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Comportamento repetitivo e restritivo no autismo

Uma das características mais marcantes do autismo é a presença de comportamentos restritivos e repetitivos, interesses e atividades. 

Crianças com autismo podem se envolver em movimentos motores estereotipados e repetitivos, como por exemplo, agitar as mãos ou alinhar itens ou na fala, que é a ecolalia. 

Eles podem insistir na mesmice, como precisar fazer o mesmo caminho para a escola todos os dias ou exigir que as atividades sejam concluídas exatamente na mesma ordem todas as vezes. 

Além disso, quando alguns indivíduos são impedidos de se envolver em comportamentos repetitivos ou se uma mudança na rotina é necessária, eles podem sentir ansiedade e se envolver em comportamentos problemáticos mais graves, como agressão, para obter acesso ao ritual ou para desencorajar outras pessoas de mudar a rotina. Continue lendo o artigo para saber mais sobre isso!

O que é o Comportamento Repetitivo

Crianças com TEA são fiéis a rotinas que, às vezes, seguem de forma rígida e repetitiva.

Esses comportamentos podem ser verbais ou não verbais, repetindo as mesmas sequências faladas ou comportamentais.

Elas podem realizar comportamentos repetitivos, como sempre seguir os mesmos caminhos ou dizer “oi” e “tchau” com as mesmas palavras.

Podem usar objetos da mesma maneira, como alinhá-los. Além de repetir palavras ou frases indefinidamente, a ecolalia.

Interesses muito particulares em termos de intensidade ou foco de interesse ao qual passam muito tempo, também é uma característica do comportamento repetitivo. Por causa disso, pode ser difícil para eles mudar para outra atividade ou ter conversas que não giram em torno de seus tópicos de interesse.

Sua forma de pensar é rígida e concreta, o que o auxilia em atividades que exigem atenção aos detalhes e repetição de padrões.

Como realizar a intervenção

Então, se pode ser benéfico para eles realizar esses comportamentos, por que é importante intervir neles? Pelo impacto social que causam. 

Para evitar a exclusão das crianças com autismo por seus colegas, é importante identificar comportamentos repetitivos e entender o que elas possuem e tentar adaptá-las ao seu ambiente para que possam reduzir a ansiedade.

O primeiro passo para intervenção é identificar quais situações desencadeiam esses comportamentos. 

Um bom registro pode nos ajudar muito a identificá-los e também a descobrir se estão ocorrendo por ansiedade ou má gestão das emoções, já que o excesso de alegria também pode desencadear esses comportamentos.

Uma vez identificados, é muito importante não darmos uma conotação negativa ao comportamento por eles realizado, pois devemos ter em mente que eles não têm consciência desses movimentos da mesma forma que não temos quando roemos as unhas. 

A melhor maneira de intervir é mostrar a  ele comportamentos alternativos que ajudam a reduzir a ansiedade. Para isso, podem ser utilizadas técnicas como ensinar comportamentos alternativos em diferentes etapas até chegar ao comportamento alternativo final. 

Lembre-se que é fundamental trabalhar o gerenciamento da ansiedade e intervir no plano sócio emocional, pois muitas vezes, uma vez que identificam seus estados de ânimo e ansiedade e aprendem a regulá-los, todos esses comportamentos são rebaixados, como acontece conosco. 

Se você quiser saber mais sobre o assunto, assista a esse vídeo com o Dr. Clay!

Referências

RICHLER, Jennifer et al. Restricted and repetitive behaviors in young children with autism spectrum disorders. Journal of autism and developmental disorders, v. 37, n. 1, p. 73-85, 2007. Disponível <https://link.springer.com/article/10.1007%2Fs10803-013-1986-5> Acesso em 27 out. 2021. 

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