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Como a neurociência explica a birra infantil?

Você provavelmente já se perguntou por que o seu filho faz tanta birra em determinados momentos. Ou então, esse questionamento já foi feito diante de uma crise protagonizada por outra criança. A impressão é que a birra infantil é mais forte em alguns do que em outros, correto? Bom, é importante ressaltar que tudo isso depende muito de vários fatores. No entanto, a neurociência tem uma versão que responde às principais dúvidas de pais e mães em relação a isso.

Por que a birra infantil acontece?

É preciso ter em mente que o cérebro de uma criança durante a primeira infância não se desenvolveu completamente. Isso significa que quando nascemos, a região cerebral ainda se encontra incompleta. Vale destacar pelo menos uma dessas partes.
Uma das áreas que não se desenvolvem durante os primeiros meses de vida é o neocórtex – aquela parte superior da massa cinzenta –. Vale ressaltar que essa região, considerada a mais recente a obter o seu desenvolvimento sob ponto de vista evolutivo, costuma ser responsável por capacidades imprescindíveis para a autonomia de um indivíduo, tal como o pensamento analítico, a reflexão, a imaginação, a solução de problemas e o planejamento. 76% do cérebro dependem desta parte especificamente.
A birra infantil atua como se a parte mais primitiva do cérebro fosse acionada, mais precisamente a região inferior do órgão. Mas é importante ressaltar que a birra tal como a conhecemos não é uma simples pirraça diante de uma frustração. Esse comportamento pode ser a manifestação – segundo a neurociência – de algumas emoções como o medo, a raiva ou até mesmo o temor de uma eventual separação.
Segundo a psicóloga e diretora de educação e treinamento do Centre for Child Mental Health, Margot Sunderland, “sem o auxílio da parte superior do cérebro para racionalizar e se acalmar, o resultado é que a criança fica superexcitada, com altos níveis de substâncias químicas associadas ao estresse percorrendo seu corpo e cérebro”.

Quais são as causas da birra infantil no dia a dia?

Após vocês ficarem sabendo os fatores cerebrais que levam à ocorrência da birra infantil, agora falaremos dos motivos que causam essas crises. Geralmente, como a criança não domina completamente a linguagem verbal, ela não encontra formas de lidar com as frustrações surgidas em sua vida. Isso significa que ela não consegue contornar os problemas e encontra na birra a forma de chamar a atenção para algo que não está agradando.
Situações como fome, cansaço, sono, falta de vontade para realizar determinadas tarefas, alimentar-se, tomar banho, entre outros fatores são os principais na hora do pequeno manifestar alguma crise.
Pesquisa realizada em cientistas portugueses identificou alguns dados importantes sobre a birra infantil, a saber:
– Entre os 2 e os 3 anos, aproximadamente 20% das crianças apresentam birras pelo menos 1 vez por dia e de 50 a 80% têm birras pelo menos 1 vez por semana;
– As crianças que têm birras frequentes aos 2 anos continuam, em 60% dos casos, a ter birras aos 3 anos, e as birras persistem aos 4 anos em 60% destas;
– O temperamento explosivo mantém-se ao longo da infância em 5% das crianças;
– As birras excessivas acompanham-se geralmente de outras perturbações do neurodesenvolvimento e comportamento. (GOUVEIA, 2009).

A birra em excesso pode indicar algo mais sério?

É preciso salientar o que é considerado excessivo neste caso. Para se ter uma ideia, dentro da faixa etária habitual não existe uma quantidade crises de birra de diária. Isto pode variar dependendo de diversos fatores.
No entanto, quando a criança passa da fase comum de manifestar determinados comportamentos, aí sim os pais precisam ficar mais atentos, pois a incidência dessas birras pode indicar a existência de um possível transtorno de neurodesenvolvimento, tal como o Transtorno do Espectro Autista (TEA), o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade e até mesmo o Transtorno Opositivo Desafiador (TOD).

Birra infantil e TOD: existe alguma relação?

Na verdade, não. O que acontece é que algumas crianças fazem tanta birra e agem de forma desobediente em determinado momento, mas sempre depois de um determinado tempo ou outro estímulo, por exemplo. Não é algo que vai durar muito tempo.
Por outro lado, o caso de uma criança com TOD é diferente, pois as crises tendem a ser mais frequentes e até mais sérias, necessitando de um acompanhamento profissional especializado que possa oferecer subsídios para uma intervenção eficaz.

A criança fez birra e agora?

Já repararam que não adianta explicar por A mais B os motivos que levaram você a proibir o pequeno de fazer alguma coisa (motivando a birra)? Pois é, não se preocupe. É uma situação absolutamente normal de acordo com estudos.
Isso acontece porque até os quatro anos de idade a atividade no hemisfério esquerdo, que fica por conta do pensamento lógico, não está completamente desenvolvida. Então, essa parte do cérebro ainda se encontra limitada. Especialistas explicam que como não há uma percepção clara de linearidade e passagem do tempo, prometer algo para depois a fim de tranqüilizar a criança será praticamente em vão.
A melhor forma de resolver essas crises de birra é tentar atrair a atenção da criança para outra coisa ou atividade, desde que atraia o interesse do pequeno diante da frustração em não ter um desejo correspondido.
Propor alternativas frente a alguma situação de birra infantil também pode ser uma saída muito boa. Por exemplo, se a criança quer brincar na cozinha (local que oferece riscos), tente convencê-la a realizar atividades em outro local da casa. Mas para isso será preciso um jogo de cintura para entrar na brincadeira e despertar a confiança de seu filho. Lembre-se que você precisa ser convincente para atraí-la.
Outro detalhe que precisa ser ressaltado é o humor dos pais e das mães. É verdade que às vezes a birra pode causar certa impaciência dos adultos. Mas a forma que vocês lidam com suas crianças nesses momentos pode influenciar a crise. Portanto, procurem ficar calmos e encontrar as soluções.
 

