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Tenho um aluno com TOD, o que fazer?

Todo mundo que trabalha com educação já passou pela seguinte situação: ao chamar a atenção de um aluno, a criança não obedece às ordens e continua demonstrando seu comportamento inadequado. Além disso, o pequeno é responsável por algumas situações que envolvem outros coleguinhas e até mesmo os professores. Para muitos, isto é desobediência, mas a verdade é que pode ser mais um caso de TOD (Transtorno Opositivo-Desafiador).
O aluno com TOD geralmente não gosta de aceitar as regras impostas pelo educador. No entanto, o profissional deve ter a plena consciência de que a autoridade na sala é dele e não do pequeno. Isso significa que por mais difícil que as características da criança sob o TOD tenha se mostrado, o professor precisa saber a maneira de delimitar até onde é o aceitável. Veja abaixo algumas dicas bastante valiosas para esses casos.

O que posso fazer para contornar determinadas situações?

– O primeiro passo a ser dado é identificar quais as maiores dificuldades manifestadas pela criança; ou seja, as maiores manifestações opositoras e desafiadoras do pequeno. Essa etapa deve ser realmente uma investigação acerca da vida do aluno: o que ele gosta, o que mais chama sua atenção, o que ele rejeita, o que sua família faz para aproveitar o tempo livre, etc.
Falando em família, é importante que você (profissional da educação) estabeleça uma conversa franca com os pais a fim de obter informações valiosas e que tendem a ajudar o percurso da criança na escola de forma estratégica. Outro detalhe deve ser a busca por entender como a criança segue regras e é estimulada a segui-las dentro do ambiente familiar. O conselho é que essa conversa seja marcada logo no início do ano letivo.
– Na hora que a criança estiver com muita raiva, motivada por alguma contradição ou frustração, a dica é que ela se expresse e você se contenha enquanto a crise ocorrer. Há que se lembrar o seguinte detalhe: o pequeno não consegue controlar essa raiva.
Depois de 30 a 40 minutos, sobretudo quando o aluno estiver mais calmo, sente e converse com ele. Coloque para ele o que aconteceu, mostre que buscar outros caminhos vai ser muito mais vantajoso não só para ele, mas para os coleguinhas também.
– O terceiro passo é perceber se a criança apresenta algum dos três tipos de transtornos muito comuns em se associarem a pessoas diagnosticadas com o TOD, são eles: o Transtorno Bipolar, o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e o Transtorno do Espectro Autista (TEA). O pequeno pode ter TOD porque ele apresenta uma ou duas dessas condições. Vale lembrar que se a equipe pedagógica não identificar isso, o tratamento fica incompleto.
– A quarta dica é o estabelecimento de regras e rotinas; aquilo que todo mundo deve fazer dentro da sala de aula. O professor deve, de forma motivadora, mostrar à criança que é possível ter uma relação boa e saudável não só com ele, mas com os colegas e toda a escola.

Quais os principais sintomas presenciados no TOD?

– A criança manifesta comportamento marcado por uma irritação excessiva;
– Em muitos casos o pequeno age sob violência física ou verbal;
– Na vida escolar, o aluno com TOD pode demonstrar déficits, tais como atrasos de desenvolvimento, dificuldades de socialização e comunicação;

Bebês também podem manifestar sinais existentes no TOD?

Na verdade, isso não é muito comum. O transtorno começa a dar sinais quando a criança está com seus 6 anos ou mais. De qualquer forma, alguns casos já foram diagnosticados em pacientes mais novos, indicando uma possibilidade de faixas etárias incluídas na primeira infância mostrarem sinais da existência do Transtorno Opositivo-Desafiador.

Algumas situações que ocorrem em crianças diagnosticadas com o TOD

– Discussões diárias com pais, colegas de sala e professores;
– Hostilidade com tudo e todos;
– Pessimismo;
– Comportamento vingativo;
– Ataques de fúria;
– Predominância de agressividade.

O que mais pode ser feito para ajudar a criança com TOD?

