Voltar

O que tem a ver, alergias e intolerância alimentar com autismo?

Todo pai ou mãe de autista sabe como é difícil estabelecer uma dieta alimentar diária sem cair em uma rotina bastante rígida. Não são poucos os casos de crianças e até adultos que só se alimentam diante de uma situação curiosa: comidas com textura única, a mesma tonalidade; alimentos com a temperatura ambiente, que não sejam pegajosos; enfim, existe uma série de condições para que essas pessoas façam uma refeição tranquila. Entretanto, é notável os quadros de alergias e intolerâncias que as acometem com certa frequência.

A pergunta que fica diante da situação exposta é qual a relação existente entre o autismo e as ocorrências mencionadas acima? Vocês por acaso já perceberam isso de perto ou não? Os fatores são vários ou a origem parte de uma única fonte? A verdade é que a comunidade acadêmica ainda não chegou a um consenso sobre essas devidas condições que podem levar um autista a apresentar essas reações do organismo.

De qualquer forma, vale mostrar o que se sabe até aqui, mesmo que não se tenha uma resposta concreta, baseada na literatura médica, sobre a relação entre as alergias, intolerância alimentar e o autismo.

[thrive_lead_lock id=’2767′][/thrive_lead_lock]

O que estudos já indicaram?

– Segundo um relatório elaborado e divulgado pela Sociedade Brasileira de Pediatria, em agosto deste ano, o TEA (Transtorno do Espectro Autista) é uma patogênese não conhecida em seu caráter completo. Considera-se que haja uma determinada combinação entre vários genes, além de fatores epigenéticos e ambientais que interferem em sua expressão.

– O documento revela ainda que possa existir uma suposta relevância do eixo microbiota-intestino-cérebro na fisiopatogenia das pessoas incluídas nas síndromes abrangidas pelo TEA.

– Outra informação presente no estudo indica que existe uma associação de até 91% de sintomas gastrintestinais, a saber: diarreia, constipação, dor abdominal e distensão gasosa.

– No bojo dos estudos, o relatório salienta que pode haver várias hipóteses para os casos de sintomas gastrintestinais relacionados ao autismo, como inflamação intestinal, aumento da permeabilidade intestinal, alergia alimentar e alterações na composição da microbiata intestinal.

– O estudo, porém, não se arriscou a estabelecer uma conclusão definitiva acerca de tal relação, deixando em aberto novas impressões sobre a relação existente.

E o dia a dia? Qual é a dinâmica?

É verdade que muitos pais e responsáveis afirmam que seus filhos autistas demonstram resistência a certos alimentos. Além disso, há casos de intolerância alimentar com itens diversos.

Para lidar com essa limitação imposta pelo autismo, a solução encontrada pelos adultos é procurar auxílio médico para prover uma alimentação rica em vitaminas e até mesmo aumentar o cardápio da criança ou do adulto autista.

É verdade que a melhora vem a partir de um auxílio precoce, sobretudo quando os casos são analisados desde a infância. Os fatores ligados à intolerância alimentar, alergia ou aversão podem ser relacionados à hipersensibilidade (muito comum em autistas) a determinadas texturas e gostos. Cada caso precisa ser analisado de perto por especialistas para um diagnóstico mais assertivo acerca do paciente.

 

Você também pode se interessar...

33 respostas em “O que tem a ver, alergias e intolerância alimentar com autismo?”

Não duvido que seja muito dificil e complicado generalizar na medida que cada sujeito é único.
Mas como pensar uma resolução para a criança autista com 6 anos que em casa não come feijão, só arroz branco, bife “seco” e creme batido com legumes que não pode ser verde. Mas na escola como feijão desde que esteja separado do arroz e diz que não quer sujo.
Entra aí o quê? Consegue perceber alguma explicação ou causa?
Se for possível gostaria de uma resposta
Desde já grata
Leilá Lemos Collares

Oi Leila. Não sou nenhuma especialista em autismo, mas meu filho com 7 anos no espectro. Apresenta comportamentos diferentes em ambientes diversos. Em casa ele nao come frango cozido. Mas em outros lugares sim, pode ser que seja o cado do seu.

