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Epilepsia: Quais são os sintomas, causas e como identificar crises durante o sono

A epilepsia é um transtorno neurológico que altera a atividade elétrica do cérebro, provocando crises recorrentes, como convulsões, desmaios e perda de consciência. Embora os sintomas variem, a identificação precoce pode evitar complicações e permitir um tratamento eficaz. Neste artigo, você conhecerá os principais sinais da epilepsia, as diferenças entre os tipos de crises, possíveis causas e orientações sobre quando procurar ajuda médica.

Leia também: Como identificar crises neurológicas em crianças

O que é epilepsia?

A epilepsia é uma condição do sistema nervoso central caracterizada por descargas elétricas anormais no cérebro, que causam crises motoras, sensoriais ou de consciência. Importante: uma única crise não caracteriza epilepsia. Para o diagnóstico, é necessário que ocorram duas ou mais crises espontâneas, com intervalo mínimo de 24 horas.

O tratamento é geralmente feito com medicações anticonvulsivantes que regulam a atividade cerebral. Em alguns casos, pode incluir cirurgia, dieta cetogênica ou estimulação do nervo vago.

Sintomas da epilepsia

Os sintomas variam conforme o tipo de crise, mas os mais comuns incluem:

  • Confusão mental repentina
  • Olhar fixado por alguns segundos
  • Movimentos involuntários e bruscos dos braços ou pernas
  • Perda de consciência ou percepção
  • Respiração ofegante
  • Espasmos musculares

Geralmente, a pessoa tende a apresentar um padrão semelhante de sintomas em todas as crises.

Tipos de crises epilépticas

Epilepsia parcial (ou focal)

Afeta uma região específica do cérebro e pode ocorrer de duas formas:

  • Sem perda de consciência: alterações sensoriais (cheiro, som, luzes), espasmos em partes do corpo, tontura, formigamento.
  • Com comprometimento da consciência: olhar vago, comportamentos automáticos (esfregar as mãos, mastigar, andar em círculos), desorientação.

Essas crises podem ser confundidas com enxaqueca ou distúrbios psiquiátricos. Exames como EEG e ressonância magnética são essenciais para o diagnóstico diferencial.

Epilepsia generalizada

Afeta os dois hemisférios cerebrais e se manifesta em seis subtipos:

Tipo de CriseCaracterísticas
Crises de ausênciaOlhar perdido, piscadas rápidas, estalos nos lábios — comuns na infância.
Convulsões tônicasEnrijecimento muscular repentino — risco de queda.
Crises atônicasPerda súbita do tônus muscular — queda ou colapso.
Crises clônicasMovimentos espasmódicos repetitivos — geralmente no rosto, pescoço e braços.
Crises mioclônicasEspasmos rápidos e breves — afetam braços e pernas.
Convulsões tônico-clônicasCrise mais grave — perda de consciência, tremores, rigidez, possível mordida da língua ou incontinência.
Tabela: Tipos epilepsia x características

Para mais detalhes, veja: Tipos de crise convulsiva na infância

Quando procurar ajuda médica?

É fundamental buscar atendimento médico quando:

  • A crise dura mais de 5 minutos
  • A pessoa não retoma a consciência após a crise
  • Há uma nova crise imediatamente após a anterior
  • A pessoa se machuca durante a convulsão
  • É a primeira crise observada

Saiba mais: O que fazer durante uma crise convulsiva?

Causas da epilepsia

Nem sempre é possível identificar a causa da epilepsia. Contudo, alguns fatores estão associados ao desenvolvimento da condição:

  • Fatores genéticos: Algumas epilepsias têm base hereditária, com mutações genéticas que aumentam a suscetibilidade às crises.
  • Traumatismo craniano: Lesões provocadas por quedas, acidentes ou esportes de impacto.
  • Condições cerebrais: Tumores, AVC (principal causa após os 35 anos) e malformações congênitas.
  • Infecções: Meningite, encefalite viral, toxoplasmose, HIV, entre outras.
  • Lesões pré-natais: Infecções durante a gestação, hipóxia (falta de oxigênio) ou desnutrição materna.
  • Transtornos do neurodesenvolvimento: Como o autismo e a paralisia cerebral, que podem ter epilepsia como comorbidade.

Leitura complementar: Relação entre epilepsia e autismo

Tratamento da epilepsia

O tratamento baseia-se em:

  • Medicamentos antiepilépticos: Primeira linha de controle das crises. A escolha depende do tipo de epilepsia, idade e histórico do paciente.
  • Cirurgia: Indicada em casos refratários (que não respondem aos medicamentos).
  • Dieta cetogênica: Redução de carboidratos e aumento de gorduras, eficaz em alguns tipos de epilepsia infantil.
  • Estimulação do nervo vago: Dispositivo implantado que reduz a frequência e intensidade das crises.