Links consultados:

http://rpmgf.pt/ojs/index.php/rpmgf/article/download/10697/10433
https://super.abril.com.br/comportamento/a-ciencia-contra-a-birra/
 
Luciana Brites Psicomotricista

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18 respostas em “Como a neurociência explica a birra infantil?”

Meu neto de 1 ano e 8 meses, chora muitooo.
Por qualquer motivo,
Está nos deixando preocupados.
Tem q ser do seu geito.
O q fazer.
Tem q levar em algum neurologista.
Obrigada.

Olá Jusselia , ideal é procurar um pediatra e relatar o que está acontecendo ele fará uma avaliação se for
necessário irá encaminhar para outro especialista .

Minha filha tem 3 anos ,as birras estão cada vez pior,e birra por tudo,anda agressiva,bate em mim, criança que brinca com ela,se não consegue fazer algo mode nas coisas,joga as coisas, brinquedos,morde até nela mesmo,dia 20 vou levar pediatra pra ver se está tudo bem, não estou sabendo mais lidar,desde bebê foi ruim pra dormir, muito ansiosa.

Muito esclarecedor, saber que a birra é faz parte da formação do cérebro. Na verdade ela não é um jogo da criança e sim um forma de expressão que está em desenvolvimento. Gostei muito.

Olá Leotina
sim é importante os pais saber lidar com a situação para corrigir no momento certo explicar a criança o motivo pelo qual isso não é correto .

Minha filha tem 6 anos e as birras são bem frequentes, ela se expressa muito bem e sabe o que a incomoda, mas tem atitudes q me deixam preocupada, como por exemplo certas roupas a deixam extremamente irritada, chora, grita como se estivesse rasgando a pele a roupa, isso desde os 2 anos de idade. Iremos leva-la ao psicologo pela 2 vez nesses 4 anos pq não melhora e eu estou no meu limite, não consigo me acalmar frente as birras dela, sou impaciente confesso, e essas birrar fazem transbordar ainda mais minha impaciência.

Minha filha também faz isso! Ela está com 2anos e 5 meses. Também fica muito irritada se algo como creme toca suas mãos. Você obteve alguma resposta do seu psicólogo. Queria muito saber! Vou procurar uma ajuda profissional também. Espero que tudo esteja melhor! Grande abraço.

Olá! Minha filha é epilética desde os 3 anos e toma carbamazepina e gardenal pra controlar as crises. Agora ela comecou a fazer birra de gritar como se tivesse chorando mas não sai nenhuma lágrima dos olhos. Pode ter algo a vê ela tomar esse medicamento com as birras? Obrigado.

Olá Wenderson,
Sem avaliação não podemos dar uma orientação precisa sobre caso.
Esse comportamento pode ser por muitos motivos diferentes. Temos muitos conteúdos que podem te ajudar a entender melhor isso. Acesse youtube.com/neurosabervideos .
Orientamos que procure um especialista pessoalmente para lhe dar melhores informações e orientação assertiva sobre caso da sua filha.
Atenciosamente,
Equipe NeuroSaber

Oi TD bem.entrei aqui pra vê se me ajuda . Minha filha está cm 3anos. Qndo nasceu teve AVC isquêmico. Pois com 3 anos não toma nada de remédio e nunca teve crises.. só quando nasceu. Aí parou de tomar remédio com 1 ano. E até aí está estava tdo bem. Pois de um dia pra cara. Ela está fazer birra (mais ao mesmo tempo não sei se é uma birra ). Apenas que não ela não faz as coisas do jeito dela . Ou alguém não faz pra ela. Ela começa a chora mais é um choro que sai fora de si. Chega dar falta de ar. Fica muito nervosa e fica querendo vomita ( já chegou um dia que ela vômito) e agora está ficando demais esse chora. E agente ficar cm medo. Pq não sabemos se é normal de uma birra pq não deixamos ela fazer. Ou se é pq ela teve AVC. Ahh pois ela não anda ainda e o lado dela esquerdo é lendo. A nós pais fica aqui tão triste. Pq não sabemos lidar. Temos medo. Aí ficamos meio assim de leva ela no neuro. E passa remédio forte nela. Pois ela está bem sem remédio. Mais as vezes a gente acha melhor passar pra acalmar. Pq eu sinto que não é normal(sei lá ) mais qndo ela fica assim a gente tem MT paciência fica acalmado ela . E depois que ela acalmo. A gente conversa cm ela . Mais ela não saber explicar ainda. Mais estou muito situação muito triste. Obrigada e desculpa pelo desabafo

Olá Rafaela,
Primeiramente obrigada pela confiança!
Nesses casos orientamos buscar um especialista pessoalmente para lhe dar melhores informações e orientação assertivas sobre o caso.
De qualquer forma,temos conteúdos no youtube.com/neurosabervideos e Artigos em nosso Blog: http://www.neurosaber.com.br/artigos que podem te ajudar em muitas questões.
Atenciosamente,
Equipe NeuroSaber

Olá,bom dia…
Minha filha está com 4 anos,e sempre quando é contrariada ela se transforma,se joga no chão,grita,se é na rua sai correndo.
Eu confesso que nem sempre tenho paciência,sei que deixo a desejar também,e as vezes acho que ela ta querendo chamar atenção,temos a vida muito corrida, é trabalho, estudos, serviços de casa,etc…
Preciso de uma orientação,desde já muito Obrigado!

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