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Como trabalhar o sistema sensorial no autismo

O sistema sensorial nos permite sentir os estímulos aos quais estamos expostos. Um som, uma claridade, um toque, um gosto, um cheiro. Podemos ter tudo isso em doses variáveis, mas controláveis. O autista pode ter alguma dessas sensações, mas de maneira excessiva; é o que chamamos de hipersensibilidade, uma condição que causa estranheza em quem não convive com uma pessoa que tenha autismo.

Entendendo o complexo sistema sensorial

O sistema sensorial, nesse caso, pode aumentar consideravelmente uma sensação sentida pelo autista. Para citar a vocês um exemplo, peguemos o caso de uma criança que tenha hipersensibilidade auditiva.  Segundo estudos, alguns pacientes de especialistas já relataram a capacidade de escutar uma conversa ou uma porta bater em um prédio vizinho. Sendo assim, é compreensível quando uma pessoa autista, com essa sensibilidade, pode ter alguma crise quando exposta a sons (tilintar de pratos, conversas, gargalhadas, etc) emitidos perto dela.

Outro exemplo que podemos dar é a hipersensibilidade do olfato. Quando uma pessoa autista sente um determinado cheiro, ela não tem a mesma percepção que a de uma pessoa sem o autismo. Por conta disso, o autista pode também reagir de formas variadas, dependendo do grau de autismo que ela tem.

Hipossensibilidades

Uma condição que também podemos citar aqui é a hipossensibilidade. Isto acontece quando a pessoa tem a sensibilidade de forma muito mais amena, levando algumas vezes a nem sentir aquilo que seu sistema sensorial poderia permitir: cheiro, som, etc.

Pesquisas apontam que a hipossensibilidade pode ser a hipersensibilidade ao extremo, uma vez que essa condição causaria um bloqueio total de algumas sensações.

Sensibilidades alternadas

Essa situação é mais complexa, pois se uma criança autista for hipersensível ao cheiro, ela pode ser hipossensível ao olfato, por exemplo. Outro caso que intriga a ciência é como esses sistemas sensoriais podem variar em questão de dias ou meses em uma mesma pessoa. Não há um consenso no meio científico que explique tal condição.

Trabalhando o sistema sensorial

Sempre salientamos aqui que o tratamento com uma equipe multidisciplinar é a melhor maneira de promover uma intervenção que desenvolva a qualidade de vida do autista.

Vale lembrar, no entanto, que é absolutamente errado tentar eliminar essas características da criança com autismo. Qualquer atitude de tentar diminuir tais sensibilidades ou ignorá-las pode aumentar o estresse do pequeno ou e do adulto autista também.

Uma sugestão que podemos dar, no caso das crianças, é brincar com seu filho. Estudos afirmam que o fato de imitar a criança reforça a interatividade social entre o autista e seus pais.  Pesquisadores alegam que essa técnica de imitação pode desenvolver a integração sensorial da criança.

Além disso, é importante salientar que terapeutas especializados devem orientar pais, familiares e profissionais, que terão contato com o autista, para promover uma qualidade de vida considerável.

É imprescindível ressaltar que a paciência e a informação são os melhores caminhos que podem ser tomados a fim de saber como lidar com isso.

Não se esqueça de procurar auxílio com especialistas.

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104 respostas em “Como trabalhar o sistema sensorial no autismo”

Obrigada Mary Iara! continue acompanhando os artigos , aulas, e neurolives da neurosaber pelo canal no youtube.Abraços!

Trabalho com crianças autistas e ao longo desse trabalho tenho lidado muito com crianças com sensibilidades alternadas, usando de vários recursos as mesmas estão melhor lidando com suas sensações.

Tudo que li é do meu convívio com meu sobrinho, que se chama Enzo Daniel. Ele tem todas essas dificuldades. É impressionante cada tempo ele celeciona um tipo de comida. Se estressa com alguns tipos de barulhos e aconvivencia social é escolhida.

Tenho um neto autista, sinto dificuldades de interagir com ele apesar de nos darmos bem em geral. Gostei do esclarecimento que o texto trás porque é exatamente essas pequenas coisas que fazem a diferença para o entendimento e relação com ele. Obrigada.

Gostei do artigo. Tenho um neto com 3 anos que é autista.
Toda informação nos ajuda muito a lidar com situações e comportamentos dessas crianças.
Obrigada.

Gostaria de saber a opinião de vocês sobre o trabalho/livro de Kerri Rivera e Andreas Kalcker: “Curando os sintomas conhecidos como autismo”.

Atenciosamente,

Zenio.

Cada vez que leio mais sobre o Autismo, eu fico fascinada.Obrigado ao Neuro Saber,por nos ofertar estas informações com tanta competência. Ansiosa para botar em prática tanta coisa nova que venho aprendendo com vocês! Parabéns pelo nível das informações!

O autismo, pode ser adquirido ou é inato? Essas sensibilidade, pode ser restringida a seleção de alimentos por exemplo?

Fernanda existem muitos estudos sobre a causa do Autismo, o que devemos fazer é levar a criança com suspeita o mais precocemente possivel para um profissional habilitado que lhe dará os direcionamentos necessarios.

é importante saber um pouco mais sobre o autismo, o artigo trouxe para mim esta informação a mais, pois sou educadora e estou sempre buscando informações sobre alunos com necessidades educativas, uma vez que recebemos alunos com inclusão.

