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“Não quero ir pra escola!” Saiba quais as causas de recusa escolar em crianças autistas.

Retorno das férias, conflito com colegas ou mesmo preocupação com algum familiar doente podem influenciar no sentimento de aversão à escola.

A recusa escolar é uma angústia real manifestada pelas crianças típicas e atípicas.

O dia amanhece e começa a batalha. Você chama seu filho, mas ele se recusa a levantar da cama. Basta mencionar a palavra “escola” para que ele manifeste mal estar ou mesmo uma dor de barriga. Em autistas, a insistência dos pais pode disparar crises de ansiedade na criança, que demonstra o desconforto balançando o corpo ou batendo as mãos. Esses são sinais clássicos da chamada recusa escolar

Embora possa acometer todas as crianças, em autistas essa questão emocional poderá trazer sintomas específicos e os pais devem ajudar os filhos a encontrar a fonte desse incômodo para promover o retorno ao colégio. 

A recusa escolar é um dos fatores que mais afastam as crianças da escola e para lidar com ela é importante contar com o apoio dos profissionais da escola. Por isso, a primeira orientação aos pais é manter contato com a instituição e tentar entender se algo ocorreu durante as aulas. 

Esse sentimento de angústia pode ficar mais intenso e se manifestar como ansiedade, depressão e disparar crises nas crianças autistas, não só com as manifestações já mencionadas, mas com um maior apego às obsessões e rituais, a chamada estereotipia motora.

O que pode causar a recusa escolar?

 Antes de mais nada, é preciso diferenciar a recusa escolar com uma simples vontade de “matar a aula”. A criança manifesta uma angústia real e os pais percebem que há algo errado. Essa sensação vai variar desde a recusa de ir à escola até um agravamento emocional que impede a criança de sair de casa.

É comum que a recusa escolar apareça depois de longos períodos de afastamento do ambiente escolar, como o início do ano letivo, ou ainda no final do período. Crianças que estão iniciando a vida escolar também podem passar por essa questão emocional, especialmente pela separação física da mãe e do pai, suas principais referências.

Ao manifestar a recusa escolar, tenha em mente que seu filho está tentando evitar a escola ou tentando permanecer em casa por algum motivo. Os motivos mais comuns para não querer estar na escola são: conflito com colegas ou bullying, sentir-se sobrecarregado de atividades, mudança de sala ou turma, um dever de casa inacabado ou um evento escolar com muitas pessoas e barulho.

Caso o desejo seja por permanecer em casa, algumas das causas mais frequentes são: a sensação de segurança e conforto, o apego a atividades que gosta muito – como jogos eletrônicos – ou preocupação com algum problema que esteja ocorrendo no ambiente familiar, seja um bichinho ou ente querido doente até brigas entre os pais. 

Entenda a causa da recusa escolar

Pode ser difícil para a criança autista manifestar verbalmente o que está acontecendo. Algumas estratégias irão te ajudar a identificar o motivo por trás da recusa escolar.

– Para descobrir se está havendo algum conflito com outro colega, se ele está enfrentando alguma dificuldade em alguma matéria ou com um professor ou se há algo que ele está tentando evitar, pergunte se há algo errado. Formule a pergunta de maneira criativa, como “se você pudesse mudar uma coisa na sua escola, o que seria?”

– Se ainda assim for difícil para a criança explicar o que está acontecendo, tente perguntar sobre o dia dela dividindo as tarefas por partes (análise de tarefas). Por exemplo: como foi a ida até o colégio? E a aula de Ciências (cite as disciplinas)? E o recreio? E assim por diante. Utilize formas de critério como dizer qual foi a nota, de 1 (muito ruim) a 5 (muito bom), ou levantar ou abaixar o polegar para cada pergunta.

– Reflitam se houve alguma mudança em casa, se ocorreu algo que pode estar preocupando ou deixando a criança estressada/ansiosa. Algum falecimento, mudança de imóvel ou mesmo de decoração, o cachorro está doente?

Hora do retorno: como ajudar?

O foco dos pais será em identificar o disparador para ajudar a criança a ultrapassar o problema e retornar o mais breve possível à escola. Para isso, tenha em mente algumas formas de agir:

– Assim que identificarem o problema, pensem juntos em uma solução. Façam uma lista com diferentes formas de abordar a questão e escolham a melhor possível. Quanto mais autonomia a criança puder ter no processo, mais interessante será para ela.