Veja também: Terapias complementares no tratamento da epilepsia

Conclusão

Em resumo, a epilepsia é uma condição tratável, embora complexa, que exige atenção contínua e acompanhamento especializado. O conhecimento dos sintomas e causas permite agir com segurança ao presenciar uma crise, além de contribuir para o diagnóstico precoce e o sucesso do tratamento.
Portanto, pais, cuidadores e educadores devem estar atentos aos sinais, evitando julgamentos ou estigmas e garantindo o cuidado adequado.

Compartilhe este conteúdo para ajudar outras pessoas a reconhecerem os sinais da epilepsia e buscar o suporte necessário.

FAQ: Quais são os sintomas de epilepsia?

Quais são os principais sintomas da epilepsia?

Os principais sintomas de epilepsia incluem crises convulsivas, que podem variar em intensidade e duração. Durante uma crise, a pessoa pode experimentar movimentos involuntários, perda de consciência ou confusão. Outros sintomas podem ocorrer antes ou depois da crise, como alterações de humor e sensação de déjà vu.

Como identificar uma crise de epilepsia em idosos?

A identificação de uma crise de epilepsia em idosos pode ser desafiadora, pois os sintomas podem ser confundidos com outras condições. É importante observar se há movimentos involuntários, desorientação ou perda de consciência. Além disso, mudanças no comportamento e na qualidade de vida do idoso podem indicar a presença da doença.

Os sintomas da epilepsia podem ocorrer durante o sono?

Sim, os sintomas de epilepsia podem ocorrer durante o sono. Crises noturnas podem ser difíceis de identificar, mas podem ser associadas a sonolência excessiva durante o dia, dor muscular ou lesões inexplicáveis ao acordar. Monitorar o Epilepsia: Sintomas, causas e como identificar crises durante o sono pode ser uma parte importante do diagnóstico.

Quais são os tipos de crises de epilepsia?

Existem vários tipos de crises de epilepsia, incluindo crises generalizadas, que afetam todo o cérebro, e crises focais, que afetam apenas uma parte. Cada tipo apresenta sintomas diferentes e pode exigir um tratamento mais adequado, dependendo da gravidade e da frequência das crises.

Qual é a relação entre epilepsia e qualidade de vida?

A epilepsia pode impactar significativamente a qualidade de vida de uma pessoa. O controle das crises e a adesão ao tratamento são fundamentais para que o indivíduo possa levar uma vida normal e produtiva. O suporte psicológico e social também desempenha um papel importante na melhoria da qualidade de vida.

Qual é o tratamento mais adequado para epilepsia?

O tratamento mais adequado para epilepsia geralmente envolve medicamentos antiepilépticos que ajudam a controlar as crises. Em alguns casos, a neurocirurgia ou técnicas de neuromodulação podem ser consideradas. A escolha do tratamento depende do tipo de epilepsia, da frequência das crises e das características individuais do paciente.

Quais são os riscos associados à epilepsia?

Os riscos associados à epilepsia incluem lesões durante as crises, como quedas ou queimaduras. Além disso, pessoas com epilepsia têm um risco aumentado de morte súbita, conhecida como morte súbita não traumática em epilepsia. A prevenção e o controle das crises são essenciais para minimizar esses riscos.

Como a informação pode ajudar no controle da epilepsia?

A informação é crucial para o controle da epilepsia. Conhecer os sintomas, tipos de crises e opções de tratamento permite que os pacientes e seus familiares tomem decisões informadas. A educação sobre a doença pode reduzir o estigma e melhorar o suporte social, promovendo uma vida mais saudável e ativa.

Referências:

ZUBERI, Sameer M.  and  SYMONDS, Joseph D.. Atualização sobre o diagnóstico e tratamento de epilepsias da infância. J. Pediatr. (Rio J.) [online]. 2015, vol.91, n.6, suppl.1 [cited  2021-01-18], pp.S67-S77.

MOREIRA, Sebastião Rogério Góis. Epilepsia: concepção histórica, aspectos conceituais, diagnóstico e tratamento. Mental [online]. 2004, vol.2, n.3 [citado  2021-01-18], pp. 107-122 .

2 Comments

  • Avatar
    Angela Maria Francico
    Posted 05/02/2021 at 12:46 am

    Nossa; Parabéns.foi de vital Importancia total Excelência está reportagem..

  • Avatar
    Silvio Gutierrez Gutierrez
    Posted 13/04/2021 at 9:51 am

    muitissimo obrigado,foi esclarecedor

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