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Conheça os 4 eixos de compreensão do que é alfabetização

A alfabetização é um dos processos mais complexos da nossa vida. Portanto, sua aquisição a torna como uma das principais conquistas do ser humano. O aprendizado que possibilita o domínio, tanto de suas competências como de sua estrutura, depende de um conjunto pelo qual o aspecto cognitivo tem muito a ser beneficiado. Afinal, como podemos defini-la?

A alfabetização: o que é?

Bom, podemos considerar a alfabetização nos mesmos moldes que a UNESCO a definiu em 2006. Sendo assim, de acordo com a organização, a alfabetização deve ser vista como um processo de aquisição de habilidades cognitivas básicas, que são responsáveis pela contribuição indispensável do desenvolvimento socioeconômico da capacidade de conscientização social; e da reflexão crítica como base de mudança pessoal e social em toda a sociedade.
Para tornar este significado ainda mais próximo das pessoas, é importante salientar que essa habilidade de aquisição cognitiva básica reflete diretamente em duas competências de extrema relevância na vida de todos nós: elas são a leitura e a escrita; e estão ligadas também ao papel que cada indivíduo exerce na coletividade a qual pertence.

Os 4 eixos de compreensão do que é a alfabetização

A alfabetização é algo tão importante que a UNESCO classificou os eixos que estão ligados ao seu processo. Vejam abaixo quais são eles:
1) Ela (a alfabetização) é resultado de um processo de aquisição de habilidades específicas.
2) É aplicada, praticada e situada de acordo com o contexto.
3) É composta por um processo de aprendizagem e aquisição de habilidades básicas. Ela precisa ter início, meio e fim, pois servirá de base para o aprendizado da criança. Primeiro é preciso aprender a ler, para depois ler para escrever.
4) Ela compreende o domínio do texto, compreensão.
Como todos podem ver, a aprendizagem e a aquisição da alfabetização precisam seguir determinadas etapas a fim de favorecer a experiência da criança (e dos adultos também) na busca pelo domínio das competências que estão em jogo.
– A aprendizagem da leitura na alfabetização
Além disso, o terceiro tópico enfatiza a importância da aprendizagem da leitura como aquela que antecede a escrita. Falando nisso, devemos ressaltar o ato de aprender a ler como algo mais importante do que simplesmente ler.
Por mais confuso que isso pareça, a explicação é que quando um indivíduo aprende a ler, ele também se torna capaz de compreender. Isso mesmo, o leitor precisa entender o que está escrito. Portanto, a aprendizagem da leitura está muito longe do que é somente decifrar códigos, mas próximo de dominar todo esse mecanismo: decifrar, interpretar, compreender.
– A importância da escrita
A escrita é uma habilidade ainda mais complexa que a leitura. Ela pode ser definida como a capacidade que uma pessoa tem para codificar os sons utilizando sinais gráficos correspondentes, os chamados grafemas.
Há que se ressaltar que é nos estágios mais avançados de todo o processo da alfabetização que se torna possível a escrita de uma palavra, com base no reconhecimento preciso de sua representação.
Além disso, deve-se ressaltar que durante essa etapa, ocorre a ênfase e não exclusividade do ensino da escrita numa dinâmica de alfabetização.

Quais os fatores estão envolvidos na alfabetização?

De acordo com estudos realizados acerca dos fatores que influenciam a leitura, constatou-se quais as competências fundamentais para o processo de alfabetização: consciência fonológica, familiaridades com textos impressos, metalinguagem, consciência fonêmica, conhecimento do princípio alfabético, fluência, vocabulário e estratégias de compreensão dos textos.
Um adulto pode ser alfabetizado?
Sim. É bem verdade que o contexto do aluno adulto deve ser enxergado como aquele que é permeado de possíveis situações mais complexas, como a vida externa do indivíduo, mas uma pessoa maior de idade pode e deve ser alfabetizada não apenas como benefício pedagógico, mas social também.
Referências
BRASIL. Congresso Nacional. Câmara dos Deputados. Comissão de Educação e Cultura. Grupo de trabalho alfabetização infantil: os novos caminhos: relatório final. 2. ed. Brasília: Câmara dos Deputados, 2007.
BRITES, Luciana. Consciência fonológica: manual teórico e prático. Neurosaber. Neurosaber: Arapongas, 2019.
 

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