– Antes do início das aulas, depois das férias ou de um feriado longo, relembre a criança do ambiente escolar, seja levando-a até lá ou mostrando fotos das salas, dos colegas, professores e funcionários.

– Mantenha uma comunicação constante com a escola. Se não houver, sugira a formação de um grupo de apoio com outras famílias, pedagogos e psicólogos. Converse com a coordenação sobre o período enfrentado pela criança e peça as tarefas escolares para que ela ou ele não fiquem para trás no conteúdo das disciplinas.

Forçar uma volta é altamente não recomendado, já que pode piorar o quadro. Mas no período em que a criança estiver em casa, faça com que o ambiente não fique convidativo demais, por exemplo, limitando o acesso à internet e à TV. É importante que todos os membros da casa saibam da estratégia para ajudar.

– Caso identifique alguma dificuldade escolar como motivo para a recusa, converse com o colégio sobre algumas propostas. Por exemplo: a criança pode retornar aos poucos, ficando apenas um período ou durante suas atividades favoritas? Há algum ambiente calmo para onde a criança possa ir para se tranquilizar? Ter professores e coordenadores especializados, que saibam lidar com crianças autistas, é fundamental para a compreensão dessas necessidades.

– Crie uma rotina em casa para ajudar a criança a lidar com a ansiedade. Arrume as mochilas, lancheiras e uniforme na noite anterior para garantir que tudo esteja pronto na hora; utilize frases afirmativas que dão menos brechas para recusas, trocando o “se” pelo “quando”, por exemplo: amanhã, “quando você estiver na escola” em vez de “se você for à escola”.

Por fim, caso a recusa escolar persista, procure ajuda multidisciplinar para auxiliar você e a criança nesse processo de retorno. Psicólogos, psicopedagogos e pediatras devem ser informados sobre a questão e possuem ferramentas para conduzir a família a uma resolução.

REFERÊNCIAS

School refusal: autistic children and teenagers. Disponível em: https://raisingchildren.net.au/autism/school-play-work/school/school-refusal-autistic-children-and-teenagers#signs-and-symptoms-of-school-refusal-in-autistic-children-nav-title

ATTWOOD, Tony. THE COMPLETE GUIDE TO ASPERGER’S SYNDROME, p. 151. Jessica Kingsley Publishers. Londres/2007.

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37 respostas em ““Não quero ir pra escola!” Saiba quais as causas de recusa escolar em crianças autistas.”

Gostaria de receber informações sobre crianças com AUTISMO pq meu filho é autisata grau moderado, mas esse ano não quer ir a escola de forma slgumz, ja não sei mas oque fazer.

Olá Maria, tudo bem?

Primeiramente agradecemos pela confiança! Nesses casos orientamos buscar um especialista pessoalmente para lhe dar melhores informações e orientação assertivas sobre o caso. De qualquer forma, temos conteúdos no youtube.com/neurosabervideos e Artigos em nosso Blog: http://www.neurosaber.com.br/artigos que podem te ajudar em muitas questões.

Sol,
Equipe NeuroSaber 💙

Meu Neto tem autismo leve, nos últimos tempos ele tem batido nos coleguinhas da escola…e, na gente em casa, além de jogar as coisas no chão, tipo: abrir a geladeira e jogar ovos no chão, jogar os produtos de limpeza e etc, o que podemos fazer?

