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O que é Escala Bayley?

O desenvolvimento de recém-nascidos tem estado na linha de investigação de pesquisadores há muitos anos. Para isso, estudiosos têm elaborado análises que possibilitam a criação de medidas que procuram proporcionar iniciativas pontuais quanto à saúde dos bebês. A utilização de escalas é uma dessas ações que visam ao estudo e à descoberta de situações que podem contribuir com a comunidade científica.
O desenvolvimento de bebês é algo muito mais complexo do que se pensa. É bem verdade que o período pré-natal também passa por um acompanhamento detalhado e necessário. Após o nascimento, as condições do recém-nascido são determinantes para a sua saúde.
No contexto da investigação médica, clínica e comportamental, a utilização de técnicas e instrumentos tem sido constante ao longo das décadas, pelo menos há quase 90 anos. Dentre esses itens, destaca-se a Escala Bayley. No entanto, antes de aprofundar em suas explicações, o leitor deve se manter informado acerca dessas formas de avaliação adotada por médicos e demais especialistas.

A utilização das escalas                                                

Essas escalas são usadas para promover a avaliação do desenvolvimento de bebês. Tais instrumentos têm sido comumente utilizados por estudiosos em pesquisas aplicadas, instituições de educação e até clínicas. Tudo isso é analisado a fim de subsidiar a criação de programas que versam sobre a estimulação precoce, na orientação do planejamento de ações pontuais tanto com as crianças quanto com seus cuidadores (RODRIGUES, 2012)
Entretanto, o mesmo estudo aponta que para os itens em questão realizarem tal ação, é necessária a utilização de instrumentos que sejam autênticos na missão de identificar as defasagens comportamentais dos bebês. O interessante é que Rodrigues (2012) salienta que os resultados obtidos através dessas análises tendem a levantar aspectos que são “passíveis de intervenção direta” (considerando o repertório infantil).
Além disso, eles podem dar indícios das possíveis causas que são atribuídas a fatores maternos como influência no desenvolvimento do bebê (sobretudo quando há interação inadequada ou pobre; crenças equivocadas, desinformação, ansiedade, depressão e outros fatores emocionais). O contexto social também entra nesse grupo, principalmente quando há pouca oferta de serviços de saúde, falta de creches, etc.
Outros pesquisadores são defensores das escalas como uma forma sistemática para avaliação e que permite a comparação do desenvolvimento do bebê ao que é estabelecido pela norma padrão. No entanto, esses estudiosos advertem que outras informações são importantes, como a interação familiar com a criança, por exemplo.

A Escala Bayley

Segundo Silva et al (2011), a Escala Bayley (ou Escala de Desenvolvimento Infantil de Bayley) foi publicada ainda em 1933. Elas são possuidoras de propriedades psicométricas para avaliar o desenvolvimento infantil. Sua padronização contém “padronização com referências normativas para crianças pequenas.”
O nome por trás da Escala Bayley é Nancy Bayley que, no ano de sua publicação, contou com um grupo de colaboradores. Essas escalas funcionam como meio de avaliar o estado do desenvolvimento da criança em estado particular (SILVA et al, 2011).
Ao longo dos anos, a Escala Bayley apresentou três versões, são elas: BSID I (1969), BSID II (1983) e BSID III (2006). Importante lembrar que até a data da primeira publicação (1969), muitos estudos foram realizados nesses quase 40 anos. As análises foram realizadas através de prática clínica com crianças pequenas. Ao final desse período, houve uma padronização em uma amostra que compreendia mais 1200 crianças, com idades variando de 2 meses a 30 meses. Essa amostra foi dividida em 14 grupos em 1960.

A Escala Bayley nos dias atuais

Interessante ressaltar que após anos de investigação aprofundada, estudos detalhados e aplicações, a Escala Bayley passou por atualizações bastante pontuais, como pode ser visto acima. Hoje em dia, as Escalas Bayley são utilizadas para avaliar os impactos gerados por condições biológicas, tais como prematuridade e baixo peso.
Nota-se que a comunidade científica está empenhada em continuar seus levantamentos a fim de propiciar constatações acerca deste e outros instrumentos que são necessários para a implementação de programas de intervenção em bebês. Tudo isso a fim de contribuir para o desenvolvimento dos pequenos e na saúde coletiva.
Referências
RODRIGUES, Olga Maria Piazentin Rolim. Escalas de desenvolvimento infantil e o uso com bebês. Educar em Revista, Curitiba, n. 43, jan./mar. 2012.
SILVA, Naíme Diane Sauaia Holanda et al. Instrumentos de avaliação do desenvolvimento infantil de recém-nascidos prematuros. Rev. bras. crescimento desenvolv. hum. v.21, n.1 São Paulo,  2011.
 
 

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