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Autismo na vida adulta: o que é preciso saber?

O autismo em adultos pode parecer improvável, mas é bastante possível que as pessoas cheguem à fase adulta e não saibam que convivem há anos com o TEA (Transtorno do Espectro Autista). Isso se deve ao fato de esses indivíduos não manifestarem características moderadas ou severas do distúrbio.

Como alguém consegue viver anos sem saber sobre sua condição?

A situação não é tão simples como parece. Muitas vezes, as pessoas vivem normalmente, realizam atividades que fazem parte do que é considerado normal: trabalham, estudam, prestam concursos públicos, convivem em sala de aula regular e constituem famílias.

É verdade que ao longo de sua vida, alguns traços ganham evidências. É comum que essas pessoas sejam bem inteligentes e consigam resolver determinadas situações. Além disso, a capacidade cognitiva delas permitem sua autonomia. Contudo, é importante salientar a dificuldade que elas podem ter para manter uma interação com seu interlocutor, contato visual, etc.

Não são poucas as vezes em que o autismo em adulto passa despercebido. Isso acontece também porque as pessoas que se encaixam nesse grupo são, muitas vezes, apenas consideradas tímidas, o que não abre espaço para uma investigação mais detalhada.

Como os adultos ficam sabendo sobre o autismo?

De fato, existem chances reais de uma pessoa adulta ficar sabendo de seu diagnóstico. No entanto, podemos explicar que isso só se torna possível, muitas vezes, quando os pais levam seus filhos ao médico para analisar um possível caso de autismo infantil.

Durante uma conversa, o especialista começa a investigar o histórico familiar do paciente. A partir desse contato, os pais se abrem mais e falam sobre alguns traços de seus comportamentos. O profissional cruza os sintomas manifestados pelos pequenos e pelos adultos. Assim, ele observa os indicativos que demonstram a incidência do autismo leve no pai ou na mãe.

Além disso, como ficar sabendo que o adulto convive com TEA?

O autismo adulto pode ser identificado também em situações onde o homem ou a mulher demonstra determinadas características comportamentais. Vejam quais são elas:

– Dificuldade em entender discursos;

– Entender contextos, situações afetivas e emocionais que envolvam comunicação olho no olho, gestos, olhares;

– Pouca compreensão para entender o uso de algumas palavras em duplo sentido;

– Hiperfoco em ferramentas, instrumentos, mecanismos tecnológicos e coisas materiais;

Existem mais situações em que as pessoas podem conviver com o autismo e não sabem. Nesse caso, esses comportamentos passam despercebidos, a saber:

– Quando o indivíduo é extremamente ingênuo;

– Quando não desconfiam de determinados sinais sociais;

– Quando possuem linguagem direta;

– Não sabem falar de maneira mais delicada e utilizam linguagem direta;

– Quando tem certa obsessão por seguir regras, rotinas, detalhes sequenciais de tarefas;

– Irritam-se facilmente quando as coisas saem da rotina;

– Outros.

Autismo em adultos: atento aos sinais

Com o acesso à informação acerca das características presentes no autismo, as pessoas conseguem obter formas de receber o diagnóstico. No entanto, é importante salientar que somente com auxílio de um profissional é que a resposta deve ser considerada. Procure por ajuda com especialistas e veja o que pode ser feito.

 

 

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38 respostas em “Autismo na vida adulta: o que é preciso saber?”

OI sou mae de 2 adolecentes com o diagnostico TEA.
Tenho observado que muitos de meu comportamentos e devido a criacao que eu recebe quando era crianca. Hoje em minha realidade esta afetando o desenvolvimento de meus filhos. Entao gostaria de participar

meu filho e altista e fico na duvida meu marido apresenta quadros de altismo e ao mesmo tempo bipolar e nao conssigo leva lo ao medico , mas estou confiante que vou cosseguir e muito inportante para mim

Sou pai de um filho autista, hoje com 7 anos e acompanhando agora AGORA E
ele na primeira terapia e as coisas que eles super sabe fazer e estou aqui lendo isso… alguma coisa parece ter alguma ligação com meu desenvolvimento!!! Mas, será que sou autista e com 38 anos não sabia???

Ficou esta dúvida!?

Olá Rodiney,
Primeiramente obrigada pela confiança!
Nesses casos orientamos buscar um especialista pessoalmente para lhe dar melhores informações e orientação assertivas sobre o caso.
De qualquer forma,temos conteúdos no youtube.com/neurosabervideos e Artigos em nosso Blog: http://www.neurosaber.com.br/artigos que podem te ajudar em muitas questões.
Atenciosamente,
Equipe NeuroSaber

A mente realmente sempre terá muito a Estudar Cientificamente. Tal como o suportar a dor ou não percebê-la é altamente subjetivo!