boa noite estou tendo problemas sérios com a recusa escolar do meu filho autista de oito anos. ele está no 3 ano do fundamental em uma escola municipal aqui da minha cidade no paraná. ele chora grita, bate e joga coisas na gente pela insistencia em ir pra escola, ele reclama do recreio e de um aluno do 4 ano que ele diz que o provoca mas ja foi constatado que é o contrário é meu filho que provoca ele e meu filho diz que o menino e não quer de jeito nenhum ir a escola. a escola está acionando o conselho tutelar e vou ter problemas com a justiça por causa disso. qual a probabilidade de me tirarem ele? eu morro de medo disso e meu filho não tem noçao da gravidade que é essa recusa a ir pra escola. a pressão em cima de mim é diaria as pessoas me cullpam o tempo todo e quem realmente sofre é meu filho porque eu ja estou acostumada com a ignorancia da sociedade mas ele não entende. eu tento de todas as formas ajudar meu filho eu mais que qualquer pessoa no mundo quero que ele se desenvolva em todos os senbtidos principalmente na esocla porque sei do potencial dele. meu filho aprende rápido é super inteligente e essa recusa está prejudicando o desenvonvimento e a aprendizagem dele. ele tem um estagiario auxiliar a escola disse que ja fizeram de tudo p´ra ele se sentir acolhido e eu acompanho o empenho da escola e o nosso nucleo familiar também. porém ha um bloqueio que eu sei que é por causa desse menino que ele sente medo ou rejeição na cabeça dele o menino não gosta dele e o provoca, e meu filho não gosta do recreio embora a escola diga que ele interage e brinca com todos e não ve problema nenhum no desenvolvimento dele eu sei que as vezes um detalhe fica gravado na cabeça dele e faz com que ele nao queira ir pra escola. ele está sem tratamento nenhum no momento nem medicação nada… quando tinha era mais controlado mas depois que perdeu as terapias etc piorou muito, e ficou mais agressivo e irritado quando começa a segunda feira. ele tem consulta com o neuro dia 31 e vou edir informações sobre TOD TDHA DEPRESSAO BIPOLARIDADE E QUAISQUER OUTRA POSSIVEL COMORBIDADE QUE ELE POSSA TER DESENVOLVIDO. mas a questão da frequencia escolar está causando muita dor de cabeça a todos nos da familia. espero que consigamos ajuda-lo a resolver essas questoes.

Olá Leandra, tudo bem?

Agradecemos a sua confiança em compartilhar isso com a gente e pedir ajuda. Como você mesma relatou, é necessário que seu filho faça o acompanhamento com um especialista, para lhe dar melhores informações e orientação assertivas sobre o caso. De qualquer forma, temos conteúdos no youtube.com/neurosabervideos e Artigos em nosso Blog: http://www.neurosaber.com.br/artigos que podem te ajudar em muitas questões.

Sol,
Equipe NeuroSaber 💙

Eles podem repetir pelas faltas? Vou verificar se a neurologista dela pode dá uma cartinha justificando o que está acontecendo com ela do meio do ano pra cá. Depois do retorno das férias não consegui levá-la nenhuma vez!

Boa Tarde.
Eu sinto sua dor.
Minha filha age da mesma maneira e tem a mesma idade.
Por um detalhe não vai pra escola
Fasso de tudo e não vai.
A ultima fez não foi pq um menina olhou pra ela com “cara de cu”, segundo ela.
Me sinto perdido tambem…

Estou tendo problemas com a minha filha de 7 anos, ela se recusa a estudar grita pra não entrar,eu tenho wue levar na porta da sala de aula,ela na tem poblema nenhum só se Recusa ir já estou no meu limite

Bom dia sou mãe de um autista com altas abilidades ‘no momento está passando por grandes pressões na escola e se recusa a ir dizendo q está com medo … só não sabe me explicar do quê…estou preocupada com essa recusa ele está muito irritado ;perde a paciência com facilidade;disse q tem medo de explodir na escola;toma remédio para ansiedade já foi alimentado a dose;fico preocupada em tirarem elede mim ou de estar se prejudicando nos estudos

Olá Valéria, tudo bem?

Agradecemos a sua confiança em compartilhar isso com a gente e pedir ajuda. Orientamos que converse na escola e também com o profissional que acompanha o seu filho para que possam encontrar a melhor maneira de solucionar esse conflito, pois é muito importante para ele, porque a educação é umas das melhores opções para o desenvolvimento das crianças.

Sol,
Equipe NeuroSaber 💙

Acho a inclusão um direito de quem quer estudar! Mas obrigar uma criança especial a frequentar uma escola, sendo que isso está causando irritabilidade, transtornos e agressividade não é nem um pouco sensível. Acho que eles tem o direito de escolha, pois não acho correto uma pessoa que não sabe dialogar ser obrigada a estudar! Deveria ser lei toda pessoa com transtorno escolher, e tbm ter direitos ao inss, independentemente se o pai, mãe ou outros trabalhem! Isso chama-se humanidade!!

