Skip to content Skip to footer

Terapias para TDAH: abordagens de apoio no manejo do transtorno

Terapias para TDAH fazem parte de um conjunto de abordagens de apoio que podem contribuir para o manejo das dificuldades associadas ao Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade ao longo do desenvolvimento. Este artigo tem caráter informativo e educacional, apresentando possibilidades terapêuticas de forma responsável, sem prescrição ou indicação clínica.

Este conteúdo não substitui avaliação ou acompanhamento por profissionais especializados.

O TDAH e a importância de abordagens terapêuticas de apoio

O TDAH é compreendido como um transtorno do neurodesenvolvimento que pode impactar a atenção, a organização do comportamento, a autorregulação emocional e a adaptação às demandas escolares e sociais. Diante disso, diferentes abordagens terapêuticas de apoio podem ser utilizadas como parte de um acompanhamento mais amplo e individualizado.

É importante destacar que não existe uma única terapia válida para todos os casos, e que as abordagens devem considerar idade, contexto, necessidades específicas e orientação profissional.

O papel das terapias no manejo do TDAH

As terapias voltadas ao TDAH têm como objetivo favorecer o desenvolvimento de habilidades, promover estratégias de adaptação e apoiar o indivíduo em seu funcionamento cotidiano. Essas abordagens não atuam de forma isolada, mas costumam integrar um plano de acompanhamento mais amplo.

Nesse sentido, compreender a importância do início oportuno de estratégias de apoio é fundamental, especialmente quando se considera a relevância da intervenção precoce no TDAH, que pode contribuir para trajetórias de desenvolvimento mais consistentes ao longo da infância e da adolescência.

Abordagens terapêuticas utilizadas como apoio no TDAH

De forma geral, algumas abordagens são frequentemente discutidas no contexto educacional e terapêutico como possibilidades de apoio, sempre mediadas por profissionais qualificados:

Terapia cognitivo-comportamental

Contribui para o desenvolvimento de estratégias relacionadas à organização, ao planejamento e à autorregulação do comportamento, ajudando o indivíduo a lidar com desafios do cotidiano de forma mais estruturada.

Terapia comportamental

Foca na construção de rotinas, no estabelecimento de limites claros e no fortalecimento de comportamentos adaptativos, com participação ativa da família e da escola.

Terapia ocupacional

Pode auxiliar no desenvolvimento da organização funcional, do planejamento motor e da adaptação às demandas do ambiente, especialmente em contextos escolares.

Psicopedagogia

Atua no apoio às demandas de aprendizagem, auxiliando na organização das tarefas acadêmicas e na adaptação às exigências escolares.

Terapias voltadas ao desenvolvimento socioemocional

Abordagens que fortalecem habilidades como empatia, tolerância à frustração e resiliência têm papel relevante no contexto do TDAH, como discutido no artigo sobre TDAH e resiliência: como o desenvolvimento socioemocional influencia a trajetória escolar.

A importância do trabalho em rede e da abordagem multidisciplinar

Em muitos casos, o acompanhamento do TDAH envolve a atuação conjunta de diferentes profissionais, respeitando os limites éticos e as atribuições de cada área. Essa articulação favorece uma compreensão mais ampla do indivíduo e evita intervenções fragmentadas.

Essa visão integrada torna-se ainda mais relevante em situações em que o TDAH se associa a outros desafios comportamentais, exigindo maior cuidado na compreensão do contexto, como ocorre na relação entre TDAH e transtorno opositor desafiador, abordada no artigo Transtorno opositivo desafiador no TDAH: como compreender essa associação.

Terapias, contexto escolar e família

No contexto escolar, as terapias de apoio ao TDAH devem dialogar com práticas pedagógicas inclusivas, rotinas previsíveis e estratégias que favoreçam a organização e a autonomia do estudante. A família também desempenha papel fundamental nesse processo, especialmente quando participa ativamente da construção de estratégias consistentes entre casa e escola.

Grupos de apoio, espaços de orientação e ações educativas contribuem para que pais e educadores compreendam melhor o transtorno e façam escolhas mais conscientes.


