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Diferença entre fônico de fonético

Se você acompanhou nossos artigos anteriores, então não é surpresa que a alfabetização se mostra como um processo que depende de muitas etapas. Até que a criança alcance o nível pleno, é necessário que ela passe por diferentes fases de aquisição e maturação de seus aspectos cognitivos.
Todo esse percurso é possibilitado também devido ao estímulo dado por educadores acerca da consciência fonológica. Eis aí uma importante e indispensável habilidade que está diretamente ligada à alfabetização.
No meio de tudo isso, é relativamente comum que alguns termos bem específicos povoem a mente dos leitores, causando certo embaraço na hora de discernir um dos outros. Vocês saberiam diferenciar, neste exato momento, o fônico do fonético? E mais: conseguiriam explicar seus respectivos lugares dentro da consciência fonológica?
Para não haver mais confusão, confiram logo mais o que um representa em detrimento do outro e suas diferenças mais pontuais, tendo em vista que ambos estão interligados, mas possuem significados distintos.

Qual a diferença entre o fônico e o fonético?      

A abordagem fônica diz respeito à associação de letras e sons para sonorizar símbolos escritos, é um sistema de ensino de leitura que se baseia no princípio alfabético, em que o componente central é o ensino de correspondências entre letras ou grupos de letras e suas pronúncias.
O caminho a ser trabalhado na consciência fonológica deve ser sempre do som para a letra, ao contrário do que propõe a abordagem fônica. Por isso, o mais adequado seria a consciência fonológica ser bem desenvolvida para que a criança consiga correlacionar letra com o som após o contato e o desenvolvimento dessa habilidade.
Como vocês viram acima, mesmo que as palavras guardem uma proximidade, a atuação de cada uma no processo da alfabetização é bem definida e determinante no desenvolvimento das competências trabalhadas. Se o conceito de consciência fonológica ainda não ficou muito claro, veja o que ela significa e a dimensão do seu papel em toda essa dinâmica.
A consciência fonológica                                                       
A melhor definição para a consciência fonológica é aquela onde Byrne; Fielding-Barnsley (1989) classificam-na como uma habilidade metalinguística de tomada de consciência das características formais da linguagem, proporcionando a compreensão de que a língua falada pode ser dividida em unidades distintas. Além disso, é importante salientar que essas mesmas unidades se repetem em diferentes palavras faladas.
O poder de representação da linguagem falada para a consciência fonológica
É interessante refletir como a linguagem falada contribui para o exercício de conhecer as palavras. Falamos isso, pois é possível dividir a linguagem falada de várias maneiras que possibilite a concepção de sua estrutura. A criança pode ser apresentada, por exemplo, a algumas partes como: sentenças, palavras grandes e pequenas; palavras que podem ser divididas em sílabas, palavras que começam com sons parecidos, palavras que terminam com sons parecidos (rimam).
Por exemplo, na frase “O rinoceronte caiu no rio”, poderíamos perguntar quantas palavras há nessa frase, colocando um pedacinho de papel para cada palavra; depois, poderíamos perguntar se tem alguma palavra grande na frase, qual é e quantos pedaços ela tem (sílabas), colocando, novamente, um pedacinho de papel para marcar os pedacinhos da palavra e vendo de maneira concreta as sílabas. Além disso, é possível perguntar se há palavras que rimam ou que terminam com sons parecidos: caiu e rio.
Sobre a estrutura da língua
É interessante chamar a atenção para a estrutura da língua, cuja relação aos sons é dividida em: fonologia, que é o estudo das regras que comandam a produção dos sons da fala; fonética, que é o estudo da forma como os sons da fala são articulados; fônica, que é o sistema pelo qual os símbolos representam os sons em um sistema de escrita alfabético; e fonêmica, que estuda a unidade mínima de som, as menores estruturas da língua, difíceis de perceber, sem significação.
BRITES, Luciana. Consciência fonológica: manual teórico e prático. Arapongas: Neurosaber, 2019.
 

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