Olá Adriana, tudo bem?

É importante que a criança frequente a escola para que ela tenha independência, para que possa desenvolvimento das habilidades e potencialidades, por isso é importante procurar ajuda multidisciplinar para auxilio nesse processo de retorno. Psicólogos, psicopedagogos e pediatras devem ser informados sobre a questão e possuem ferramentas para conduzir a família a uma resolução. Temos muito conteúdos em nossas redes sobre a temática.

Sol,
Equipe NeuroSaber 💙

Meu filho passa com psiquiatra, faz terapia com psicologo e mesmo assim se recusa a ir, ja troquei de 3 colegios e nada faz ele querer ir. concordo com a colega quando diz que deveria ter uma lei onde possibilitasse ser responsabilidade dos pais assumir quando tenta e nao consegue fazer com o que o filho va para a escola e nao punir chamndo conselhor tutelar

Concordo plenamente com você. É uma falta de consideração e respeito por nós, família e com nossos autista ou qualquer outro transtorno.

Minha filha é autista (asperger- nível 1) tem 14 anos e terminou agora em 2022 o 9º ano do fundamental. Foi muito difícil chegar até aqui pois deste o tempo de confinamento devido a pandemia só piorou para que ela não quisesse mais voltar par escola (algo que ela já desejava). Durante 9 anos de escola eu a ensinei todas as matérias para que tivesse como fazer as provas e passar para o ano seguinte, mas 2º grau não dá mais para eu ensinar (física, química etc). Por isso não pretendo matricular ela para as classes do 2º grau. Vou procurar colocar ela em cursos livres e do interesse dela e quando ela tiver 18 anos vou colocar ela para fazer teste de supletivo (cuja nota pra passar é 5) e não são feitas provas de todas as matérias do currículo comum das aulas. Esse é meu plano e estou colocando aqui, pois isso pode ser útil como ideia para alguém que esteja em busca de uma ideia prática de como resolver o problema. Pois só sabe de fato quem está vivendo o problema. Não adianta os outros ficarem falando para você ir atrás de psicólogo, terapeuta etc. Quem está com o problema quer uma informação mais objetiva para poder avaliar se vai poder ou não colocá-la em prática.

Ola minha filha entrou no primeiro ano e no primeiro dia a prof me retirou da aula ela entrou em crise e nao quiz mais ir nao quer nem ouvir falar de escola nao sei oq fazer a escola tmbm nao esta pronta p recebê-la nao sei mais oq eu faço ?

Olá Debora, tudo bem?

Sem avaliação não podemos dar uma orientação precisa sobre o caso. É importante buscar um especialista para lhe dar melhores informações e orientação para uma intervenção. De qualquer forma, temos conteúdos no youtube.com/neurosabervideos e também em nosso blog que podem te ajudar em muitas questões.

Sol,
Equipe NeuroSaber 💙

Meu irmão tem 15 anos e foi diagnósticado como autista nivel de suporte 1. Depois do confinamento da pandemia ele simplesmente não quer ir a escola ,tem crises de ansiedade dor de barriga, mesmo usando medicamentos é difícil controlar. É uma luta diária e desgastante para toda a família. Mesmo com o apoio da escola e diversas estratégias ele não quer ir, cada dia inventa uma desculpa é um sofrimento diário.

Olá meu filho e autismo e tem dia que ele não quer ir pra escola no dois prerido de manhã e a tarde mas a escola quer que eu mande mesmo assim ele fala que já foi de manhã e por que a tarde também

Olá Gildene, tudo bem?

Tente conversar com ele e explicar os motivos pelos quais ele precisa ir para a escola e também converse com a escola para que vocês possam trabalhar juntos!

Jhulli, Equipe NeuroSaber 💙

Olá Eduarda, tudo bem?

Crianças com autismo têm experiências sociais variadas, e suas interações com outras crianças autistas podem ser positivas ou desafiadoras, dependendo das características individuais de cada criança. Assim como acontece com todas as crianças, a compatibilidade social não é determinada exclusivamente pelo fato de elas terem ou não autismo.

Alguns indivíduos com autismo podem encontrar conforto e compreensão em interações com outras crianças autistas, pois compartilham experiências e desafios semelhantes. Eles podem ter mais facilidade em se comunicar e se relacionar com outras crianças que também estão no espectro do autismo, já que podem ter interesses, formas de brincar e maneiras de interagir mais similares.

No entanto, é importante lembrar que o espectro do autismo é amplo e cada indivíduo é único. Alguns podem preferir interagir com crianças neurotípicas (sem autismo), enquanto outros podem enfrentar dificuldades em se relacionar com qualquer criança, independente de estarem no espectro ou não.

O suporte adequado, compreensão e inclusão por parte dos professores, equipe escolar e colegas de classe são fatores fundamentais para garantir que todas as crianças, incluindo aquelas com autismo, tenham uma experiência positiva e enriquecedora na escola.

Jhulli, Equipe NeuroSaber 💙

Boa tarde!
Aqui estamos passando um conflito com essa recusa que na vdd acontece desde 2 anos de idade. Agora ele agride a at e quando entra na escola só fica no pátio não entra em sala e não interage com as outras crianças em sala de aula, está uma situação frustante para ambus os lados pq sei que ele está sofrendo pq agora ele se joga ao chão as vezes se machuca e me machuca estou desesperada. Pois sei que só falar noe escola ele já entra surto e de imediato apresenta a recusa ele faz tratamento a mais de 2 anos, em uma clínica mais eu não vejo a evolução n na parte da restrição alimentar nem na parte de socialização. Ele tem 7 anos e não sei mais o que fazer pq percebo que se não fizer algo agora sei que futuramente será mais difícil. Vcs tem alguma sujestão a me fazer ?

Olá Esli, tudo bem?

Sinto muito ouvir que você está enfrentando essa situação difícil com seu filho. Lidar com a recusa em ir para a escola e comportamentos agressivos pode ser desafiador.
1.Comunique-se com a escola: É importante ter uma comunicação aberta com a escola e os professores para discutir o comportamento de seu filho. Eles podem oferecer apoio adicional na sala de aula ou ter estratégias específicas para lidar com essas situações.

2.Avaliação multidisciplinar: Considere buscar uma avaliação multidisciplinar abrangente para o seu filho, envolvendo profissionais especializados em autismo, como psicólogos, terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogos. Eles podem ajudar a identificar as áreas específicas de desafio e desenvolver um plano de tratamento individualizado.

3.Busque apoio terapêutico: Além do tratamento que ele já está recebendo, considere explorar outras abordagens terapêuticas, como terapia comportamental, terapia ocupacional ou terapia de integração sensorial. Essas terapias podem ajudar a melhorar as habilidades sociais, de comunicação e a lidar com a ansiedade.

4.Estabeleça rotinas e estruturas claras: As crianças com autismo geralmente se beneficiam de rotinas previsíveis e estruturas claras. Certifique-se de que seu filho tenha uma rotina diária estabelecida, com horários consistentes para as atividades, incluindo a ida à escola.

5.Explore estratégias de redução de ansiedade: A recusa em ir para a escola pode ser resultado de ansiedade. Trabalhe com profissionais especializados para desenvolver estratégias que ajudem seu filho a lidar com a ansiedade, como técnicas de respiração, visualizações ou atividades sensoriais.

Espero que encontre a ajuda que precisa!
Jhulli, Equipe NeuroSaber 💙

Meu filho tem 7 anos esse ano ele foi janeiro e fevereiro bonitinho na escola , de março para cá ele não quer ir mais da crises de choro eu não consigo sair com ele de casa .. ele tá com suspeita de autismo só que nenhum médico da o laudo não sei o que eu faço!! Eu não posso trabalhar por conta das crises que ele dá, tem dois messes que o medico receitou uma dose baixa se remédio para ver se ele acalma as vezes funciona as vezes não. E de toda forma ele não que4 voltar para escola … tem medo de ser agredido lá o que eu faço???? Preciso de ajuda pois não aguento mais

