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TDAH, TEA, TOD, DI: COMO IDENTIFICAR?

TDAH, TEA, TOD, DI: COMO IDENTIFICAR?

TDAH, TEA, TOD, DI: COMO IDENTIFICAR? – Antes de mais nada, embora o TDAH, TEA, TOD E DI sejam distúrbios diferentes, eles possuem alguns pontos em comum. Além de serem muito prevalentes na infância.

TRANSTORNO DO DÉFICIT DE ATENÇÃO COM HIPERATIVIDADE

Sendo assim, trata-se de um transtorno de caráter neurobiológico, com causas genéticas, caracterizado por sintomas como falta de atenção, inquietação e impulsividade. Dessa forma, normalmente aparece na infância e pode acompanhar o indivíduo por toda a vida.

Ou seja, o TDAH deve ser tratado desde cedo e o tratamento consiste em algumas condutas associadas, tais como combinação de medicamentos, psicoterapia, fonoaudiologia (em casos que ocorre o transtorno na fala e/ou escrita). Também orientação aos pais e professores e ensino de técnicas específicas para o paciente.

Mas quais são os sintomas do TDAH?

-Portanto alguns sintomas são: agitação, inquietação, movimentação pelo ambiente, mexer mãos e pés, mexer em vários objetos, não conseguir ficar quieto (sentado numa cadeira, por exemplo);

– Falar muito, apresentar dificuldade em manter o foco em atividades longas, repetitivas ou que não lhe sejam interessantes;

– Distrair-se facilmente por estímulos do ambiente ou com seus próprios pensamentos.

TDAH, TEA, TOD, DI: COMO IDENTIFICAR?

TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um distúrbio do neurodesenvolvimento que pode ser identificado como um desenvolvimento atípico em comparação com o das outras crianças. Por isso, as pessoas com TEA costumam apresentar manifestações comportamentais, dificuldades na comunicação e na interação social, comportamentos repetitivos. Como também podem demonstrar interesses, atividades e preferências restritas.

Além disso, o autismo varia de pessoa para pessoa. Ou seja, os autistas apresentam variações em suas características e sintomas e devem ser tratados como um ser singular e com suas particularidades, assim como as demais crianças. Nesse contexto, o TEA pode ser dividido em três níveis: autismo leve, moderado e severo.

Portanto as causas desse transtorno ainda não são bem definidas. Mas pesquisas demonstram a existência de múltiplos fatores, entre eles, fatores genéticos, biológicos e ambientais.

Antes de mais nada, é importante saber que os sinais de TEA podem ser observados nos primeiros meses de vida e o diagnóstico geralmente é estabelecido por volta dos 2 a 3 anos. Além disso, a prevalência do autismo é maior no sexo masculino.

Sintomas do TEA:

– Dificuldade para interagir socialmente, como manter o contato visual, expressão facial, gestos, expressar as próprias emoções e fazer amigos;

– Dificuldade na comunicação, optando pelo uso repetitivo da linguagem e bloqueios para começar e manter um diálogo;

– Alterações comportamentais, como manias, apego excessivo a rotinas, ações repetitivas, interesse intenso em coisas específicas, dificuldade de imaginação e sensibilidade sensorial (hiper ou hipossensibilidade).

TRANSTORNO OPOSITOR DESAFIADOR

Mas e o Transtorno Opositor Desafiador (TOD)? Ele se trata de um transtorno caracterizado pelo comportamento desobediente. Ou seja, neste caso, o infante tem como características comportamentais desafiar regras, figuras e símbolos de autoridade, como os pais, professores e responsáveis. Antes de mais nada, é importante saber que caso não seja tratado desde cedo, o problema pode se agravar na fase adulta.