A explicação disso tem mais a ver com o traço de hiperseletiviade alimentar (comum no TEA), que tem mais a ver com ânsia por seguir um padrão, do que com intolerância ou alergia. É uma forma de estereotipia (comportamento repetitivo).

Essa criança tem TEA? Algumas crianças típicas tem hiperseletiviade alimentar também.

Estive recentemente em uma palestra que falava sobre esse tipo de atitude do autista, entende que na verdade o autista difere o ambiente da casa com ambiente da escola por exemplo lá ele come o feijão já em casa não consegui. O bom é que ele consegue comer agora a pergunta e o mais difícil fazer com que ele transfira o comportamento de comer o feijão que ele aprendeu ou adquiriu essa habilidade na escola e traga para a sua casa e em qqer ambiente. Espero ter ajudado de alguma forma boa sorte e sucesso.

Boa noite

tenho um lindo aluno autista,o Guilherme,está com tres anos,é muito bem cuidado e ratado pela família,sua ma~e é um exemplo de Ser humano Mãe e trocamos muitas experiências,ele tem todo acompanhamento de uma equipe multidisciplinar.
Guilherme,depois de muitas pesquisas e observaçoes pelos profissionais que cuidam dele,uma nutricionista descobriu um alimento que está fazendo o Guilherme comer:Farofa!! Começou com as farofas integrais, e hj Guilherme aceita a farofa comum.Gosta de feijão,do caroço,arroz.Come sozinho,toma suco,come a sobremes frutinha banana,maça.Tudo na medida dele,não é nada exagerado e estamos muito felizes,porque ele na creche não comia nada,as vezes a fruta.

Esperamos que a Ciencia avance cada vez mais na busca das descobertas para a melhoria da vida dos nossos autistas.

Excelente! A cada vez que leio um artigo destes, mais tenho vontade e interesse de aprender mais e mais…

Que bom que tem vocês para nos orientar um pouco,não ajuda muito mas serve para provar para as outras pessoas que a gente ”mãe”sabemos o que estamos dizendo.muito obrigado.

Intolerância alimentar tem muito a ver com invencionices dos ouvi dizer.
Autista não tem problema alimentar, e esta se necessário for fazer alguma alteração tendo em vista observações, consulte o médico (pediatra ou gastroenterologista infantil). Não há caminho melhor.

Tenho um autista de 16 anos, é muito seletivo em sua alimentação . Não consegue comer de jeito nenhum verduras . Come todo dia arroz com ovo. Come algumas frutas e pouca carne. Tem alergia alimentar com tudo que vai polvilho. Difícil a introdução de novos tipos de alimentos . Quando pequeno comia quase de tudo .

Muito bom este artigo esclarecedor sobre alimentação de uma criança Autista. Ainda não está tudo concretizado, precisa muito avançar para que se tenha um grande progresso, para poder ajudar esses país, com suas crianças Autista. Abraço a todos
Obrigada! Neuro saber por esta me mando todas esses informações!

Meu filho tem a Sindrome de Asperger, quando criança comia tudo, hoje com 19 anos é muito seletivo, não come nenhuma fruta, nem verdura e de legumes só come batata. Quando criança só comia o caldo do feijão se o arroz cobrisse ele todo. Precisa perder peso, mas fica muito difícil seguir uma dieta tendo esse transtorno alimentar.

Quero participar porque o conhecimento sobre o assunto só vai fazer com que eu como professora conheça meus alunos TEA. Obrigada por esse trabalho maravilhoso.

Meu filho tem 16 anos e Autista, mais adora biscoitos secos, não come verduras e as vezes tem crise de garganta dermatite alérgica.. ainda não identifiquei qual o motivo… pela qual. Ele entra em crise, Tem prioridade por refrigerantes, mais não costumo dar como frequência, percebo q ele sempre q toma fica com uma tosse seca… chegar até falta o ar.. o que faço?