Considerações finais

As terapias para TDAH devem ser compreendidas como abordagens de apoio ao manejo das dificuldades, integradas a um acompanhamento responsável e individualizado. Mais do que buscar soluções imediatas, é fundamental investir em estratégias que promovam desenvolvimento, adaptação e qualidade de vida ao longo do tempo.

 Considerações importantes sobre acompanhamento clínico

Em alguns casos, o acompanhamento do TDAH pode incluir avaliação clínica especializada, realizada por profissionais habilitados. A definição das condutas, incluindo a possibilidade de uso de recursos farmacológicos, depende de uma análise individualizada, baseada em critérios técnicos, científicos e no contexto de cada pessoa.

Este artigo não tem caráter prescritivo e não substitui avaliação, diagnóstico ou orientação médica. Informações sobre medicação e decisões clínicas devem sempre ser discutidas diretamente com profissionais especializados.

Indicação formativa complementar

Para educadores e profissionais que desejam aprofundar o tema com base em evidências científicas e práticas educacionais, o Instituto NeuroSaber oferece formações relacionadas, como o Programa de Neuroaprendizagem, que aborda processos de aprendizagem, autorregulação e desenvolvimento cognitivo em contextos educacionais.

Este conteúdo é informativo e educacional, não substituindo diagnóstico, tratamento ou acompanhamento por profissionais especializados da saúde ou da educação.


Perguntas frequentes sobre terapias para TDAH

As terapias substituem o acompanhamento médico no TDAH?

Não. As terapias são abordagens de apoio que podem contribuir para o manejo das dificuldades associadas ao TDAH, mas não substituem o acompanhamento clínico quando este é indicado. O cuidado deve ser individualizado e orientado por profissionais qualificados.

O acompanhamento do TDAH pode envolver medicação?

Em alguns casos, o acompanhamento clínico pode incluir recursos farmacológicos, sempre definidos por profissionais especializados após avaliação individual. Este artigo tem caráter informativo e não aborda decisões clínicas ou prescrição.

Todas as pessoas com TDAH precisam das mesmas terapias?

Não. As abordagens terapêuticas variam conforme idade, contexto, necessidades específicas e objetivos do acompanhamento. Por isso, não existem soluções padronizadas para todos os casos.

Qual é o papel da escola e da família no apoio ao TDAH?

A escola e a família desempenham papel central no apoio ao TDAH, especialmente na construção de rotinas, estratégias de organização, comunicação consistente e práticas educativas alinhadas às necessidades do estudante.

As terapias podem ajudar no desenvolvimento de habilidades além da atenção?

Sim. Muitas abordagens terapêuticas de apoio contribuem para o desenvolvimento de habilidades como organização, planejamento, autorregulação emocional e adaptação às demandas escolares e sociais.

As terapias funcionam da mesma forma para crianças, adolescentes e adultos?

Não. As abordagens costumam ser adaptadas de acordo com a fase da vida, considerando demandas escolares, profissionais e sociais específicas de cada etapa do desenvolvimento.

É possível combinar diferentes abordagens terapêuticas no TDAH?

Sim. Em muitos casos, diferentes abordagens de apoio podem ser utilizadas de forma integrada, desde que haja acompanhamento profissional e alinhamento entre família, escola e demais contextos envolvidos.

Como saber se o apoio terapêutico está sendo adequado?

De forma geral, observa-se maior organização da rotina, melhor adaptação às demandas do cotidiano e maior autonomia ao longo do tempo. A avaliação do acompanhamento deve ser contínua e realizada por profissionais qualificados.

Referências
CATALÁ-LÓPEZ, F. et al. The pharmacological and non-pharmacological treatment of attention deficit hyperactivity disorder in children and adolescents. PLoS One, 2017.
DALY, B. P.; CREAVEN, A.-M. Behavioral interventions for children with ADHD. Journal of Pediatric Health Care, 2016.
MTA COOPERATIVE GROUP. Treatment strategies for ADHD. Archives of General Psychiatry, 1999.
BARKLEY, R. A. Transtorno de déficit de atenção/hiperatividade. Porto Alegre: Artmed, 2008.