Por mais que as causas não sejam bem definidas, especialistas e pesquisadores indicam que, muito provavelmente, existe uma combinação de fatores genéticos e ambientais. Ou seja, como fatores ambientais, podemos relacionar a abusos, falta de atenção e crescimento em um ambiente repleto de comportamentos inconsistentes, agressivos e negligentes. Sendo assim, os sintomas do TOD, na maioria das vezes, aparecem antes dos oito anos de idade.

Mas quais são os sintomas do TOD?

– Não assumir os próprios erros e colocar a culpa nos outros;

– Ter explosões de raiva frequentes, muitas vezes sem motivo

– Desafiar e enfrentar pessoas mais velhas e figuras de autoridade;

– Não obedecer às regras;

– Apresentar atitudes e comportamentos apenas para aborrecer os outros.

DEFICIÊNCIA INTELECTUAL

Sendo assim, entenda o que é a Deficiência Intelectual (DI), é um transtorno do desenvolvimento que atinge cerca de 3 a 4% das crianças. Ou seja, a principal característica é que o pequeno com DI apresenta um nível de comportamento e cognição muito abaixo do seu nível de idade cronológica.

Por exemplo: ele tem 8 anos de idade e apresenta perfil de comportamento e cognição condizente com o de uma criança de 4 anos.

Isso chama a atenção de pessoas que estão acostumadas a trabalhar e conviver com esses infantes.

O deficiente intelectual pode apresentar dificuldades, como:

– Adaptação a qualquer ambiente;

– Demoram muito mais para aprender o mesmo conteúdo em comparação com as outras crianças da mesma faixa etária;

– Costumam ser extremamente ingênuos, pois não entendem muitas situações do cotidiano por não conseguirem compreender adequadamente sinais e situações que já eram esperadas de serem entendidas na sua idade;

– Geralmente são muito dependentes;

– Evitam determinadas atividades e procuram imitar as atividades dos outros porque não conseguem elaborar e ter criatividade própria;

– Demoram muito mais para se alfabetizar e para aprender os conteúdos escolares;

– Possuem dificuldade de inter-relacionamento, não conseguem ter a mesma conversa, o mesmo nível de ideias e compreensão de jogos e atividades para a sua idade;

– Existe um maior risco de sofrerem crises epiléticas, problemas severos de aprendizagem e dificuldades relacionadas, como síndromes genéticas.

Vale salientar que é imprescindível que essas crianças sejam avaliadas do ponto de vista pedagógico, psicológico, fonoaudiológico e médico, visto que elas podem ter outros transtornos ou doenças relacionadas.

O QUE ESSES TRANSTORNOS POSSUEM EM COMUM?

Os primeiros sintomas surgem ainda na primeira infância;

Podem causar comportamentos inadequados;

Há presença, de alguma forma, de hiperatividade;

Geram dificuldades de adaptação a novos ambientes e de se relacionar;

Os comportamentos podem ser confundidos como falta de interesse ou de educação;

Pode haver dificuldade de concentração ao realizar tarefas domésticas e escolares.

REFERÊNCIAS

Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais: DSM-5. 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 2014. Disponível em: http://www.institutopebioetica.com.br/documentos/manual-diagnostico-e-estatistico-de-transtornos-mentais-dsm-5.pdf. Acesso em: 17 out. 2022.

TOD, Autismo e TDAH : 5 formas de reconhecer os transtornos. Supera Farma, 2020. Disponível em: https://superafarma.com.br/tod-autismo-e-tdah-5-formas-de-reconhecer-os-transtornos/. Acesso em: 17 out. 2022.

TOD e TDAH: conheça as principais características desses transtornos em crianças. IG Saúde, 2022. Disponível em: https://saude.ig.com.br/parceiros/edicase/2022-05-17/tod-e-tdah–conheca-as-principais-caracteristicas-desses-transtornos-em-criancas.html. Acesso em: 17 out. 2022.

O que é o autismo. Autismo Realidade, 2022. Disponível em: https://autismoerealidade.org.br/o-que-e-o-autismo/. Acesso em: 17 out. 2022.

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