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TDAH na sala de aula – Dicas para professores

Quem acompanha nossos artigos já sabe que o TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) é um tema que sempre volta a ser tratado para uma abordagem específica. O enfoque de hoje está na forma a qual os professores podem utilizar a fim de proporcionar um percurso pedagógico rico e atrativo para os alunos que vivem sob esta condição. Antes de falar o que pode ser feito pelos educadores, é interessante relembrar o que é TDAH.

O que é TDAH?       

TDAH é uma das causas de dificuldade de aprendizado de natureza neurobiológica mais comum durante a infância e a adolescência. Ocorre em 6-10% das crianças e pode acarretar em sérios prejuízos no rendimento escolar e na capacidade de se apropriar da aprendizagem adequada da leitura, escrita e matemática. O diagnóstico deve ser o mais precoce possível a fim de prevenir lacunas de conteúdo e futuros distúrbios de aprendizagens.

O que o professor pode fazer?

– O educador deve saber o que é TDAH. Não adianta receber o relatório médico com o diagnóstico e não ter como conduzir essa criança no dia a dia. O TDAH não é só hiperatividade, mas também leva a problemas de função executiva, memória de trabalho e operacional não verbal; atenção seletiva, atenção sustentada, etc.
– Importante que o professor receba o relatório com a situação do estudante. Muitas vezes, esse documento consta orientações que devem ser conduzidas e podem ser implementadas;
– O aluno com TDAH deve sentar na frente, mais próximo ao professor. Isso é fundamental porque quanto mais perto do educador, menos fatores a criança terá e que tendem a tirar sua atenção e concentração.
– A aula deve ser motivadora, dinâmica e prática. A linguagem adotada deve ser simples e objetiva. Durante a sua fala, observe o aluno e perceba se ele está envolvido com a explicação, se entendeu o que foi exposto. Por isso, é muito importante repetir o conteúdo em alguns momentos durante a aula, mudar o tom de voz para enfatizar determinados pontos (principalmente aqueles mais determinantes);
– Faça perguntas durante a aula. Coloque questões no começo, instigando os alunos a um desafio. Condicione essa tarefa a algum benefício, como alguns pontos extras, por exemplo. Dessa forma, os alunos ficarão motivados a prestar mais atenção naquilo que foi exposto;
– Estimule a pesquisa, a busca de informação que pode ser acrescentada à matéria básica. Quando a criança com TDAH é elogiada, ela tende a demonstrar mais força de vontade. Se ela perceber que pesquisou mais a fundo e ganhou reconhecimento por isso, ela se sentirá mais estimulada a continuar;
– É muito importante que desde o início do ano sejam estabelecidas regras e rotinas que serão seguidas durante o período letivo. Crianças com TDAH têm muita dificuldade de ter noção do limite; do que pode e do que não pode.

TDAH na escola conta com 3 eixos. Quais são eles?

Esses eixos de ação têm a intenção de estabelecer as estratégias necessárias para potencializar a aprendizagem do aluno e o aperfeiçoamento do professor frente aos desafios que podem surgir no decorrer do exercício do ensino. Os três eixos são os seguintes: didática em sala de aula, meios de avaliação e apoio organizacional.

O ambiente doméstico contribui para o desempenho em sala de aula

O empenho observado dentro de casa reflete muito na vida acadêmica. Isso ocorre porque quando o aluno com TDAH é estimulado para além dos muros da escola, ele tende a levar isso para todo lugar. No entanto, é necessário que os pais ou demais responsáveis também estejam comprometidos a proporcionar essas atitudes. A família tem sempre um papel fundamental no que diz respeito ao desenvolvimento da criança.

Referências

ESTRATÉGIAS pedagógicas para alunos com TDAH. Neurosaber. Neurosaber: [Arapongas], 2016. Disponível em: https://neurosaber.com.br/estrategias-pedagogicas-para-alunos-com-tdah/. Acesso em: 18 jan. 2020.
TDAH na sala de aula – Dicas para professores. [Arapongas]: Neurosaber. 1 vídeo (5 min.). Publicado por Neurosaber. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=pQj5exw5KvA. Acesso em: 18 jan. 2020

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8 respostas em “TDAH na sala de aula – Dicas para professores”

Boa noite, meu filho foi diagnosticado com TDAH e DPAC, temos dificuldades de lidarmos com essa situação. Estamos pesquisando para que possamos entende-lo para poder ajudá-lo, sabemos que não é fácil. Porém, acreditamos que estamos no caminho certo. Por isso quero dizer que está matria veio de encontro ao que estava procurando, com dicas e orientações. Gostei!!

Esse site é excelente! Uma linguagem clara e precisa. Sou educador e tenho essa clientela,essas orientações e informações tem contribuído bastante de forma significativa, tenho sugerido o mesmo aos pais e também aos meus colegas de trabalho.

Bom dia!
Tenho aluno com TDAH , onde no início da aula ele presta bastante atenção, mas depois que voltamos do intervalo ele já não realiza nenhuma atividade e muitas vezes atrapalha os colegas o que devo fazer.

