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Sintomas de TDAH podem atrasar o diagnóstico do autismo

Por acaso algum de vocês já se pegou confuso em relação aos sintomas do TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) quando comparados àqueles manifestados no TEA (Transtorno do Espectro Autista)? Caso a resposta seja sim, não se preocupem, vocês não estão sozinhos.
No entanto, a preocupação deve existir, sim, quando alguma criança tem o diagnóstico postergado por conta dessa ligação entre os transtornos. Afinal, a observação feita por um especialista deve se pautar na efetividade de seus métodos para um diagnóstico correto.
O problema do atraso pode ter origem na facilidade que algumas características são evidenciadas no TDAH em detrimento do TEA. Isso é algo que precisa ser acompanhado de perto pelos profissionais.  É necessário que os pais contem com o auxílio de um especialista para orientá-los de maneira correta.Vejam algumas informações indispensáveis.

Por que alguns sintomas aparecem ‘menos’ que os demais?

Estudiosos creem que a possibilidade de os sintomas do autismo serem diretamente manifestados mais facilmente em relação aos do Autismo acontece pelo fato de a hiperatividade e a desatenção (presentes no TDAH) aparecerem de forma mais evidentes do que os problemas de comunicação e as estereotipias (presentes no TEA). Sendo assim, é como se os sintomas do TDAH tivessem mais percepção do que aqueles do TEA, provocando o diagnóstico tardio.
Vale lembrar que o levantamento sugere que os médicos possam seguir as orientações da Academia Americana de Pediatria a fim de que seja estabelecido um rastreamento para o Transtorno do Espectro Autista e, assim, evitar que mais diagnósticos sejam dados tardiamente.

O que dizem as pesquisas?

Um estudo realizado por pesquisadores do Hospital Infantil de Boston (EUA) foi responsável por fazer uma revisão acerca do levantamento nacional da saúde da criança daquele país. O levantamento contou com 1.500 pacientes, com idades que variavam entre 2 e 17 anos com algum espectro do autismo. Os estudiosos obtiveram as seguintes descobertas:
– Em média, as crianças que foram inicialmente diagnosticadas com TDAH receberam o diagnóstico de autismo 3 anos mais tarde do que aquelas que conviviam com TEA mas não tinham sido diagnosticadas com TDAH.
– Aproximadamente 1 em cada 5 crianças diagnosticadas com autismo já tinham um diagnóstico do TDAH.
– Em geral, as crianças com TDAH eram quase 30 vezes mais propensas a receber o diagnóstico de TDAH após os 6 anos de idade.
– O atraso no diagnóstico mostrou-se verdadeiro, independentemente da idade da criança ou da gravidade dos sintomas do autismo.

Quais são os principais sintomas do TDAH?

  • Desatenção frequente em situações do cotidiano (obrigatórias e lúdicas);
  • Dificuldade para seguir instruções ou finalizar o que devia (alguma tarefa);
  • Não se familiarizar com atividades que peçam raciocínio ou atenção (atividades que necessitam de esforço mental);
  • Ficar distraído por estímulos externos e não prestar atenção ao que se passa dentro do contexto ao que está inserido;
  • Perder objetos que fazem parte de alguma função rotineira; Bater mãos e pés quando precisa ficar parado;
  • Levantar-se da cadeira a todo instante (inquietação total);
  • Não ter paciência de esperar o outro terminar as atividades e querer passar na frente.

Vale dizer que os sintomas do TDAH ligados à impulsividade, geralmente, são os mais perceptíveis às pessoas que estão ao redor; já aqueles que estão ligados à desatenção, podem ser percebidos por pais e educadores, por exemplo.
 
 

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6 respostas em “Sintomas de TDAH podem atrasar o diagnóstico do autismo”

Parabéns pela publicação do artigo, com certeza contribuirá muito com a minha prática pedagógica.

Muito bom o esclarecimento. Meu filho quando tinha 5 anos foi diagnosticado com TDAH,,,com 6 anos fecharam o laudo de autismo leve, CID F84.

minha filha foi diagnosticada com TDHA desde pequena, e notamos que quando ela trocou de escola, passando do fundamental para o ensino Médio, ela teve um surto o que antes era raro para nós começou se tornar quase que rotina ela ter convulsão, se bilíscar, as pernas sempre mexendo, ate nos pedir para o neuro uma nova avaliação, com uma pisicopedagoga/psicologa, para fazer toda testagem, foi onde ficamos surpresos ela é autista leve, mas quando está nervosa ou com medo de algumas colegas ela é outra menina, isto me doi, pois a escola nos ajuda muito pouco na inclusão, e noto que o jovem é ruim e eu como mãe luto para ela ser aceita, a escola varias vezes já me chamou para ver se não quero trocar de escola, mas acho que ela iria sofrer mais, pois sempre pergunto para ela se ela queria mudar e ela não aceita, isto que ela estuda em uma escola que vai preparar futuras professoras, fico muitas vezes me perguntando como elas vão fazer com alunos com problemas na sala, se hoje elas excluem.

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