28 Comments

  • Avatar
    Wanuza
    Posted 10/01/2019 at 3:51 pm

    Ótimo termos esses esclarecimentos.

  • Avatar
    Erica
    Posted 10/01/2019 at 5:38 pm

    Muito difícil lidar sozinha com um filho portador de TDAH. Principalmente quando se vive fora do seu país de origem sem segue de saúde! Vamos lutando!

    • Avatar
      NeuroSaber Responde
      Posted 15/01/2019 at 9:41 am

      Isso ai Erica, não desista!

  • Avatar
    Alessandra
    Posted 10/01/2019 at 6:07 pm

    Dr. Clay , qual é a sua opinião sobre o venvanse.
    Para uma crianca de 8 anos com 38 kg tomar 30 mg está adequado?
    Agradeço desde já o seu retorno

    • Avatar
      NeuroSaber Responde
      Posted 15/01/2019 at 10:10 am

      Ola Alessandra, não podemos comentar casos específicos sem uma avaliação presencial. Mas converse com neurologista que fez a indicação e esclareça suas duvidas.

  • Avatar
    Daiane Garcia
    Posted 10/01/2019 at 6:54 pm

    Amei!

  • Avatar
    Aldelicia Pereira de Sousa Silva
    Posted 10/01/2019 at 8:40 pm

    Eu aprendo muito com esses artigos que você compartilha com os profissionais e pais. Sou muito grata a você e sua esposa pelo trabalho lindo que vocês fazem. parabéns! Muito obrigada mesmo.?????

    • Avatar
      NeuroSaber Responde
      Posted 15/01/2019 at 9:42 am

      Ola Aldelicia, Nós que agrademos o carinho, conte sempre com a gente!

  • Avatar
    Fernanda
    Posted 12/01/2019 at 9:43 am

    Participei de uma palestra da Valéria de Souza Ribeiro, psicóloga idealizadora do Janeiro Branco, em que ela dizia abertamente que usar ritalina em crianças, cujos cérebros estão em desenvolvimento, é uma tragédia. Mas tb não explicou pq. Não deu nenhuma referência científica, mas divulgou a ideia de forma sistemática a pessoas de CAPS i, pais e profissionais não habituados a questionar. Achei um desserviço.

    • Avatar
      Suporte Neurosaber
      Posted 01/02/2019 at 9:37 am

      Olá Fernanda,vamos encaminhar como sugestão de assunto ao setor responsável .

  • Avatar
    Nilsa
    Posted 16/01/2019 at 2:25 pm

    Tenho um neto de 14 anos. Faço tratamento desde os 6 e já passei por4 neurospediatras e psiquiatra que revelavam venvanse e converta.
    O último tirou tudo pois na escola continua tudo igual.
    Receitou bupin e depende.
    Que faço agora?
    Me ajude, por favor.

    • Avatar
      Suporte Neurosaber
      Posted 01/02/2019 at 9:33 am

      Olá Nilsa , por motivo de lei não podemos fazer nenhuma orientação online sem acompanhamento pessoal por esse motivo o correto seguir as orientações do s eu médico .

    • Avatar
      Suporte Neurosaber
      Posted 01/02/2019 at 9:34 am

      Olá Nilsa , por motivo de lei não podemos fazer nenhuma orientação online sem acompanhamento pessoal por esse motivo o correto seguir as orientações do seu médico .

  • Avatar
    ANA PAULA BEZERRA DE ARAUJO
    Posted 17/01/2019 at 3:47 pm

    Muito bom, aprendendo a lidar com o TDAH.

    • Avatar
      Suporte Neurosaber
      Posted 01/02/2019 at 9:56 am

      Olá Ana ,
      Que bom! Ficamos felizes em sempre poder auxiliá-los!

  • Avatar
    Cristiane da Silva
    Posted 03/02/2019 at 2:54 pm

    Suas orientações são de grande relevância nas minhas ações pedagógicas. Obrigada!

  • Avatar
    JUCIENE MARTINS DE MATOS
    Posted 07/02/2019 at 3:22 pm

    Muito bom! Aprendo com as leituras disponibilizadas pelo Neurosaber, como tbm com as perguntas dos participantes e respectivas respostas dos especialistas. Grata!

