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Por que é importante saber sobre os Graus de Autismo?

Vocês já notaram que um autista pode ser completamente diferente do outro? Além das peculiaridades intrínsecas a cada um dos indivíduos, existe também o que a comunidade médica chama de graus de autismo. No entanto, muitas dúvidas são relatadas em nosso site sobre isso.

Geralmente, pais e profissionais da educação não sabem identificar quando o Transtorno do Espectro Autista (TEA) é severo, moderado ou leve; pelo menos a princípio. A demora para essa percepção pode ser determinante na hora de procurar ajuda. Isso porque quanto tempo passar, menos eficaz será a intervenção.

Por que devemos diferenciar os três graus?

Justamente pelo tratamento adequado, pelo suporte necessitado aos pacientes. Imaginemos que uma pessoa com autismo leve consiga estudar no ensino regular e ter vida profissional satisfatória.

No caso do autismo moderado e severo, essa dependência fica comprometida de acordo com a intensidade de cada uma delas. O último tipo, inclusive, é caracterizado pela necessidade de um acompanhamento mais minucioso. As crianças ou os adultos com autismo mais grave precisam de auxílio para funções básicas, como a higiene pessoal, por exemplo.

As intervenções procuram diminuir esse aspecto e trabalhar todas as habilidades dos pacientes, desde a cognição, o afeto e a coordenação motora. A importância de saber os três graus está nesse detalhe.

Como ocorre essa divisão?

Os especialistas brasileiros se pautam em dois manuais para os casos apresentados: o DSM-V (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais – 5ª edição) e o CID (Classificação Internacional de Doenças – 10ª edição). O ponto de convergência entre eles é o fato de ambos considerarem o autismo como Transtorno do Desenvolvimento.

No entanto, o DSM-V incorpora todas as divisões do autismo dentro do Transtorno do Espectro Autista (TEA). A CID procura especificar cada um dos tipos, por exemplo: autismo infantil, atípico, Síndrome de Asperger, entre outros.

Algumas características marcantes dos diferentes graus

– Leve:

O problema na comunicação pode ser percebido, mas não é empecilho para que o paciente interaja socialmente e nem deixe de desempenhar funções que valorizarem ainda mais o seu contato com as demais pessoas. Alguns problemas de organização tendem a favorecer a ajuda de uma pessoa. Entretanto, são situações pontuais que, acompanhadas por um profissional, devem mostrar progressos.

– Moderado:

As deficiências de linguagem são aspectos muito comuns nesse grau. Além disso, os autistas moderados também necessitam de um determinado suporte e podem apresentar algum transtorno de comunicação.

– Severo:

Este nível é o mais sério por caracterizar o estado em que a criança ou adulto convive com problemas para se expressar, habilidades cognitivas baixas, inflexibilidade comportamental e tendem mais ao isolamento. Neste caso, a intervenção deve começar o quanto antes para que os efeitos do autismo não comprometam a qualidade de vida do paciente e de sua família.

Conversando com o médico

O contato com um especialista é sempre a melhor alternativa para tirar dúvidas acerca do autismo, dos tratamentos e de qualquer outra informação que existir. Não deixe de procurar ajuda.

 

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3 respostas em “Por que é importante saber sobre os Graus de Autismo?”

Olá boa noite!
Tenho interesse em me aprofundar mais neste assunto, pois tenho aluno com TEA. O problema é sempre os valores.
Abraço.
Prof Lurdes

Eu gostaria sim de obter o curso e conhecer mais sobre o assunto tenho dois netos com problemas um com altismo, o qual os medicos dizem ser moderado, e a outra tem transtorno global do desenvolvimento, alem dos meus netos eu gosto muito de criancas e sim quero aprender muito mais sobre estes asuntos e tambem sobre a sindrome de down e sobre a crianca em geral sou brasileira e no meu pais este assunto ainda nao temos muito conhecimento e por isso as criancas muitas vezes nao sao inclusas nas Escolas ou em atividades levando assim a ficarem fora da sociedade nao podendo trabalhar faszer algo referente ao atletismo musica pintura ou outras coisas, se eu puder fazer o curso ficarei grata no momento nao posso pagar por um curso mas ficarei grata se puderem oferecer-me uma bolsa, pois ja tenho 58 anos mas gostaria de se for possivel levar uma luz sobre este assunto ao meu pais ainda que seja so com palestras creio que estarei ajudando a muitas criancas a serem inclusas e pais a terem uma condicao de vida melhor, desde ja agradeco. Esmeralda de Castro.

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