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Educação inclusiva: desafios da formação e da atuação em sala de aula

Para uma educação inclusiva eficaz, os professores precisam olhar para as competências dos alunos, mais do que para suas limitações. Podemos dizer, que esse é um ponto de partida para enfrentar os desafios da formação e da atuação em sala de aula.

Dentre os inúmeros desafios que os professores enfrentam no cotidiano escolar, podemos dizer que os maiores deles estão relacionados a prática diária e a falta de formação. A educação especial não é mais paralela a regular e é preciso respeitar os diferentes ritmos de aprendizagem dos alunos.

A inclusão escolar deve ser debatida entre todos os profissionais da escola para encontrar as melhores maneiras de superá-los. Também é muito importante que a formação dos professores esteja conectada à realidade do cotidiano escolar.

Saiba mais, neste artigo.

Educação inclusiva e os desafios em sala de aula

Educação especial agora é educação inclusiva

A educação especial, ao deixar de ser paralela à escola regular, abre espaço para a educação inclusiva, que requer recursos específicos para atender a diversidade em sala de aula. 

As redes de apoio complementares ao trabalho do professor — Atendimento Educacional Especializado (AEE) são fundamentais para a inclusão. Isso porque para efetivar as práticas educacionais que promovem a inclusão dos alunos com necessidades especiais é necessário um esforço em conjunto para ensinar toda a turma.

Diferentes ritmos de aprendizagem em sala de aula

O professor ajuda seu aluno a desenvolver autonomia e as práticas de ensino devem estar voltadas para esse objetivo. Quando o planejamento pedagógico se baseia nas necessidades dos alunos, contempla os diferentes ritmos de aprendizagem.

A avaliação também deve ser coerente com a diversidade e ser ajustada, assim como o processo de aprendizagem. Dessa forma, a melhor alternativa é a avaliação processual, pois considera o desempenho dos alunos em diversas situações, além de reconhecer as necessidades de cada um. 

Embora as estratégias utilizadas dependam do estilo de cada professor, é importante ter flexibilidade no planejamento, nas formas de abordar os conteúdos e de promover a participação dos alunos.

A importância de focar nas competências dos alunos

Na educação inclusiva é muito importante que o foco esteja nas competências dos alunos e não em suas limitações. Para isso, a comunicação e interação entre alunos e professor é essencial, além da observação constante da aprendizagem de cada um.

Ao conhecer as características dos diferentes transtornos e deficiências, reconhecemos as limitações do aluno. No entanto, é preciso mudar essa estratégia é buscar focar nas potencialidades, já que quando o foco é nas limitações, isso pode ter um efeito negativo e paralisante no processo de aprendizagem.

Ao identificar as competências dos alunos, o professor se torna mais capaz de ajustar a prática pedagógica para atender suas necessidades. Dessa forma, é fundamental que o professor invista em sua formação e busque novos conhecimentos para atender as demandas da educação inclusiva.

Os desafios da educação inclusiva devem ser compartilhados

A formação dos professores é fundamental para a educação inclusiva, pois permite a transformação da prática pedagógica. Dessa forma, é muito importante que a escola ofereça espaços de discussão e troca entre os profissionais, com participação dos gestores.

A educação inclusiva é uma prática em construção por isso deve ser sempre debatida, a fim de superar os desafios impostos por ela. O professor deve ser valorizado e apoiado pelos gestores para poderem dar conta de ressignificar sua prática e atuar na diversidade.

A formação do professor deve ser coerente com o cotidiano escolar

A formação dos professores para uma educação que contemple a diversidade, deve considerar o conteúdo e seu desenvolvimento, de acordo com a realidade que vivencia em sala de aula.

Os cursos de formação, em geral, enfatizam as características das deficiências, mas faltam temas pragmáticos no processo de ensinar e aprendizagem. É preciso articular conhecimento com prática e considerar todas as dimensões de uma educação inclusiva.

É importante que a formação do professor englobe os serviços de apoio que a escola pode oferecer, a importância da integração com a família e o trabalho em equipe com a participação dos gestores.

O professor sozinho não faz inclusão, ele precisa da atuação dos gestores, de recursos e reorganização dos sistemas de ensinar para poder efetivar a educação inclusiva em sala de aula.

A educação inclusiva é uma educação para a diversidade e isso precisa ser bem compreendido para superar as dificuldades vivenciadas na prática. A falta de informação é um dos maiores obstáculos para sua efetivação

Agora que você já sabe um pouco mais sobre os desafios da formação e da atuação em sala de aula na educação inclusiva, compartilhe este artigo em suas redes e ajude outros profissionais!

Referências:

SILVA, Cirlene. OS DESAFIOS DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA E A ESCOLA HOJE. Anuário Acadêmico-científico da UniAraguaia, [S.l.], p. 133 – 146, Abr. 2015. ISSN 2238-6378. Disponível em: <http://www.fara.edu.br/sipe/index.php/anuario/article/view/274>. Acesso em: 25 Jun. 2021.

Braúna, E. F., Braúna, J. P. de A., & Lavor, F. I. G. de. (2020). DESAFIOS DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA NO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM. Revista Brasileira De Filosofia E História, 8(2). Recuperado de https://editoraverde.org/gvaa.com.br/revista/index.php/RBFH/article/view/7381

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1 resposta em “Educação inclusiva: desafios da formação e da atuação em sala de aula”

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