Acredito ser relativo se vai ajudar ou não.
No meu caso, que tenho 43, achei muito relevante pelo fato de finalmente começar à compreender um pouco mais sobre um aspecto de mim mesmo.
Desde que me entendo por gente, as pessoas à minha volta me diziam e ainda dizem que sou muito inteligente. No entanto, nunca me senti assim. Até pelo contrário. Sempre soube que tinha algo de diferente em mim, mas nunca soube o que era até então. Achei relevante descobrir agora para poder tentar mudar alguns traços comportamentais que sempre me incomodaram muito.
Apesar de ter uma boa convivência com todos à minha volta, sempre achei desafiador lidar com relacionamentos interpessoais.

Me identifiquei bastante com seu relato. Tenho 33 anos e lidar com pessoas é desafiador, fico desesperado de ter que falar em público ou discursar até em reuniões de família. As pessoas me vêem e dizem que sou inteligente, mas não me vejo assim.

Sim ajudaria, pois não há marcadores biológicos para essa condição, mas há tratamento e adequação para estruturar sua vida e evitar o colapso (meltdown, shutdown e burnout! Pense nisso!

como encontrar ajuda se não consigo ir atrás da ajuda? sempre soube que tinha algo de estranho comigo as pessoas dizem que sempre sou direta demais, as vezes até grossa, não consigo mentir, e é muito difícil manter contato e relacionamentos, me contento somente com meu marido e meu filho, no máximo meus pais. sofro de ansiedade desde criança e sempre ouvi que era muito inteligente e autodidata…. queria saber se não estou enlouquecendo.

complementando meu comentário, não sei se tem algo a ver mas eu tive um episódio de epilepsia dos 17-19 anos, interrompi o tratamento porque tive muitas alucinações…

Olá Gabbe,
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Não está sou igual gabbe e tenho problemas não só no meu dia a dia mas trabalho tbm pq eu não consigo me fixar,sou direta , verdadeira e dizem que até sou grossa não acho mas tudo bem.É difícil viver no mundo onde as pessoas não estão adaptadas ao seu modo de ser,fora o que vc citou odeio sair fora da rotina ,ser tocada e questão fala não sou boa ,sons , cheiros entre outras coisas a mais gera transtorno e questão escrita me ajuda a tentar expor o que quero expressar a alguém mais fácil entenderem.

Descobre que meu namorido é altista,ele tem 40 anos mas leva uma vida normal, dentro do quadro dele.ainda estou aprendendo a lidar com ele,estou tentando,mas estou achando dificil pois ele é muito arredio

Eu gostaria muito de saber por onde eu começo. Me encaixo em quase todos os exemplos alí, mas não sei qual o primeiro passo que eu devo tomar.

Olá Lucilene,
Primeiro passo é procurar um especialista em autismo ou neurologista para uma avaliação.
Atenciosamente,
Equipe NeuroSaber

Olá,
Gostaria de ler mais sobre as pessoas que lidam com autistas. Meu marido teve diagnóstico tardio, aos 48 anos e finalmente encontramos respostas. Ocorre que ele não quer tratamento e os comportamentos prejudiciais à sua vida continuam e isto acaba por arrastar a família junto. É extremamente cansativo, por mais que eu seja paciente. E nossa saúde mental, como fica? E nossa vida social, será sempre sem ele? Meu filho quer sair com o pai, eu preciso compartilhar o trabalho intelectual de gerir e manter uma casa. Sinto que sou mãe dele, não esposa. O que faço?

Olá Paty,
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Olá, me identifiquei muito com o seu relato, vivo diariamente esse desafio.
Meu esposo não aceita o fato de eu achar que ele é autista e não sei mais o que fazer, tudo fica nas minhas costas e é cansa demais, me sinto mãe dele.

Gostaria de saber onde encontrar especialistas em autismo em SPaulo ou no ABC Paulista. Qdo se busca no google por especialidades como psiquiatria ou neurologia, não é comum que o especilista figure na internet como especialista em autismo, sobretudo em adultos. É muito difícil saber por onde começar. Quase todo conteúdo disponibilizado nas redes tem como foco crianças e adolescentes.