Todos nós sabemos que a escola não se resume a ler e a escrever, mas a um conjunto de atividades complementares e indispensáveis para o desenvolvimento dos pequenos. Sendo assim, é importante que os educadores adotem outras medidas que visem a resultados satisfatórios, confiram abaixo:
– Trabalhos em grupo tendem estimular a interação social do aluno com os demais colegas. Dessa forma, você pode intermediar a conversa entre a criança com os demais e dinamizar todo esse processo de aprendizagem e socialização;
– As atividades de educação física são excelentes para induzir o aluno com TOD à cooperação ao trabalho em equipe;
– Fortalecer a autoestima da criança sempre que ela fizer algo proveitoso e positivo.

O que fazer se o aluno tiver TOD e outro transtorno associado?

Mesmo que a criança seja diagnosticada somente TOD, é aconselhável que os pais contem com o acompanhamento médico e especializado. Se for identificado algum transtorno associado, como TDAH, TEA ou Transtorno Bipolar; o motivo de haver um auxílio profissional aumenta. Tudo isso em função dos sintomas apresentados. É importante tratá-las a fim de oferecer condições para o desenvolvimento do aluno.

Existe algum medicamento que ameniza os sinais?

É importante reiterar que a eficácia dos remédios para o TOD não é tão marcante. O medicamento ameniza alguns dos sintomas. Isso pode resolver por um determinado tempo, mas é importante frisar que em longo prazo, isso vai custar caro. No final, quem pagará o preço será essa criança ou adolescente no futuro, pois os medicamentos não solucionarão todos os comportamentos inadequados que estão presentes no transtorno opositivo desafiador.
Até hoje não existe nada que mostre para os pais que um profissional vai ter resultado com a intervenção em casos de TOD até que o profissional entre em prática e perca meses e até anos tentando resolver o problema.
É por isso que criamo o Guia TOD – Enfrentando o Transtorno Opositivo Desafiador, para servir como um orientador para famílias e escolas saberem como identificar o TOD e salvar a vida desse adolescente ou criança.
Um Profissional que não sabe lidar com esse transtorno, não sabe o que é e como trabalhar com alunos que tenham esse tipo de problema, ficando perdidos desde o encaminhamento quando suspeitam que aquela determinada criança pode ter alguma coisa.

Você ainda receberá o bônus…
Escala de Avaliação exclusiva traduzida pelo Dr Clay Brites junto com uma aula explicativa de como usar esse instrumento Escala de Avaliação de Transtornos de Comportamento Disruptivos para pais e professores (Direcionado para a investigação do TOD).

Resultado de imagem para clique aqui e saiba mais

Dr Clay Brites

20 Comments

  • Shirlene da silva muniz
    Posted 25/07/2019 at 7:19 am

    Quero informações exclusivas a respeito de palestras e cursos sobre TOD e TEA

  • Betânia
    Posted 25/07/2019 at 12:56 pm

    Gostaria de saber mais sobre o assunto. Tenho um filho de 10 anos com TEA e comorbidade com TOD.
    Ele foi diagnosticado aos 9 anos…parece que está ficando mais difícil lidar com esses comportamentos inadequados, ele faz 11 anos em setembro… adolescência, estou muito preocupada… Deus me conduzirá sabedoria e paciência com meu anjo azul.

  • vanusa
    Posted 21/09/2020 at 7:41 pm

    Oí Betânia! Sou mãe também de um menino com o mesmo diagnostico, gostaria muito se pudéssemos trocar experiências a respeito.
    Se puder e quiser me adicionar, entre em contato…[email protected]
    Até,

  • Barbara Rita fontes Rodrigues
    Posted 13/10/2020 at 2:45 pm

    Gostaria de obter mais informações sobre o TOD ; para finalizar meu TCC em Neuropsicopedagogia.

  • Fabiana Mariano
    Posted 10/02/2021 at 12:18 pm

    Tenho um filho com TDAH e comorbidade em TOD. Ele tem 12 anos e está em complicado lidar com ele. Já passou por psiquiatra infantil e psicóloga. Tenho laudo neuropsicológico tbem. .Não estou mais sabendo lidar.

  • João
    Posted 17/09/2021 at 9:22 pm

    E quando ele só apresenta comportamento agressivo e afrontoso na escola? Mas na frente dos pais age como um anjinho. Como lidar?