Olá! Meu nome é Jaqueline, mãe do Gabriel de 12 anos. Há dois anos constatamos intolerância à lactose, quase uma alergia. Cortamos tudo que tem leite e introduzimos o leite sem lactose. Adora chocolate, na época comia com frequência Kinder ovo, também gosta de bolachas e foi muito complicado tirar tudo isso. Mas comia e come feijão, arroz, carnes e brócolis. Suportamos as muitas crises e hoje ainda acontecem, mas com menos frequência… Começamos a “camuflar” outros alimentos no molho da carne e hoje come bem melhor. Moranga, cenoura e tomate aceita bem, alguma bolacha sem lactose de vez em quando e conseguimos que experimentasse frutas que viraram sobremesa! Então, vai tentando misturar algo mais saudável com alimentos que ele gosta. Sei que é muito difícil, mas mais difícil é vê-los com dor ou fazer um exame e ver que não estão bem… Aqui suportamos as brigas, birras e gritos e Gabriel vem evoluindo muito bem. Há pouco começamos a solicitar que nos ajude, guarda suas meias e cuecas, seca a louça pra nós! Cada conquista é uma comemoração com ele, batemos palma e ele fica muito contente!
Isso não impede que coisas difíceis ocorram: na segunda passada tínhamos pediatra, ele queria ir ao mercado e não fomos… Gritou, se bateu, me bateu, foi tenso, mas não deixei de fazer o que precisávamos, esperar o pedi. Depois se acalmou e pode parecer duro, mas não fomos ao mercado… Porque por mais difícil que seja, eles não pôde se acostumar a ganharem as coisas com briga. Meu filho está quase do meu tamanho e é muito forte… Se ele internalizar este comportamento, daqui há pouco não vou conseguir mais sair com ele… E não vou aceitar isso! Amamos nossos filhotes e precisamos entender suas particularidades, mas temos que ter claro também que estão crescendo… Então família, sei que as mudanças são difíceis para nós é para eles, mas tenta pensar no que é melhor para teu filhote! Mesmo que seja complicado, tenha fé, paciência e muita determinação que você vai conseguir!! Abração! 😘

Eu só fico sem dores causadas pela intolerância, quando faço uma dieta apenas de saladas e proteína, sem carboidrados….o problema é conseguir ficar muito tempo nessa dieta, porque ela parece incompleta.

Tenho um Neto, que tem preferência por alimentos da cor amarela, não toma leite comum, só leite fermentado, mas na escolinha come o que não come em casa.

Eu sou mãe de um garoto lindo sem diagnóstico fechado,mas ele se alimenta super bem ,não apresentou seleção alimentar.

Importante essã discussão. Realmente a questão alimentar precisa ser estudada pois esse item está muito presente no aluno TEA. Obrigada pela contribuição. Nós de Mossoró RN estaremos com vocês dia 20 no encontro Pp em João Pessoa PB. Um abraço.

Muito boa sua matéria sobre o modo alimentar dos autistas, ajudará muito as mães.
Gostaria que vc fizesse um artigo ou me indicasse sobre algo remetido aos direitos do autismo.😘 obrigada.

Meu filho tem 30 anos. Este artigo descreve a condição dele. Alérgico a glúten, não come chocolate ou derivados. Problemas intestinais, gases (que não solta), reações alérgicas… Estas informações explicam muitas coisas. O cardápio dele é bem complicado e repetitivo.

Tenho pacientes Autista que os pais são adeptos da alimentação vegetariana e é positivo o resultado. Que as pesquisas avancem para melhor atendermos a demanda das crianças e adolescentes autistas.

Tenho um filho autista de 8 anos ele nao come carne adora arroz com feijao.prefere ficar com fome a comer macarrao.ou molho nao gosta que misture os alimentos.ele e super rigido nao gosta que altere em alguma coisa.

Adorei as informações….foram bem claras para e consigo esclarecer muita dúvida. Obrigada a essa equipe tão especial em nossas vidas .

Boa tarde

Tenho um filho autista ele é muito agitado gosta de ver tudo bagunçado, gosta muito de iogurte gosta muito de farinha e calabreza

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *