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É possível reverter a hiperlexia no autismo?

 

Vocês sabem algo sobre a hiperlexia no autismo? Muitos pais vivem cheios de dúvidas sobre essa situação, principalmente quando seus filhos começam a demonstrar o principal sintoma envolvido: a facilidade notável de identificar símbolos gráficos (letras e números) antes do período adequado de alfabetização, podendo ocorrer dos 2 aos 4 anos de idade.

É preciso reparar que estamos falando de coisas que podem ser intimamente ligadas. Afinal, a hiperlexia costuma ser observada em crianças diagnosticadas com autismo. Além disso, ela é considerada um transtorno de linguagem e de comunicação. Isso não significa que esses distúrbios mencionados acima estejam em todos os casos de TEA (Transtorno do Espectro Autista) registrados pela comunidade científica.

Porém, é inegável que na maioria dos pacientes esses sinais sejam sempre percebidos. A hiperlexia costuma estar presente nos transtornos leves desse espectro ou Transtorno de Asperger.

Existe reversão da hiperlexia no autismo?

Bom, considerando que o pequeno seja observado a partir da hiperlexia no contexto do TEA, falar em reversão é algo muito frágil ainda; pois, se de um lado, a questão pedagógica evidencia-se como um desafio, por outro a sociabilidade e a comunicação também não podem ser negligenciadas.

Há que se ressaltar o seguinte ponto: embora a hiperlexia no autismo seja observada em transtornos mais leves, é preciso salientar que as duas habilidades mencionadas anteriormente são bem características. As crianças desenvolvem uma verdadeira fixação em sinais gráficos e, com o passar do tempo, manifestar uma vida acadêmica prodigiosa.

No entanto, as relações com os coleguinhas e com os familiares ficam aquém do esperado. Nota-se uma total ausência de afeto por parte da criança e traquejo social (mesmo aqueles mais incipientes).

Principais características da hiperlexia

– Pessoas diagnosticadas com hiperlexia costumam demonstrar facilidade para identificar os símbolos (letras isoladas). Tudo isso a partir dos 18 meses de vida. Aos três anos, as crianças já conseguem formar palavras e até ler algumas frases; capacidade precoce;

– Contudo, os pequenos têm grandes dificuldades em lidar com a comunicação oral e a identificação de fonemas;

– Os testes de Q.I. feitos em uma criança hiperléxica dão resultados mais favoráveis a ela do que em autistas sem esse distúrbio;

– Inadequação para o uso das palavras quando usadas na fala.

A hiperlexia no autismo: o dia a dia na escola

– Na escola, existe uma atitude que tende a servir como auxílio para ajudar o pequeno com Hiperlexia: promover a integração à turma regular, ou seja, com os alunos que conseguem desenvolver a competência da fala dentro dos limites da faixa etária em questão.

– Importante lembrar que tanto o pequeno que tenha hiperlexia quanto seus colegas podem tirar um proveito em comum com essa convivência. Ele vem em forma de respeito pela diversidade, que é encontrada em uma sala de aula. Além disso, existe outra vantagem que pode vir através dessa troca de informações: a flexibilidade a que os alunos estarão inseridos.

O que pode ser feito no contexto doméstico?

– Dentro de casa há muitas possibilidades. Uma delas, por exemplo, é o exercício diário que pais, babá ou algum outro familiar pode utilizar com a criança. Uma dica valiosa é o uso de alguma atividade dada pela fonoaudióloga, que pode ser tranquilamente dada no ambiente doméstico, tal como em brincadeiras, por exemplo.

– Os dispositivos eletrônicos podem ser itens interessantes para as crianças, uma vez que eles podem ter um estímulo visual bastante apurado. No caso dos tablets, os equipamentos contam com jogos educativos que têm tudo para atrair a atenção da criança.

Tratamento

Bastante aconselhável a presença de uma equipe formada por especialistas de diversas áreas, principalmente fonoaudiólogos, psicopedagogos e psicólogos. É preciso ressaltar que linguagem e comunicação; educação e psicomotricidade; e aspectos comportamentais devem ser trabalhados conjuntamente na hiperlexia com autismo.

 

Referências

BRITES, Clay. Características da hiperlexia em autistas. Entendendo o Autismo. 2019. Disponível: http://entendendoautismo.com.br/artigo/caracteristicas-da-hiperlexia-em-autistas/. Acesso em: 18 dez. 2019.

DICAS para melhorar a compreensão em crianças com hiperlexia. Neurosaber. Arapongas: Neurosaber, 2017. Disponível em: https://neurosaber.com.br/dicas-para-melhorar-compreensao-em-criancas-com-hiperlexia/. Acesso em: 18 dez. 2019.

 

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