Sou admiradora da NeuroSaber q já venho acompanhando um tempo.
a professora sinto está deixando ele de lado por algo pessoal q se passou. pode ser intuição de mãe, mas os encontros, a intuição que tenho .. Aconteceu algo delicado na escola de meu filho de 7 anos, turma 2º ano fundamental, primeiro foram os apelidos, segundo o desrespeito em relação a comparação de notas e todos rirem dele por ter tirado 5,5,ele mostrando pq os amigos pediram e começaram a rir falando q a nota era ruim e baixa, e ele não tinha noção e me perguntou cabisbaixo qdo chegou em casa, e aí ele nos pediu pra sair da escola. Em conversa com a psicóloga e professora elas mandaram fazer um exame no neurologista pra ver se ele tem déficit de atenção, pois realmente se distrai com tudo, mas faz os trabalhos mas no seu tempo, a professora sempre pula para os livros deixando os q estão na cópia do quadro pra trás. Numa reunião elas disseram q meu filho terá q ter alguém com ele pra acompanhar!!!! se der positivo pro déficit, E ela a profa não pode atrasar a turma se ele ou outros copiam devagar. Nosso filho tem dificuldades em entender algumas questões mas não são todas pois eu estudo com ele diariamente, faz tudo sozinho, criança muito esperta mas se distrai, e por este fato querem q tenha alguém com ele pq a escola não faz isso. A turma só tem 12 alunos. Ele entrou no Pré I nunca tivemos esse tipo de problema ter alguém com ele acompanhante em sala. Passou pelo pré II professora elogiava ele , fazia cópias tão caprichosas, e depois veio a EAD aula remota profa maravilhosa muito criativa, e ele muito participativo, e elogiado. Este ano tudo mudou da d’água pro vinho. Sinto que essa professora não tem paciência e levou pro lado pessoal pq o filho dela fazia bullying com meu filho e só levei quase 1 mês pra falar de tão constrangida por ser o filho dela , da profa! e achando q o menino pararia até qdo meu filho me contou q queria sair da escola. Eu conversei com a mãe do menino q é a professora tbm mesma classe do menino e pedi praor favor conversar com ele, parar de por apelidos pq meu filho gosta do amigo e estava triste e não queria voltar a escola pq este amigo fez com q os outros também o chamassem assim, meu filho numa situação dessa ele se diminui, se encolhe pq já presenciei dentro de um shopping isso. Ele não briga e não revida pq é a forma q o educamos. Já tivemos reunião de pais eu, meu marido e professora, a psicóloga na 2 reunião falou conosco numa linguagem q me sinto tão mal, como se nós dois fossemos pessoas tão longe de saber as coisas do mundo, Estudo Pedagogia indo para o 3 período pela Faculdade Descomplica, onde tenho várias amigas que fazem e fizeram curso aqui e onde conheci vcs, fiz os cursos, li, tenho aulas de desenvolvimento afetivo emocional e Psicologia da aprendizagem q fala de todas as fases do meu filho e ele nem foi fazer o exame ainda !!! só foi a consulta. Não sei mais o q fazer a quem recorrer para nos orientar. Não entendo a professora dele e nem mesmo a psicóloga já teve muitas conversas. É uma escola pequena do bairro daqui ao qual confiei e hj estou desmotivada, chateada, eu gostava tanto desta escola, mas eu não sabia na verdade q em certas situações que passei a conhecer melhor e eu q escutei tanto e não acreditei num depoimento de uma mãe, pelo tratamento tbm q deram a ela. Nestes 4 anos as crianças especiais este ano não estão mais na escola, saíram.. uma criança com síndrome de Asparger, essa q a mae me contava do tratamento com ela na escola qdo a chamavam pra conversar, saiu uma cadeirante, uma criança hiperativa, não sei direito o q, mas sei q só ia pra brincar. Todas as crianças especiais q estudaram com Saulo não estão mais lá. Uma delas a mãe me dizia q a profa não tinha paciência com o menino o q tem asparger..saiu tbm, temo pelo meu filho. Não sabemos o diagnóstico, ainda vamos fazer o eletro q o neuro pediu, mas e se não der nada de todos os exames de tudo q nos pedirem, elas podem tratá-lo assim? por favor se alguém poder me enviar um e-mail pra me confortar e orientar eu agradeço demais. Mantenho sigilo. Só preciso de conselho de um profissional q entende crianças. Não tenho como pagar psicólogo, senão já estaria lá. queria muito fazer os cursos, mas ainda estamos apertados, mas pretendo sim, não apago-os e-mails dos cursos na esperança de me inscrever com os materiais e ajudar o meu filho. Ele é brincalhão, falante, adora conversar com todos, em tudo q lugar, tem um carisma, nao falo por ser meu filho, ele é assim, ele encanta as crianças, onde vai todos querem brincar com ele, é gentil, carinhosos, sorridente e feliz! e assim faremos tudo para que permaneça. Minha gestação fiz todos os exames, tudo normal com ele graças á Deus. Gestação tranquila, curtimos muito. Grata. obrigada por todas as lives q ajudam tantas pessoas. Deus Os abençoem. Kátia farias

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