bom dia, eu ja comentei neste post, relatei sobre meu filho quando tinha oito anos e sua recusa a ir para escola. pois bem, dois anos quase tres anos se passaram, hoje ele está com 10 anos e no 5 ano do fundamental. moramos no paraná. aqui em união da Vitória, esse é o último ano dele no município, a partir do 6 ano é pelo Estado. não sei como funciona em outros municipios. a Escola mudou, agora temos o período integral e o regular. meu filho estudava a tarde, ano passado, se recusva a ir para escola como sempre, nesse sentido nada mudou. Este ano ele está estudando pela manhã, menor número de crianças na sala, ambiente mais calmo, pois a tarde são mais crianças e como já estão agitadas pelo dia então a “bagunça” é maior rsrs, mas mesmo assim, ainda continua se recusando a ir para a escola. agora já sem crises, porque quando percebo que ele começa a ficar irritado ou algo assim, já o acalmo e procuro entender porque não quer ir. nos dias atuais rsrs, a desculpa da vez é que tem um colega na sala que não para de falar, desconcentra todo mundo nas atividades, claro que eu sei que é u exagero da parte do meu filho, mas para ele é como se uma multidão falasse ao mesmo tempo em seu ouvido sabem? então, ele é assim, na segunda e na sexta geralmente ele não quer ir, mas não importa o dia na verdade, duas ou tres vezes na semana não quer ir, as vezes falta uma vez na semana mas nunca vai a semana toda. só que ele reprova por falta agora, até então passava por conselho porque a escola acreita muito nele, eles sabem da capacidade dele, todos sabem, ele é inteligente pra caramba aprende rápido e se interessa por adivinhem… kkk celular e jogos eletronicos e também agora robótica.mas ele ainda pode fazer tem que ter 11 anos para fazer robotica na instituição que ele quer fazer. e que é de graça sesc. ja falei que para fazer robótica é preciso que não falte aula na escola, mas mesmo assim, ele acha que tem razão em faltar, e na verdade ele tem mesmo na visão dele nos sentimentos dele, mas a questão é nem sempre damos atenção ao sentimento das crianças e o que objetivamos no cotidiano é seguir as regras, manter o “plano”. deveriamos como sociedade ouvir mais as crianças, respeitá-las como com qualquer pessoa em qualquer idade.vou pedir para o neuro se tem como ele escrever um relatorio ou uma declaração médica, para que relevem essas faltas e mandem atividades complementares para fazer em casa, sei que será dificil ele fazer e o meu filho também será dificl se concentrar em fazer. Mas devagar e sempre, passo or passo e vamos chegar lá. Abraços

Minha filha tem 16 anos e esta no 2°ano do ensino médio. Recentemente ela não quer saber de ir para a escola, ela chora pra não ter que ir, ela entra em pânico só de saber que tem que ir para a escola. Nunca tive nenhum problema com ela na escola, ela sempre foi uma boa aluna e elogiada pelos professores. Ela mudou de escola no ano passado e no começo não estava se adaptando muito bem, mas depois ela se acostumou com a escola nova e voltou a ir normalmente.

Esse ano ela simplesmente não quer ir mais, ela vai dois dias na semana, as vezes vai somente um dia na semana, tem semana que ela não vai nenhum dia. Não sei mais oque fazer. Já perguntei para ela se tem alguém na escola que está mexendo com ela, mas ela sempre diz que não e as amigas dela demonstram preocupação com a falta de presença dela.

Não sei se o problema tem começado devido ao fato de termos perdido a nossa cachorrinha que estava conosco a 13 anos, como ela cresceu com a cachorra era muito apegada ao animal ela sofreu muito com a morte dela. Porém já faz quase três meses que a cachorrinha morreu, ela até mostrou interesse em ter outro animal de estimação (um gato, pois ela disse que não quer mais cachorro), não sei se a falta de um animal de estimação está fazendo ela ficar assim, ou se a morte da cachorrinha deixou ela muito traumatizada como elas eram muito próximas, a cachorrinha dormia com ela, ficava o tempo inteiro atrás dela e ela sempre foi muito apegada na cachorrinha, talvez a morte da cachorra tenha desbloqueado algum transtorno dentro dela.

Olá, Ariana.

É possível que a perda da cachorrinha tenha afetado profundamente sua filha, especialmente se elas tinham uma conexão tão forte. O luto pode se manifestar de diferentes formas e pode afetar o bem-estar emocional e o comportamento.

Seria interessante considerar buscar apoio psicológico para ajudá-la a lidar com esse processo de luto e entender melhor o que está causando sua ansiedade em relação à escola.

Equipe NeuroSaber 💙

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