Meu marido tem atitudes de alguém q vive fora da realidade. Dificuldade p resolver situações de conflito, normalmente foge de conversas sérias. Qdo discuto com ele, não fala nada ou distorce minhas palavras e no dia seguinte age como se nada tivesse acontecido. Sei q não é uma pessoa má, costumo dizer q veio a passeio nessa vida. Não se comove, não se irrita ao extremo, não reflete sobre situações, costuma tampar o sol com a peneira, como se diz. Não sei no que acredita, quais seus sonhos, não pondera, não desenvolve uma conversa sobre um tema emocional meu ou das minhas filhas, sempre simplifica com uma frase do tipo, “Ah, não sei não!”. Só sei q sou infeliz nesses 26 anos de vida comum, nunca tive um companheiro, um amigo, um cúmplice, somos “cada um por si” e tudo nas minhas costas, desde as necessidades básicas das minhas filhas como as necessidades psicológicas. Ele nunca se interessa por nada q aprofunde em emoções.
Desabafando com uma amiga ela me falou: será q ele não é autista?
Isso é possível num homem com 70 anos? O q posso fazer p descobrir? Descobrir pode ajudá-lo?

Olá Debora,
O diagnóstico para o Tea na idade adulta é feita a avaliação com um psiquiatra ou neurologista.
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Meu amigo quer fazer o exame para saber se é autista, más o sus não faz ☹ele disse que já tentou falando com o médico sem sucesso, quero que ele não desista. Obrigado

Me chamo Matheus, tenho 24 anos, fiz aniversário dia 20 de fevereiro. Há uns meses comecei a fazer um “autoexame”, lembrando de acontecimentos da minha infância, cheguei a perguntar pra minha mãe se ela já “tinha me escondido algo, pelo meu bem”, ela até disse que sim, mas não quis contar o que (minha mãe também gosta de mistérios), e desde então venho procurando saber mais sobre a mente autista, pois diante dos sinais, muitos se encaixam a mim, e inclusive a minha vida adulta, sempre “sofri” bullying de colegas dizendo “ele é autista, o math é autista” e na verdade eu até gostei dessa sinceridade pois me fez pensar em tudo, e não achei ruim essa possibilidade de ser autista, me julguem, mas me sinto “especial” rs. Bom, por incrível que pareça, com todas essas dificuldades da mente, falta de atenção, quando estou estudando até olhar pra parede fica mais interessante, sou formado em Enfermagem, estou tendo dificuldades para encontrar algo na minha área, até porque depois de formado que entendi a importância de um Enfermeiro, lidar com vidas, um erro meu e pum, a pessoa morre, faltou confiança, até porque percebi que tenho dificuldades motoras (por conta do autismo? talvez). Mas estou feliz, nessa busca insana de autoconhecimento, venho me interessando muito pelo assunto. Ai vem a pergunta, seria possível um autista ajudar outros autistas?

Olá Matheus,
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Importante que busque um especialista na área para ter um diagnóstico assertivo.
Com relação em ajudar, sim, todos podemos colaborar levando informações a outras pessoas sobre o assunto.😀
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Meu filho fez 14 anos, tem síndrome de dow. Sempre teve problemas de agressividade. Sempre tive problema na escola de morder, puxar cabelo, beliscões.
Agora com a pandemia e essa fase de adolescência tá pior, muito agressivo. E falava, pouco nas falava, agora reduziu demais a fala. Sempre perguntei ao psicólogo, psiquiatra se ele era autista, ele disseram que não. A pessoa pode desenvolver autismo?

Olá Aline,
A pessoa nasce com autismo não tem como desenvolver.
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Meu filho fez 14 anos, tem síndrome de dow. Sempre teve problemas de agressividade. Sempre tive problema na escola de morder, puxar cabelo, beliscões.
Agora com a pandemia e essa fase de adolescência tá pior, muito agressivo. E falava, pouco nas falava, agora reduziu demais a fala. Sempre perguntei ao psicólogo, psiquiatra se ele era autista, ele disseram que não. A pessoa pode desenvolver autismo?

Na primeira consulta o neuro já pode me dar um diagnóstico ou não? Faço terapia tem 2 anos e a psi já disse q eu procurasse ajuda, mas confesso q tenho medo da vdd.

Olá Bruna,
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Preciso de indicação de um Neuro para meu filho com 44 anos,tenho certeza que ele tem tea.
Está precisando urgente de acompanhamento

Tenho 47 anos. Sofri a vida inteira com vários itens elancados no diagnóstico de um autista

Sempre fui julgado como anti social, chato, esquisito, e até psicopata

Hoje com um filho de 4 anos, diagnosticado com autismo, fiquei sabendo de sua psicóloga que eu, ainda é preciso realizar testes, também tenho.

O mundo melhorou. Para mim, que sou de 1974, foi terrível.

E sim, estou até aliviado de saber que esse, durante todo esse tempo, era nada mais que autismo.

Como sofri, e sofro até hoje, com ansiedade e sentimento de rejeição.

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