caso.

      Sol,
      Equipe NeuroSaber 💙

      • Avatar
        Carla
        Posted 21/10/2022 at 3:15 am

        Olá. Tomo topiramato 400 mg ao dia,sem ele não paro em pé… pq já operei de uma lobectomia temporal esquerdo… Gostaria de saber oq é meningoangiomatose. São as células das meninges que infeccionou pela febre alta que tive,e formou um tumor? Eu tive 3 convulsões feias quando bebê, depois parou. Com 5 anos começou crises de ausência com aura. Tomo clonazepam há 19 anos, mas os médicos disseram que não precisa pq já tomo topiramato..mas me da crise de pânico quando retira,se eu tomo me da mal estar e vômito. Como posso retirar sem dar efeito nenhum?

        • Avatar
          Solange
          Posted 21/10/2022 at 6:09 pm

          Olá Carla, tudo bem?

          Ainda não temos um conteúdo sobre este tema, mas vamos colocar em nossa pauta abordar sobre este assunto também. Obrigada pelo contato!

          Sol,
          Equipe NeuroSaber 💙

      • Avatar
        Janaina Fidelis
        Posted 01/06/2023 at 3:44 pm

        Boa tarde meu filho sofre de epilepsia generalizada tipo ausente e a crônica ,faz uma semana que ele ele teve uma crise porém desde do episódio ele tem se sentindo sonolento e falando enrolado, o que poderia ter acontecido, ele tem 18 anos e tem crise desde dos 11 anos, toma depakene 500 MG 3 de manhã e 3 de noite e mais o frizom

        • Avatar
          Jhulli
          Posted 13/06/2023 at 12:18 am

          Olá Janaina, tudo bem?

          É importante que você entre em contato com o médico especialista ou neurologista responsável pelo tratamento do seu filho para discutir esses sintomas e buscar orientação adequada.

          Espero que encontre a ajuda que precisa!
          Jhulli, Equipe NeuroSaber 💙

  • Avatar
    Ariete
    Posted 25/10/2022 at 2:32 am

    Nossa! Tenho o mesmo problema que você! Tbm. no ouvido esquerdo….

    • Avatar
      Solange
      Posted 26/10/2022 at 12:44 pm

      Olá Ariete, tudo bem?

      Primeiramente agradecemos pela confiança! Nesses casos orientamos buscar um especialista pessoalmente para lhe dar melhores informações e orientação assertivas sobre o caso. De qualquer forma, temos conteúdos no youtube.com/neurosabervideos e Artigos em nosso Blog: http://www.neurosaber.com.br/artigos que podem te ajudar em muitas questões.

      Sol,
      Equipe NeuroSaber 💙

    • Avatar
      Janaina Fidelis
      Posted 01/06/2023 at 3:43 pm

      Boa tarde meu filho sofre de epilepsia generalizada tipo ausente e a crônica ,faz uma semana que ele ele teve uma crise porém desde do episódio ele tem se sentindo sonolento e falando enrolado, o que poderia ter acontecido, ele tem 18 anos e tem crise desde dos 11 anos, toma depakene 500 MG 3 de manhã e 3 de noite e mais o frizom

      • Avatar
        Jhulli
        Posted 13/06/2023 at 12:17 am

        Olá Janaina, tudo bem?

        É importante que você entre em contato com o médico especialista ou neurologista responsável pelo tratamento do seu filho para discutir esses sintomas e buscar orientação adequada.

        Espero que encontre a ajuda que precisa!
        Jhulli, Equipe NeuroSaber 💙

  • Avatar
    juliano
    Posted 22/11/2022 at 2:19 pm

    Bom dia!

    Conteudo muito interessante voces tem aqui, muito obrigado por tanto.
    passei a ter eplepsia apos uma queda que me gerou um traumatismo craniano, coisa leve de verdade mas apos passei a ter convulsoes, de certa forma controladas pois apenas quando não tomo os remedios sinto que terei, com um intervalo de 2 dias sem remedio ja sinto efeito, nçao sei explicar muito bem. 2/3 minutos antes de ter a convulsão fico sem conseguir falar, compreendo tudo a minha volta mas sei expressar nada, é um momento bem angustiante pois sei que dali a alguns minutos vou ter uma convução, enfim condição bem chata.

