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Tratamentos para autismo: 5 terapias essenciais para o TEA

Os tratamentos para autismo ajudam a melhorar habilidades, como a comunicação, além de reduzir os sintomas, como as estereotipias.

Quanto antes o tratamento para autismo iniciar, maiores serão os seus efeitos. O diagnóstico precoce de autismo ajuda nesse sentido, pois quanto antes as intervenções começarem, mais cedo será possível regular os sintomas e estimular os aprendizados.

As terapias para o TEA — Transtorno de Espectro Autista — envolvem psicoterapia, fonoaudiologia, fisioterapia, terapia ocupacional e psicopedagogia. O trabalho multidisciplinar é fundamental para melhorar a qualidade de vidas das pessoas com autismo. 

Conheça, neste artigo, as 5 terapias essenciais para o TEA.

Tratamento para autismo

O tratamento para autismo depende do nível de comprometimento de cada criança. Por isso, ao perceber sinais de TEA em seu filho, procure ajuda de um especialista. O objetivo das intervenções terapêuticas é reduzir os sintomas e promover a independência da criança com autismo.

Para os casos mais graves, a conquista de habilidades como se vestir sozinho, escovar os dentes e se alimentar, são os principais objetivos do tratamento. Assim como, melhorar a comunicação, para que possam expressar suas necessidades e emoções adequadamente.

Em casos de autismo leve, as terapias têm como objetivo melhorar a interação social, para que a criança possa se sentir confortável com outras pessoas. Essa conquista, a ajuda a fazer amigos, criar vínculos e a se desenvolver acadêmica e profissionalmente.

Cada criança é única, por isso o tratamento para autismo deve considerar cada caso. As necessidades de cada pessoa irão direcionar as terapias para o TEA. Alguns precisarão de focar mais em aspectos da comunicação, outros, em habilidades motoras, mas sempre o tratamento para autismo deve ser multidisciplinar.

Terapias para o TEA

Psicoterapia

A abordagem de psicoterapia mais indicada no tratamento para autismo é o ABA — Applied Behavior Analysis ou Análise do Comportamento Aplicada. Essa metodologia reforça comportamentos positivos nas crianças com autismo.

O tratamento consiste em um ensino de habilidades necessárias para que a criança com TEA conquiste sua independência e melhore sua qualidade de vida. O objetivo da psicoterapia é estimular a interação social, a comunicação, incentivar o aprendizado da leitura, escrita e matemática, reforçar o aprendizado de tarefas cotidianas e reduzir comportamentos agressivos e estereotipias.

A terapia ABA tem como maior benefício a diminuição da frustração nas crianças com TEA, a medida que aprendem habilidades que a motivam a aprender.

Fonoaudiologia

As crianças com autismo, geralmente, têm dificuldades na comunicação, ainda que o grau varie de caso a caso. Nesse sentido, a fonoaudiologia ajuda no desenvolvimento da linguagem, avaliando os recursos que cada criança tem e os que precisa desenvolver.

O tratamento vai ser direcionado a partir das necessidades de cada criança e a avaliação fonoaudiológica irá definir um trabalho específico para cada caso. O envolvimento da família é essencial para aumentar as chances dos resultados do tratamento.

Fisioterapia

O fisioterapeuta vai trabalhar as habilidades motoras da criança com TEA. No tratamento, ações básicas como andar, rolar, e se movimentar serão trabalhadas, à medida que a criança desenvolve a coordenação motora e a força muscular.

O fisioterapeuta também direciona os pais, instruindo-os com exercícios que podem ser feitos em casa, o que aumenta a confiança da criança, A fisioterapia é essencial no tratamento para autismo, pois além de desenvolver as habilidades motoras, ajuda na interação social das crianças, que se tornam mais capazes e seguras para brincar com os colegas.

Terapia Ocupacional

O objetivo da terapia ocupacional para crianças com autismo é desenvolver habilidades relacionadas às atividades diárias, ao aprendizado e ao brincar. As intervenções desse profissional também visam melhorar a qualidade de vida da criança com TEA e estimular a sua independência.

O tratamento promove a construção de habilidades de higiene e cuidado pessoal, de leitura e escrita, apoia o desenvolvimento da coordenação motora fina, estimula a coordenação motora ampla e a consciência corporal. A terapia usa a abordagem da integração sensorial — integração dos sentidos — para reduzir os sintomas do TEA.

Os benefícios da terapia ocupacional no autismo são muitos, tais como: a melhora da interação social, concentração, expressão dos sentimentos de forma adequada, capacidade de autocuidado e higiene pessoal, aprendizagem, auto estima e autorregulação.

Pedagogia

O papel dos professores e pedagogos no tratamento para autismo é fundamental, pois eles ajudam na construção de sua identidade através do processo de aprendizagem. Em sala de aula, as crianças com autismo precisam de programas que considerem suas dificuldades, assim como suas habilidades.

Algumas crianças com autismo apresentam deficiência intelectual e pode ser necessária a presença de um professor especializado em sala de aula. Nos casos mais leves, ainda que as crianças tenham dificuldades com a linguagem, o professor pode trabalhar adequando a metodologia de ensino para essas crianças.

Existem metodologias que ajudam o professor a desenvolver habilidades comportamentos e sociais nas crianças com TEA que facilitam o seu aprendizado.

O tratamento para autismo, portanto, melhora a qualidade de vida das crianças, favorece a conquista de novas habilidades e reduz os sintomas. Quanto mais precoce, melhores os resultados.

Restou alguma dúvida sobre as terapias para o TEA? Deixe nos comentários.

 

Referências:

GADIA, Carlos A.; TUCHMAN, Roberto  and  ROTTA, Newra T.. Autismo e doenças invasivas de desenvolvimento. J. Pediatr. (Rio J.) [online]. 2004, vol.80, n.2, suppl. [cited  2020-06-30], pp.83-94.

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