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Os 05 principais erros ao reconhecer o TOD em uma criança

Se a criança tem um padrão frequente e persistente de raiva ou irritabilidade em relação a você e outras figuras de autoridade, ela pode ter Transtorno Opositivo Desafiador (TOD).

Sabemos que mesmo as crianças com um bom comportamento podem apresentar reações desafiadoras às vezes.

Ainda assim, após o diagnóstico, existem erros que podem ser cometidos pelos pais, cuidadores e profissionais da educação que lidam diretamente com a criança. Continue lendo para saber quais são esses cinco erros e como evitá-los!

O que é TOD?

Crianças fazem birra às vezes, mas crianças com transtorno opositivo desafiador mostram comportamentos mais agressivos do que seus colegas da mesma idade. 

Uma maneira de distinguir uma birra típica e a presença do TOD é a gravidade do comportamento opositivo e sua duração. 

Para serem diagnosticados com TOD, as crianças precisam ter problemas de comportamento extremos há pelo menos seis meses.

Quais são os sintomas do TOD?

Às vezes é difícil reconhecer a diferença entre uma criança com “personalidade forte” ou sensível e uma com transtorno opositivo desafiador, já que é normal exibir um comportamento de oposição em certos estágios do desenvolvimento.

Os sinais de TOD geralmente começam durante os anos pré-escolares. Às vezes, o TOD pode se desenvolver mais tarde, mas quase sempre antes dos primeiros anos da adolescência.

Esses comportamentos causam prejuízos significativos na família, nas atividades sociais, na escola e no trabalho. 

Alguns dos sintomas mais comuns na criança com TOD são:

  • Estar incomumente zangado e irritado;
  • Pavio curto, ou seja, perde a paciência com facilidade;
  • Irrita-se facilmente;
  • Discussões constantes com figuras de autoridade;
  • Recusa a seguir as regras;
  • Comportamento vingativo.

Outra característica muito comum do TOD, são os prejuízos causados nos relacionamentos familiares. 

Frustrações diárias regulares – comandos ignorados, discussões – se acumulam com o tempo, e esses comportamentos negativos desgastam o vínculo entre pais e filhos e reforçam padrões agressivos de comportamento.

05 principais erros ao reconhecer o TOD em uma criança

Após o diagnóstico, é necessário uma atenção especial a esses cinco fatores que podem prejudicar o processo terapêutico de diminuição dos sintomas:

Participação passiva da escola

A escola é um local onde a criança cumpre regras, tarefas e rotinas e está sob a responsabilidade de autoridades que não são partes de sua família. 

Por isso, é necessário que a escola adote uma postura ativa quando se depararem com uma crise de uma criança com TOD.

Desta forma, é importante que o ambiente escolar esteja preparado para lidar com comportamentos opositivos desafiadores, evitando atender aos pedidos da criança durante uma crise de raiva e tratando a situação com serenidade e racionalidade.

Deixar de investigar comorbidades

Após o diagnóstico de TOD, é necessário fazer uma investigação sobre a presença das outras três comorbidades mais comuns associadas ao transtorno, sendo elas: Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Transtorno de Humor Bipolar (THB).

Ignorar a possível presença destes transtornos em conjunto com o TOD pode atrasar o processo terapêutico da criança em tratamento.

Acreditar que a medicação sozinha resolve tudo.

O tratamento do TOD é um tratamento multidisciplinar orientado por pediatras e psiquiatras.

A medicação tem apenas a função de diminuir as crises de raiva e fazer com que a criança tenha mais flexibilidade para lidar com as frustrações de seu dia a dia, mas apenas tem efeito quando aliada a outros tipos de terapia, como a Terapia Cognitiva Comportamental.

Falta de harmonia familiar

Após o diagnóstico, é importante que haja harmonia dentro do ambiente familiar, ou seja, é esperado que toda família mantenham uma postura firme em relação à criança e não tirem a autoridade dos pais e cuidadores envolvidos em seu desenvolvimento.

Não entender que você está à frente de uma criança com um transtorno. 

Por último, é necessário entender que a criança não é ruim, com más intenções.

Ela apenas não sabe lidar com o “não”, regras e contrariedades.

Assim como existem crianças que já nascem prontas para lidar com frustrações, também existem crianças que nascem com dificuldades de entenderem regras e rotinas e precisam de apoio e suporte de seus pais e cuidadores.

Qual a prevenção e tratamento para o TOD?

Não há maneira garantida de prevenir o transtorno opositivo desafiador. 

No entanto, um bom relacionamento familiar e um tratamento precoce podem ajudar a melhorar o comportamento e evitar que a situação piore.

O tratamento pode ajudar a restaurar a auto-estima da criança e a reconstruir um relacionamento positivo entre vocês.

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Referências:

Child Mind Institute. n.d. Oppositional Defiant Disorder Basics. [online] Disponível em: <https://childmind.org/guide/oppositional-defiant-disorder/> [Acesso em 10 agosto 2021].

Mayo Clinic. n.d. Oppositional defiant disorder (ODD) – Symptoms and causes. [online] Disponível em: <https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/oppositional-defiant-disorder/symptoms-causes/syc-20375831> [Acesso em 10 agosto 2021].

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14 respostas em “Os 05 principais erros ao reconhecer o TOD em uma criança”

Perfeito o POST,de maneira clara e objetiva entendi um pouco deste transtorno,lendo agora me deparei com uma criança no qual tinha todos estes aspectos mais achava que tá TDAH. Lendo agora com mais calma ,vi que. O transtorno no qual ele tinha era este o: TOD. Obrigada pessoal👏

Estou com dificuldades pra lidar com meu filho de 11anos ele tem todos esse sintomas mas só teve suspeita de tdah. Ele já passou por 5 escola

Olá Patrícia, tudo bem?

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Olá bom dia adorei todas essas informações tenho dois netos filhos de pais diferentes com todos esses sintomas um com 15 anos a outra com 17 ano mas acho que eu como avó e os pais das crianças também temos esse TOD o que faço me oriente por favor

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Sol,
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Meu filho e autista, o médico laudou com CID autismo e hiperativo. Na época ele tinha só 5 anos. Agente sabia lidar com ele. . Hj com 13 anos tá cada vez mas difícil agente lidar Ele tá muito agressivo bate 2m mim, do nada ele se irrita e tem muita força, larguei meu trabalho pra cuidar dele consegui passar 2 anos cuidando sozinha o pai trabalhando hj o pai teve q largar o emprego desde ano passado porq não consigo lidar com ele só não tenho forças.

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