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Como preparar os funcionários para lidar com a inclusão?

A inclusão de alunos, com algum transtorno, em escolas regulares nunca esteve tão em voga. Felizmente, a sociedade tem debatido com mais frequência a entrada de crianças e adolescentes especiais ao convívio com os demais colegas em uma sala de aula mista.
Mesmo que haja essa conscientização, não são poucos os casos em que uma escola cobra um valor diferenciado aos pais desses alunos. Segundo as instituições, o aumento da mensalidade se deve a cuidados maiores despendidos por professores e outros profissionais. Contudo, muitos dos responsáveis por essas crianças/adolescentes têm entrado na justiça para reaver o direito de seus filhos a uma educação inclusiva e que não cobre mais por isso.
Diante desse cenário, pais e mães têm estabelecido uma verdadeira peregrinação à procura de escolas que ofereçam educação inclusiva e conte com educadores que saibam lidar com as situações. Entretanto, é preciso também que muitos desses profissionais sejam apresentados aos possíveis cenários que podem ser encontrados em sala de aula: dividir a atenção entre a turma e o aluno inclusivo.
Certamente que esta não é uma tarefa fácil, mas não é impossível concebê-la, uma vez que muitos educadores já passam por tal situação em suas classes. Para orientar os profissionais que lidarão com isso, disponibilizamos algumas dicas de como preparar os funcionários para saber como resolver tal situação.

Palestras

A direção da escola pode convidar especialistas em inclusão, assim como médicos e psicopedagogos, para falar sobre os desafios enfrentados pelos alunos e por seus pais. Além disso, os profissionais da saúde podem dar informações extremamente relevantes e que podem ajudar a derrubar o estigma atribuídos a muitos desses estudantes.
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Oficinas

Contando ainda com a presença desses especialistas, os funcionários da escola podem passar por oficinas para saberem como lidar com cada caso. Considerando que não haja um roteiro pré-estabelecido, é importante que se saiba a maneira correta de estabelecer uma relação de confiança entre os profissionais e o aluno inclusivo, sem deixar de dar atenção aos demais estudantes.

Cursos rápidos

Outra dica é o oferecimento de cursos de curta duração que possam capacitar educadores, inspetores escolares e demais funcionários na abordagem dessas crianças e adolescentes; de maneira que os possibilite de maneira efetiva.
Através dessas aulas, a pessoa que ministra os conteúdos pode utilizar exemplos que trarão a realidade da vivência em sala de aula. Além disso, em outras dependências da escola, sobretudo aquelas em que o aluno terá acesso.

Grupos de debate

Por fim, a realização de grupos em que pais, especialistas, direção, educadores e representantes de cada setor da instituição estabeleçam uma comunicação eficiente acerca da inclusão também é fundamental. É importante que haja essa conexão entre todas as partes para que haja a cooperação voltada à inclusão do aluno que enfrenta algum transtorno.
Lembre-se que é sempre aconselhável ao educador oferecer um ambiente propício a todos os estudantes, seja ele regular ou inclusivo. A adaptação do aluno se dará, principalmente, pela recepção e tratamento dos funcionários na escola. É preciso que ele sinta confiança em estar ali.

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22 respostas em “Como preparar os funcionários para lidar com a inclusão?”

Sim é essencial, porém não são todos os docentes que têm essa visão. Eles têm a ilusão que é preciso algo extraordinário para que a aula se torne inclusiva.

Obrigada por toda informação pois tem contribuído muito no meu trabalho ,pois amo trabalhar com crianças e saber que posso de alguma maneira contribuir para seu desenvolvimento é o que dá significado pra minha vida como profissional e pessoa,me sinto realizada missão comprida.

Ótimo! Muito bom para poder compreender que tem dificuldade, e sempre existirá…Vc tem que fazer o seu melhor sempre.

Acho a ideia maravilhosa, pois a falta dessa capacitação em alguns profissionais,tem dificultado o avanço de alguns alunos, eu tenho observado isso no meu dia dia, e vejo também o que existe é a falta de vontade de alguns, é triste infelizmente,visto que esses alunos vem chegando cada vez mais nas escola.

Boa noite!
Sou mãe de portador de necessidades especiais. Eu professora de educação infantil e ensino fundamental.
Meu filho tem 23 anos. Além da Sindrome de Rubinstein taybi, diagnosticado pela, unicamp de campinas,
acredito ser autista.
frequentou escola APAE até 19 anos…O comportamento agressivo dificultou sua estádia na escola.
Hoje não frequenta nem uma atividade. muito complicado e angustiante.

Boa noite Dr. Clay muito bom esse texto sobre capacitar os funcionários da escola, para receber esses alunos. Bjs um ótimo final de semana a você dr. clay, parabéns pela dedicação e atenção para essas crianças e aos pais e familiares.

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