    • Avatar
      Solange
      Posted 29/11/2022 at 6:05 pm

      Olá Juliano, tudo bem?

      A medicação veio para nos dar mais qualidade de vida. Continue nos acompanhando aqui nas redes sociais.

      Sol,
      Equipe NeuroSaber 💙

  • Avatar
    Joyce Carvalho macedônio de Vasconcellos
    Posted 22/11/2022 at 10:42 pm

    Boa noite, me chamo Joyce, sou Advogada e apresentei epilética do lombo temporal refratária aos 21 anos , tomo 600 de trileptal, 20 de frissium, 200 de quetiapina, 200 de topiramato,150 de venlafaxina, tenho lapsos de memória de me perder na rua , me afastei dos tribunais pois um Juíza disse em uma audiência que tive lapso, que eu atrapalhava os andamentos processuais e fui comunicados pela OAB-RJ que não fizesse audiência pública, pois precisava me cuidar, tem uma lista de doenças que isenta do IR , alienação mental e uma delas , quando estou em crise , o gasto de quase 1 mil reais de remédios , os lapsos de memória que me perco na rua , a falta de concentração, afetou minha profissão não se enquadra na alienação mental? Att Joyce

    • Avatar
      Solange
      Posted 25/11/2022 at 6:42 pm

      Olá Joyce, tudo bem?

      Sem avaliação não podemos dar uma orientação precisa sobre o caso. É importante buscar um especialista para lhe dar melhores informações e orientação para uma intervenção. De qualquer forma, temos conteúdos no youtube.com/neurosabervideos e também em nosso blog que podem te ajudar em muitas questões.

      Sol,
      Equipe NeuroSaber 💙

    • Avatar
      BELKIZ SOUZA MOURA
      Posted 29/11/2022 at 8:34 pm

      Sou contadora e amo o que eu faço, mas e uma profissão muito exigente de tempo de estudos e organização- essa doença vem cada vez mais prejudicando. Quando acho que ela sumiu vem com tudo afetando a memoria e dores insuportáveis.

  • Avatar
    João Mendes Stromberg
    Posted 13/01/2023 at 3:09 pm

    Tive um acidente com ferimento na cabeça que resultou num hematoma subdural crônico que só foi descoberto 120 dias após quando quase 1/3 do crânio/ cérebro tinha sido preenchido pela hemorragia. Após a drenagem do hematoma que durou 3 dias, foi constatada Epilepsia não convulsiva. O médico me proibiu de dirigir alegando que nova crise de ausência poderia ocorrer. Já fazem 8 meses e não ocorreu nada de novo tomando Keppra/Etira diariamente. ALGUÉM ESTÁ HÁ MAIS DE 8 MESES SEM CRISE EPILEPTICA SILENCIOSA? Há informacões de que só posso parar com a medicação após 5 anos sem crise. Alguém tem dados de prazo para me ajudar?

    • Avatar
      Solange
      Posted 15/01/2023 at 2:20 am

      Olá João, tudo bem?

      É importante que procure um especialista para que ele possa analisar com cuidado o seu caso. Te desejamos sorte.

      Sol,
      Equipe NeuroSaber 💙

  • Avatar
    Márcia
    Posted 23/03/2023 at 3:46 pm

    Há 1 anos e 3 meses fui diagnósticada com epilepsia focal: 3 meses antes do diagnóstico comecei a ter problema na fala, não conseguia articular bem as palavras, como estávamos usando máscara, ninguém percebia, mas foi agravando e colegas de trabalho começaram a perceber, era como se eu engolisse algumas sílabas. Procurei ajuda e no segundo neurologista, ela solicitou um eletroencefalograma com mapeamento cerebral, e aí foi diagnosticado. Iniciei o prebictal e até agora tá controlado.

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