Voltar

Como ensinar matemática para crianças com autismo

Muitas crianças têm dificuldades com a matemática, o que não é diferente daquelas com autismo. Embora o ensino de conceitos e operações matemáticas não seja uma tarefa fácil, é possível, com algumas técnicas.

A maioria das crianças pode aprender o básico de matemática com um pouco de ajuda. Como professor, você precisa de paciência, prática, tempo e orientação. O importante é saber que você não está sozinho e todo o medo e frustração que pode sentir no início podem ser superados. 

Neste artigo, abordaremos as principais características do Transtorno do Espectro Autista e as estratégias para ensinar habilidades matemáticas básicas aos alunos com TEA.

Como definir o autismo 

O TEA inclui uma ampla gama de sintomas e características, como dificuldades nas interações sociais e cognitivas, aprendizagem, fala e comportamento. A maioria das crianças apresenta um quadro clínico único e o diagnóstico deve ser feito por um profissional. 

Características do TEA que impactam na aprendizagem

Muitos dos sintomas do TEA afetam a aprendizagem. No entanto, a maioria das crianças com autismo tem inteligência média ou acima da média, embora possam ter dificuldades na aprendizagem. 

É importante compreender o impacto do autismo na aprendizagem, para poder identificar os pontos fortes dos alunos e usá-los no ensino da matemática.

Fixação em atividades específicas

2A maioria das crianças com autismo é capaz de fixar a atenção em uma atividade de tal forma que nem percebem o que se passa ao seu redor. Essa característica pode ajudá-las a desenvolver habilidades em certos assuntos, como música ou matemática. Por outro lado, pode levar a dificuldades para compreender o quadro geral e resumir as próprias ideias.

Atrasos no desenvolvimento da linguagem

Muitas crianças com autismo não conseguem se integrar em uma sala de aula onde a educação é exclusivamente verbal, devido a dificuldades na fala. Para superar esse problema, é necessário criar um planejamento pedagógico que aborda outras formas de transmissão de conteúdo, usando estratégias mais concretas.

Dificuldades com atenção

Ensinar matemática para alunos com autismo é uma tarefa difícil porque eles podem ter dificuldade para seguir as instruções e prestar atenção. Isso não quer dizer que não estejam interessados ​​no assunto, mas que são sensíveis às distrações. 

Determinadas cores, luzes, sons e cheiros podem irritar as crianças com autismo. É preciso conhecer o seu aluno, pois cada criança é única, para aprender a ajustar o ambiente da sala de aula, considerando suas características e sensibilidades.

Necessidades educacionais especiais

As crianças com autismo têm necessidades educacionais especiais que devem ser atendidas pelos professores, para que elas se desenvolvam e consigam acompanhar o ensino da matemática.

A inclusão depende da formação e do preparo dos professores para trabalhar com alunos com necessidades especiais. Além disso, é preciso dedicar mais tempo e recursos ao ensino de matemática para os alunos com autismo.

Isso significa estabelecer uma rotina que funcione bem para as crianças com autismo e segui-la, pois saber o que vem depois as tranquiliza. Pode ser necessário preparar o seu aluno com antecedência para a próxima tarefa e verbalizar cada etapa da atividade.

Estratégias para ensinar matemática para alunos com autismo

A matemática pode ser assustadora para a maioria das crianças, mas também para os professores quando se veem diante o desafio de ensinar seus alunos com autismo. No entanto, com as estratégias certas, eles podem aprender matemática como qualquer outra criança. 

Na verdade, é comum que crianças com autismo desenvolvam habilidades matemáticas excepcionais.  

A melhor estratégia para ensinar matemática para crianças com autismo é planejar as aulas a partir de três princípios: concreto ao abstrato, familiaridade e generalização. 

Do concreto ao abstrato

Assim como o nome sugere, isso significa começar o ensino de matemática a partir de exemplos concretos e progredir lentamente para ideias mais abstratas.

Você pode oferecer às crianças a oportunidade de ver, sentir, tocar ou mesmo cheirar objetos diferentes ao seu redor. Em seguida, ensina as crianças a brincar com os objetos enquanto usa algumas operações matemáticas básicas, como adição.

A introdução de números nas brincadeiras com objetos concretos ajuda a criança a se sentir confortável e a aprender intuitivamente algumas operações básicas de adição antes de tentar resolver equações no papel.

Princípio da familiaridade

A matemática está ao nosso redor, por isso é possível incorporar conceitos matemáticos à vida diária da criança. Isso ajuda na aprendizagem e evita sentimentos de frustração.

Uma dica é fazer perguntas como: “Este prato não parece um círculo? E este edifício, um retângulo?” Então peça aos alunos que encontrem objetos ao redor com as formas apresentadas.

Ao usar conceitos matemáticos na vida diária, as crianças têm mais chance de aprender a reconhecê-los.

Generalização

Outro princípio que pode ajudar no ensino da matemática para alunos com autismo é o da generalização. Isso significa usar exemplos diferentes do mesmo conceito para ajudar as crianças a compreender que ele se aplica a outros objetos.

As crianças com autismo podem ter dificuldades em generalizar habilidades e conhecimentos. Ao ensinar matemática, trabalhe com objetos diferentes e mostre aos alunos que três maçãs mais duas dão cinco maçãs, mas também três sapatos mais dois formam cinco sapatos, e assim por diante.

Espero que nossas dicas e estratégias para ensinar matemática para crianças com autismo tenham te ajudado. Se você gostou, compartilhe este artigo em suas redes para ajudar outros profissionais.

Referências:

CORRÊA, Lucielma dos Santos da Silva. ENSINO DE MATEMÁTICA NA EDUCAÇÃO BÁSICA PARA ESTUDANTES COM TRANSTORNOS DO ESPECTRO AUTISMO (TEA).

Você também pode se interessar...

2 respostas em “Como ensinar matemática para crianças com autismo”

Trabalhar com crianças com autismos nao tem preço, sao as melhores crianças que ja vi ate hoje. Faço trabalho voluntario com algumas, me sinto feliz

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *