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RTI: como utilizar esse modelos como proposta inclusiva?

RTI: COMO UTILIZAR ESSE MODELO COMO PROPOSTA INCLUSIVA?

Primeiramente, saiba o motivo do RTI ser um modelo eficaz como proposta inclusiva na educação e como implementa-lo.

Todas as crianças têm o direito de evoluir e aprender:

Existem casos em que algumas crianças podem apresentar dificuldades nesse processo de ensino-aprendizagem por diversos motivos.

Pode-se citar fatores ambientais, como situação socioeconômica desfavorável, acesso a poucos recursos (como livros e brinquedos), e até mesmo a desnutrição.

Sendo assim, há também os fatores genéticos, como a influência dos transtornos do neurodesenvolvimento, ou os fatores pedagógicos, como metodologias inadequadas às necessidades da criança.

Por isso, a escola é um dos principais locais onde o processo de ensino-aprendizagem ocorre. Da mesma forma, o professor é um dos principais responsáveis por encontrar estratégias para promover o desenvolvimento e melhorar a aprendizagem das crianças.

Apesar de não conseguir resolver problemas relacionados a alguns fatores envolvidos na aprendizagem. Ou seja, a responsabilidade é estende-se ao professor para determinar condutas na sala de aula.

Nesse sentido, as decisões do docente garantem resultados positivos e melhoras no aprendizado do aluno mesmo diante de outros fatores que podem dificultar a aprendizagem.

MAS E O RTI? RTI: COMO UTILIZAR ESSE MODELO COMO PROPOSTA INCLUSIVA?


Todavia, em algumas situações, alguns estudantes permanecem com um desempenho abaixo do esperado, por maior que seja o esforço do professor.

Sendo assim, nesses casos, são necessárias intervenções diferentes, estratégias novas. Por isso, é essencial que os professores conheçam estratégias baseadas em evidências para implementar na escola.

O QUE É RTI?

Portanto, a Resposta à Intervenção (RTI) trata-se de um modelo bastante conhecido nos Estados Unidos. Em suma, ele propõe a realização de intervenções baseadas em evidências para os alunos. Portanto, são conforme suas necessidades, e avaliações frequentes para monitorar as respostas dos alunos a essas intervenções.

Por isso, tem sido comum que alunos identificados com dificuldades de aprendizagem sejam logo encaminhados para serviços especializados.

No entanto, dificuldades pode-se resolver dentro da escola, sem a necessidade de intervenções multidisciplinares.

O RTI permite que o professor perceba se as dificuldades dos alunos são em nível pedagógico, podendo ser solucionadas na escola, ou se necessitam realmente de intervenções multidisciplinares.

Ou seja, podemos dizer que o RTI é um modelo que possibilita a identificação precoce de estudantes que apresentam dificuldades de aprendizagem e que necessitam de intervenções mais específicas.

Por isso, é um meio de prevenir as dificuldades de aprendizagem, e de remediar as já existentes. Os processos envolvidos no RTI fornecem aos educadores informações mais claras sobre os alunos, com o intuito de aplicar a intervenção mais indicada.

RTI: COMO UTILIZAR ESSE MODELO COMO PROPOSTA INCLUSIVA?


Sendo assim, o foco do RTI não é apenas educação especial, mas sim para identificação precoce de dificuldades na educação geral. E serve também para auxiliar as escolas e outras instituições de ensino.

Portanto, objetivo é atender às necessidades de todos os estudantes. Ou seja, a implementação do RTI pode ser muito benéfica para as instituições de ensino. Pois possibilita a identificação das dificuldades dos alunos, o monitoramento de seu progresso e a utilização de intervenções baseadas em evidências.

MAS COMO FUNCIONA E COMO PODE-SE APLICAR?

O RTI é também conhecido como um sistema multicamadas. Imagine esse sistema de camadas como uma pirâmide, cuja intensidade do suporte vai aumentando de um nível para o outro:

  • Nível 1 (toda a turma): no primeiro nível, as intervenções são com todos os estudantes da turma. A intervenção baseia-se em evidência e aplica-se para prevenir dificuldades de aprendizagem. Pois isso, a aprendizagem dos estudantes monitora-se por meio de avaliações contínuas. Os estudantes com desempenho abaixo vão para o nível 2.
  • Nível 2 (intervenções em pequenos grupos): no nível 2, realizam-se intervenções em pequenos grupos. Para os estudantes que apresentaram alguma dificuldade no nível anterior. Essas intervenções também são baseiam-se em evidências, mas agora são mais frequentes e intensivas, e visam remediar as dificuldades já observadas. A evolução dos alunos é monitorada por meio de avaliações, que são mais frequentes. Aqueles que apresentarem desempenho abaixo do esperado são encaminhados ao nível 3.
    É importante destacar que os alunos que participam dessas intervenções do nível 2 continuam participando também das aulas regulares com o restante da turma.
  • Nível 3 (intervenções individuais): por fim, no nível 3, as intervenções são individuais e intensivas. Elas são realizadas fora da escola, por especialistas ou por uma equipe multidisciplinar, sendo direcionadas à estimulação de habilidades específicas nas quais o
    aluno apresenta prejuízos significativos. São realizadas avaliações mais amplas para monitorar o desenvolvimento desse aluno.
    Os alunos que realizam as intervenções do nível 3 continuam participando das aulas com o restante da turma.

POR QUE A RTI É IMPORTANTE PARA A INCLUSÃO?

Em síntese, o RTI se mostra como uma abordagem de extrema importância para a inclusão. Uma vez que se trata de procedimentos que visam prevenir e remediar as dificuldades de todos os alunos, considerando suas necessidades específicas.

Dessa maneira, são diminuídas as dificuldades causadas por fatores pedagógicos. E aquelas causadas por outros fatores, são encaminhadas em tempo adequado para serem trabalhadas por especialistas.

Antes de mais nada, que tal aprender mais? Assista à aula: Alunos com dificuldade na alfabetização? Descubra como o RTI pode ajudar!

Então que tal continuar aprendendo sobre intervenções?

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REFERÊNCIAS

BATISTA, M.; PESTUN, M. S. V. O Modelo RTI como estratégia de prevenção aos transtornos de aprendizagem. Psicologia Escolar e Educacional, v. 23, 2019. Disponível em:
https://www.scielo.br/j/pee/a/h5Jhtp4s77rn7YCQHCRnNvH/?lang=pt. Acesso em: 11 dez. 2022.

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