    • Milene Barros
      Posted 17/03/2022 at 1:40 am

      Pois é, difícil, porque muitas leituras diz que precisa estar nos ambientes, os médicos dizem que pode ser apenas em um ambiente, que apresente essa hostilidade e agressividade. Um diagnóstico difícil e desafiador mesmo.

  • Cristiane pitta de souza dias da silva
    Posted 22/10/2021 at 10:02 pm

    Olá boa noite eu tenho um filho com Tod e com suspeita de algum outra comunidade por conta do Toddy vou estar fazendo uma avaliação neuropsicológica nele a partir de segunda-feira mas a minha preocupação é ele com a escola porque ele tá sofrendo muita pressão dos professores e da parte da coordenação pedagógica da escola nedi diretora coordenadora as pessoas não gostam dele porque não entendem o que que é Toddy maltratam ele só esse ano ele já teve 9 advertências Eu só soube que ele teve advertência na nona advertência e ele foi ele foi suspenso 3 dias esse mês que passou e o que me disseram que a suspensão era só para dar um susto nele eu queria saber o que que eu faço nesse sentido com a escola para não prejudicar o meu filho porque eu sei que se eu tirar ele da escola agora ele vai passar por todas processo de adaptação de novo e eu gostaria que dentro da escola eles tivessem se preparando para receber o futuro os alunos com o mesmo problema com meu filho você pode me ajudar por favor Aqui quem fala

    • Bete Gasparelo
      Posted 23/10/2021 at 5:00 pm

      Olá, tudo bem?
      Sem avaliação não podemos dar uma orientação precisa sobre caso .É importante buscar um especialista para lhe dar melhores informações e orientação para uma intervenção. De qualquer forma, temos conteúdos no youtube.com/neurosabervideos e também em nosso blog que podem te ajudar em muitas questões.

    • Bete Gasparelo
      Posted 23/10/2021 at 5:00 pm

      Olá, tudo bem? Sem avaliação não podemos dar uma orientação precisa sobre caso .É importante buscar um especialista para lhe dar melhores informações e orientação para uma intervenção. De qualquer forma, temos conteúdos no youtube.com/neurosabervideos e também em nosso blog que podem te ajudar em muitas questões.

  • Aline Matte
    Posted 06/11/2021 at 2:58 am

    Tenho um aluno de 4 anos com sintomas característicos do TOD. Tenho tentado conversar, elogiar e tudo mais, mas não está adiantando. Ele bate, cospe, xinga, grita muito, quebra as coisas… Eu estou arrasada, ja tentei de tudo e queria muito poder ajudá-lo pois sei q ele sofre com isso, a família sofre e os colegas e professores também.

    • Webster
      Posted 08/11/2021 at 11:33 am

      Olá, Aline.

      Primeiramente agradecemos pela confiança em nosso trabalho!
      Nesses casos orientamos buscar um especialista pessoalmente para lhe dar melhores informações e orientação assertivas sobre o caso. No mais, temos conteúdos no nosso canal no Youtube: youtube.com/neurosabervideos e Artigos acerca da temática em nosso Blog: http://www.neurosaber.com.br/artigos que podem te ajudar em muitas questões.

      Obrigado por nos acompanhar! Agradecemos o carinho! 🥰

      Webster,
      Equipe NeuroSaber 💙

  • Claudete Lopes
    Posted 24/05/2022 at 6:56 pm

    Tenho um filho com TOD, levei o laudo do psiquiatra pedindo educação especial pra ele, mas infelizmente a escola e os professores não sabem lidar com ele, ele está muito difícil, ninguém entende ele e tratam ele muito mal.😔

    • Solange
      Posted 24/05/2022 at 7:10 pm

      Olá Claudete, tudo bem?

      Compreendo a sua situação e entendo que não seja fácil, a informação técnica e de qualidade seguida do diagnóstico de um profissional responsável é a melhor forma de lidar com esse tipo de situação. Temos conteúdos disponíveis em nosso site e canal do Youtube acerca da temática, vale a pena conferir: https://youtube.com/neurosabervideos

      Sol,
      Equipe NeuroSaber 💙

  • Isabella
    Posted 30/05/2022 at 9:56 am

    Gostaria de receber o livro que vocês citam no artigo, tentei entrar no link mas não consegui. Como faço?

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