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Qual a importância da mediação no Autismo

Entenda a importância da mediação no autismo na inclusão escolar de crianças com TEA.

As crianças com TEA — Transtorno do Espectro Autista — apresentam dificuldades de aprendizagem devido a algumas características comuns no espectro, como comportamentos restritos e repetitivos, dificuldades de comunicação e interação social.

Dessa forma, torna-se essencial criar estratégias pedagógicas eficazes para ajudar os alunos com autismo a superar suas dificuldades de aprendizagem. A mediação é uma importante ferramenta para a inclusão dessas crianças, desde que haja uma compreensão profunda dos comportamentos e necessidades de cada aluno.

Saiba mais sobre mediação no autismo, neste artigo.

A mediação no autismo

As estratégias de mediação no autismo contribuem com a inclusão escolar das crianças com TEA. A inclusão é fundamental para dar aos alunos com autismo ou outras necessidades especiais a possibilidade de superar seus desafios na aprendizagem.

Como a comunicação e a interação social no espectro podem ser prejudicadas, a mediação pedagógica favorece o relacionamento dos alunos com autismo e seus pares. Os déficits de linguagem e alterações de comportamento também interferem na aprendizagem e o mediador tem um importante papel nesse sentido.

As crianças com autismo se beneficiam com a mediação pedagógica uma vez que muitas escolas ainda não se encontram preparadas para realizar um processo de inclusão eficaz. 

TEA — Transtorno do Espectro Autista

O TEA é um transtorno do neurodesenvolvimento que apresenta déficits na comunicação, no comportamento e na interação social. As crianças com autismo enfrentam enormes desafios na aprendizagem, principalmente devido às dificuldades de comunicação, de interação e interesse restrito.

A criança com autismo, geralmente, apresenta dificuldades para interagir com seus colegas, seja devido a atrasos na linguagem ou pelos comportamentos desafiadores que dificultam a interação social e a aprendizagem.

A importância da mediação no autismo

Na mediação social, o mediador ajuda a criança com autismo a interpretar os objetos e eventos do ambiente, assim como a compreender seus usos e funções sociais.

Na educação infantil, o papel do professor é promover o desenvolvimento motor, sócio afetivo, linguístico e cognitivo da criança. O mediador, portanto, precisa de um planejamento claro e em conjunto com o professor.

O objetivo da mediação no autismo é ajudar o aluno a adquirir conhecimentos através de uma orientação deliberada e explícita. Isso deve ser feito através de um investimento nos processo de significação e ressignificação da criança para além de seu diagnóstico.

É importante entender a forma de interação de cada criança, ajudando-a a significar gestos e palavras em suas interações na escola. No dia a dia, o mediador deve ter em mente desconstruir preconceitos e estigmatizações relacionados ao autismo.

As estratégias de mediação no autismo devem focar no desenvolvimento da aprendizagem da criança, considerando as zonas de desenvolvimento proximal e maturando aprendizagens que ainda não estão consolidadas.

É importante que o mediador considere as características únicas de cada aluno, mas também que invista em suas potencialidades, aproveitando as oportunidades de interação social.

Inclusão e mediação no autismo

A inclusão escolar da criança com autismo requer um planejamento prévio para avaliar as características de cada criança e entender o ponto de partida para um trabalho pedagógico.

As estratégias devem ser criadas a partir de um ponto de partida claro que considere as necessidades de cada aluno. As estratégias devem focar no desenvolvimento de habilidades básicas, sempre tendo como referência a própria criança.

É importante compreender o nível de comprometimento de cada criança com autismo, já que isso pode variar muito. As estratégias devem ser flexíveis e compatíveis com o currículo pedagógico.

É importante que a criança participe das mesmas atividades que os colegas, mesmo que em alguns momentos precise de uma atenção mais individualizada do professor. Nesse sentido, o papel do mediador é operar apoiando o professor com toda classe.

A inclusão escolar é um processo dinâmico, que exige do professor e do mediador a confiança na capacidade dos seus alunos. Essa atitude viabiliza um ambiente pedagógico cooperativo, onde o mediador é um colaborador do processo de aprendizagem do aluno com autismo.

A criança com TEA é um sujeito ativo em sua aprendizagem e a prática pedagógica deve se adaptar para promover a participação do aluno. O professor e o mediador precisam ser flexíveis, escutar e acolher o aluno.

Uma educação realmente inclusiva requer o desenvolvimento de um processo de aprendizagem que contemple as dificuldades e favoreça a pesquisa, colocando o aluno como sujeito de sua aprendizagem.

Além disso, a criança com autismo precisa de atenção, pois pode ter dificuldade de interação, o que exige uma metodologia flexível e a participação de um mediador. O processo de aprendizagem tem uma dimensão subjetiva e o vínculo afetivo entre professores e alunos é fundamental.

O planejamento pedagógico na inclusão de alunos com autismo deve ser coerente com a realidade do aluno. Os professores precisam se familiarizar com as características do TEA e com as especificidades de cada aluno para criar estratégias eficazes, com o mediador.

Contribua com a discussão e deixe nos comentários a sua experiência com a mediação no autismo!

Referências:

COSTA, Carla Patrícia da Silva Guedes, Rubenil da Silva Oliveira. A IMPORTÂNCIA DO USO DE ESTRATÉGIAS DE MEDIAÇÃO PEDAGÓGICA PARA A INCLUSÃO DO ALUNO COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA).

PRISTA, Rosa Maria. Autista fala e pensa: um estudo sobre a mediação da maternagem e paternagem. Vínculo [online]. 2014, vol.11, n.2 [citado  2021-05-27], pp. 31-40 .

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