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Inclusão do aluno com deficiência intelectual na escola

A inclusão de crianças com necessidades especiais na escola é direito garantido por lei. No entanto, muitas pessoas ainda acreditam que o aluno com deficiência intelectual é incapaz de aprender, o que não é verdade. Ainda que as crianças com DI tenham atrasos cognitivos, elas são capazes de aprender, desde que a escola e os professores considerem suas dificuldades.

A deficiência intelectual é um transtorno do desenvolvimento. As crianças com DI apresentam um nível cognitivo abaixo da média para a idade. Dessa forma, podem ter dificuldade de adaptação e demorar mais para aprender e se alfabetizar do que outras crianças da mesma idade.

As crianças com deficiência intelectual tem dificuldades nas interações por não compreendem bem os códigos sociais. Geralmente são muito dependentes dos pais ou de pessoas adultas que lhe ajudam a decifrar os sinais sociais. Dessa forma, a inclusão desses alunos na escola requer adaptações nas práticas pedagógicas. Saiba mais, neste artigo.

Causas da Deficiência Intelectual

Antes de entrarmos na questão da inclusão é importante entender que a deficiência intelectual não é uma doença. Ela não tem cura, não é contagiosa, mas uma condição que pode ter diferentes causas.

Ainda que a ciência não consiga uma explicação clara para a causa da DI, a mais comum é atribuída à genética. Também existem riscos na gestação que podem causar a deficiência intelectual, como o uso excessivo de álcool ou alguma doença na gravidez que possa prejudicar o desenvolvimento do feto.

No parto, podem ocorrer complicações, como a falta de oxigenação necessária que leva a sequelas, como a DI. No Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM), a deficiência intelectual é definida como o estado de redução notável do funcionamento intelectual, que leva a limitações de aspectos do funcionamento adaptativo, como a capacidade de se comunicar, de se autocuidar, habilidades sociais, entre outros.

Como as habilidades mentais também são afetadas na DI, o aprendizado se torna um desafio. Tanto para as crianças, como para seus pais e professores.

A educação inclusiva

O objetivo da educação inclusiva é incluir todas as crianças com necessidades especiais nas escolas regulares, ainda que existam ainda muitos desafios que precisam ser superados. A inclusão de alunos com deficiência intelectual requer adaptações curriculares, ou mesmo das práticas pedagógicas para que seja efetiva.

Em 1988, um pequeno grupo no Frontier College, em Toronto, criou o termo ‘educação inclusiva’, que rejeita a exclusão e incentiva a participação de todos na escola. A essência do pensamento da inclusão está na aceitação da diversidade e na busca de equidade. 

Mais especificamente, o termo educação inclusiva se refere à colocação de alunos com necessidades especiais nas escolas regulares e a fornecer-lhes uma educação de qualidade dentro do processo educacional que atende aos alunos comuns. 

Inclusão do aluno com deficiência intelectual

Ainda que a teoria da inclusão seja essencial, na prática os professores enfrentam desafios diários para garantir o aprendizado das crianças com DI. É muito importante desenvolver um plano de aula que considere as características do aluno.

As crianças, tenham elas necessidades especiais ou não, aprendem melhor quando encontram significado do que está sendo ensinado. Ainda que seja um desafio considerar cada aluno em seu plano de aula, tente fazer isso, o máximo que conseguir, nem que seja uma vez por semana.

O professor precisa acreditar na capacidade do aluno com deficiência intelectual de superar seus limites. Conhecer seu aluno, saber quem ele é, do que gosta e do que não gosta, suas habilidades e dificuldades, é a forma mais fácil de dar sentido ao seu aprendizado.

Outra ponto importante da inclusão de alunos com deficiência intelectual, é a importância de criar formas de ensino que envolvam as emoções. Ou seja, agora que você já sabe o que o seu aluno gosta e o que ele não gosta, use esse conhecimento para propiciar experiências de ensino agradáveis para ele.

Por exemplo, se ele adora um determinado local do pátio da escola, que tal planejar uma aula da semana nesse local?

Como dissemos, as crianças prestam mais atenção naquilo que faz sentido para elas, com o aluno com DI isso não é diferente. Dessa forma, quanto mais o professor der significado a aprendizagem, mas o seu aluno vai aprender.

Uma última orientação, mas não menos importante, é usar o reforço positivo com o seu aluno com deficiência intelectual. Elogie cada acerto e premie seus avanços, sempre que puder, nem que seja com um abraço.

As crianças gostam de ver que aprovamos seu comportamento e o reforço positivo aumenta a possibilidade de que sigam agindo dessa forma. Além disso, os alunos se sentem muito mais motivados e confiantes.

Considere essas orientações ao elaborar o plano de aula para alunos com deficiência intelectual. Acredite, essas pequenas ações trazem benefícios para todas as crianças em sala de aula. Afinal, essa é a verdadeira inclusão, não é mesmo?

Se tem mais dicas para inclusão do aluno com deficiência intelectual, deixe nos comentários e contribua com a discussão!

Referências:

https://psicologado.com.br/atuacao/psicologia-social/deficiencia-intelectual-inclusao-escolar-e-social

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