  • Avatar
    Fabiano
    Posted 08/02/2019 at 4:02 pm

    Dr. Clay, boa tarde!
    Meu nome é Verônica, mãe de uma menina de 9 anos no qual a três dias foi diagnosticada com TDAH e a introdução do medicamento chamado TOFRANIL, porém estou com medo de fazer a medicação pois o medicamento é para depressão e minha filha não apresenta tal quadro. Gostaria de uma orientação sobre esse remédio. Obrigado!!

    • Avatar
      Suporte Neurosaber
      Posted 21/02/2019 at 4:00 pm

      Olá Fabiano , não fazemos esse tipo de orientação online , ideal e seguir as orientações e prescrição do médico que está acompanhando o caso pessoalmente .

    • Avatar
      Renata
      Posted 07/10/2020 at 5:58 pm

      O tofranil funciona como regulador da ansiedade também, principalmente para o TDAH, ele não interfere na medicacao para o TDAH, como a Ritalina.

  • Avatar
    anime
    Posted 10/02/2019 at 1:49 am

    Ate que enfim estou conseguindo lidar com esse problema

  • Avatar
    Tatiane
    Posted 03/04/2019 at 11:37 am

    Bom dia Dr. Clay!
    Tenho um filho de 3 anos e 3 meses, ele possui atraso na fala, é uma criança muito agitada, hiperativa, não sabe lidar com a frustração, toda vez que é contrariado ameaça bater a cabeça, quando não o faz. Estou peregrinando com ele entre neuros, psicólogos, fonos e TO há mais de 2 anos. Por conta de agitação e nervosismo dele estar atrapalhando no ambiente escolar e em casa também, decidimos procurar um outro neuro, visto que só as terapias não estavam trazendo grandes ganhos em relação ao comportamento. Esse último neuro diagnosticou meu filho com TDAH, a pergunta é: é possível a criança receber o diagnóstico com essa idade? Além disso, ele prescreveu a ritalina la. Desde já agradeço a atenção dispensada.

    • Avatar
      NeuroSaber Responde
      Posted 17/04/2019 at 11:24 am

      Tatiane, sem uma avaliação não é possível te responder, mas converse com o Neuro, veja se o tratamento está sendo positivo.

  • Avatar
    LUCIANA DE ASSIS FERNANDES LOURENÇO
    Posted 20/12/2019 at 6:13 pm

    BOA NOITE DR! A NEURO DO MEU FILHO RECEITOU TOFRANIL E RITALINA. PORÉM NÃO ENCONTRO RELATOS SOBRE O USO DO TOFRANIL P/ TDAH. ESTOU RECEOSA!

    • Avatar
      Suporte Neurosaber
      Posted 13/01/2020 at 7:01 am

      Olá Luciana, por questões de lei não fazemos orientação de medicação sem consultar pessoalmente o paciente , caso de dúvidas procure uma segunda avaliação .

  • Avatar
    Lilian
    Posted 01/09/2020 at 2:38 pm

    Tenho 44 anos de idade e só fui diagnosticada com TDAH há dois anos, todavia sofro com desatenção e dificuldade de concentração desde a infância. Sempre tive dificuldades de acompanhar a professora, usar os caderno. Qualquer coisa me distrai e estou sempre no mundo da lua. Ter uma rotina organizada, sem estresse, sem pressão, não assumir muitos compromissos, ser compreendida e aceita pela família e colegas de trabalho ajuda muito a vida de um TDAH.

  • Avatar
    Bruna
    Posted 04/10/2020 at 11:08 pm

    Boa noite, a minha filha parece ter o TDAH,mas eu não tenho condições, pelo sus consigo tratamento para ela ?

    • Avatar
      NeuroSaber
      Posted 07/10/2020 at 7:45 pm

      Olá Bruna, tudo bem?
      Procure uma UBS(Unidades Básicas de Saúde)do seu bairro, para mais informações de como solicitar uma consulta com o Neurologista.

Leave a comment