Muito interessante. Este assunto precisa ser mais estudado entre nós profissionais da educação e da psicopedagogia.

muito bom o estudo, gostaria de saber ser poderia mandar algum estudo relacionado a coordenação motora e exercício físico.

Muito pertinente a informação apresentada. Principalmente para trabalhar em formações de educadores em potencial(professores, coordenadores, famílias, cuidadores, estudantes…)
Sugiro dar continuidade ao tema.
Sidenise Estrelado

E de fundamental importância ter acesso a esses artigos, pois hj é mais frequente a socialização de crianças e jovens com autismo e isso nos ajuda a entende-los, e assim podermos interagir co os mesmos.

O texto é muito bom e real , o Autista é segundo minha experiencia com aluno uma pessoa com uma grande carência de comunicação Verbal e Afetiva ,pois suas reações quando trabalhada esta carência eles tem uma resposta muito positiva . inclusive com mudança de atitudes .é muito importante trabalhar sua Motricidade Fina usando instrumentos que contribuam para sua atividade ser melhor desenvolvida. Também é muito interessante desenvolver o seu interesse por atividades simples que lhe proporcionaram um maior interesse pelo mundo fora de sua individualidade e lhe de mais segurança para sair de seu mundo do silencioso e individual .O Altista precisa muito ser solicitado o tempo inteiro para que ele saia de seu mundo individual isso lhe motiva a participar do nosso mundo .

Excelente texto e me ajuda muito. É impressionável a sensibilidade de um autista em todos os sentidos. Tenho um filho com espectro autista e a cada dia aprendo com ele.

Tenho um aluno autista e montei um plano de AEE para trabalhar o sistema sensorial mas, estou precisando de embasamento para enriquecer as atividades.

Obrigada Lucy! voce poderá ter mais informaçoes nas aulas disponiveis no canal do youtube e nos site da neurosaber.

Poxa!!! Acho muito interessante o curso, mais preciso de certificados para concursos públicos nesses casos títulos de cursos 80hs ou mais.
Vcs poderiam pensar nessa possibilidade .
Agradeço!!

MUITO OBRIGADA PELAS INFORMAÇÕES RIQUISSIMAS QUE POSSO TER AQUI NO NEUROSBER. FIQUEI SENTIDA DE TER PERDIDO A SEMANA DE ALFABETIZAÇÃO DO TEA.

Desculpe, mas esse artigo não me ajudou. Meu neto é extremamente sensível a ruidos e não sei como ajudá-lo, nem os profissionais que procurei.

No caso de imitar a criança é agir como ela, mesmo sendo uma situação que consideramos anormal?
Bem creio que é buscar entrar no universo dela para poder estimulá-lo a interação e participar de outras atividades sejam elas recreativas quanto pedagógica que envolve a leitura ou escrita, jogos, etc.
Trabalhei com um aluno autista e não tive informações prévias, primeiro fiz a observação, ele só gostava de ficar deitado no chão, arrumei um pequeno tatame de EVA e para trabalhar a comunicação com ele e introduzir um conteúdo de acordo o seu desenvolvimento, passei a deitar no tatame com ele e passei a acrescentar elementos juntos com seus brinquedos, ai trabalhei com cores números letras e assim consegui que ele sentasse na cadeira e desenvolver atividades na mesa. Não tive ajuda de um profissional, só das pesquisas feitas na internete.

Muito importante essas informações para auxiliar meu trabalho com os alunos autistas, sou professora do AEE e tenho dificuldades ainda com essa clientela, gosto e acho importante está sempre em busca de conhecimento que possam me ajudar a melhorar minha prática.

Segundo os pesquisadores a importância da parceria da família e dos profissionais que orienta que tem que ter uma interação entre a família o pai e o filho e imitar e brincar, envolvendo no meio social. Esse curso esta sendo de suma importância pra o meu trabalho.Parabéns!!!!

Este texto é de grande importancia para auxiliar no trato com alunos que apresentam o espectro autista .Para o professor no dia a dia é muito válido saber e conhecer as necessidades especiais do aluno pois nem sempre o professor está preparado para lidar com tal situação.

O texto é muito interessante,precisamos buscar novos conhecimentos para assegurar uma boa prática pedagógica.

desculpa não vou deixar uma resposta, vou lhe fazer uma pergunta.
É correto um profissional forçar um criança autista ainda com comprometimento de agressividade se agredir?
Dizendo que é manhosa

Bom dia ! Gostei muito de todas as informações que recebi de todos vocês até agora sobre o autismo.Sou professora do AEE no interior do Ceará e tenho três alunos autistas cada um com um grau diferente e tenho uma certa dificuldade de trabalhar com eles. Suas informações são de grande valia para meu trabalho.trabalho. Parabéns pelo brilhante trabalho que vocês vem fazendo para ajudar as pessoas a conhecer e saber trabalhar e interagir com a pessoa autista.

Muito boa a materia preciso muito aprender sobre o autismo tenhi um netinhi de tres anos com autismo leve mas eu o amo intensamente me envie todo material sobre autismo desde ja agradeço

Olá gostaria de saber se utilizar as sensações de tato agradáveis ao aluno em uma atividade educacional, como mapas táteis entre outros meios educativos ajuda ou interfere no desenvolvimento deste indivíduo com TEA, e gostaria de saber se conhece algum autor que fala neste assunto, alguma bibliografia recomendada?

Olá Vitor,
Primeiramente obrigada pela confiança!
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