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BNCC: a importância dos campos de experiência na educação infantil

BNCC: a importância dos campos de experiência na educação infantil

O EU, O OUTRO E O NÓS: A IMPORTÂNCIA DESSE CAMPO DE EXPERIÊNCIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL – Conheça esse importante campo de experiência presente na BNCC e como as crianças desenvolvem as habilidades socioemocionais a partir dele.

O QUE É A BNCC?

Primeiramente, a Base Nacional Comum Curricular, conhecida como BNCC, é um documento normativo que estabelece conhecimentos, competências e habilidades a serem abordados nos currículos das escolas de todo o Brasil. Por isso, ela tem o objetivo de nortear as aprendizagens essenciais que são esperadas que todos os estudantes desenvolvam ao longo da escolaridade básica.

Portanto, estão inclusas nestes documentos o que todos os alunos precisam desenvolver desde a Educação Infantil até o Ensino Médio, tanto em escolas públicas como nas privadas em âmbito nacional.

Sendo assim, o objetivo dessa base curricular é justamente ser uma referência para a elaboração de currículos que garantam o direito de aprendizagem e desenvolvimento aos estudantes, de forma a colaborar com a construção de uma sociedade que desfrute de maior justiça, democracia e inclusão.

O QUE SIGNIFICA ESTE CAMPO DE EXPERIÊNCIA (O EU, O OUTRO E O NÓS)?

Sendo assim, a BNCC estabelece cinco campos de experiência. Esses campos de experiência se referem a situações e experiências que devem ser proporcionadas às crianças para que elas desenvolvam as aprendizagens essenciais. Dessa forma, os campos de experiência orientam o planejamento pedagógico dos professores. No entanto, dentre os campos de experiência, há “O Eu, o Outro e o Nós”.

Ou seja, a escola pode ser compreendida como um dos primeiros locais de socialização das crianças, onde elas compartilham experiências, emoções, aprendem a conviver com pessoas diferentes e desenvolvem sua autonomia.

Nessa mesma perspectiva, a BNCC entende que a instituição escolar é um ambiente muito importante para que sejam criadas oportunidades com o intuito de promover a relação da criança com diferentes grupos sociais e culturais, tendo em vista que isso será engrandecedor, uma vez que elas são estimuladas a enxergar não apenas a sua identidade, mas as diferenças presentes em nossa sociedade.

O EU, O OUTRO E O NÓS: A IMPORTÂNCIA DESSE CAMPO DE EXPERIÊNCIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Em outras palavras, este campo de experiência está diretamente relacionado ao autoconhecimento e à construção de relações, moldando a consciência cidadã e criando vínculos respeitosos. Desse modo, a partir do autoconhecimento, a criança se fortalece como cidadã, bem como aprende a conviver e respeitar as diferenças.

Destacam-se, então, alguns dos vários aspectos importantes deste campo que devem ser trabalhados na escola: autonomia, senso de autocuidado, valorização da identidade, percepção de interdependência com o meio, sentimento de pertencimento, coletividade e o respeito às diversidades.

Ademais, “O Eu, o Outro e o Nós” favorece a compreensão do mundo, pois à medida que a criança conhece estilos e modos de vida diferentes, a tendência de serem criados estereótipos e preconceitos diminui. Esse fator é de extrema relevância para a formação de um cidadão empático e acolhedor.

Dito isso, fica perceptível a importância desse campo de experiência para orientar o planejamento de currículo que proporcione às crianças experiências que promovam a boa convivência e o respeito em grupos diversos.

COMO ESTIMULAR A PARTIR DESTE CAMPO?

De antemão, o estímulo a partir de experiências que envolvem interações e a brincadeiras é fundamental para promover o desenvolvimento socioemocional dos pequenos.

Em síntese, a BNCC classifica os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento conforme a faixa etária das crianças, considerando o conjunto progressivo de aprendizagens essenciais e as características de cada grupo. Para a Educação Infantil, são considerados três grupos: crianças de 0 meses a 1 ano e 06 meses; de 01 ano e 07 meses a 03 anos e 11 meses; e crianças de 04 anos a 05 anos e 11 meses.

Com isso, a abordagem muda de acordo com a faixa etária, por exemplo:

Crianças de 0 a 1 ano e 06 meses: neste grupo, o indicado é estimular atividades que promovam a interação com outras crianças e adultos, exercitando a confiança em si mesmo e nas outras pessoas. Por exemplo: brincadeiras em grupo, jogos ao ar livre com colegas e estímulos aos sentidos por meio de objetos ou música.

– Crianças de 01 ano e 07 meses a 03 anos e 11 meses: nessa faixa etária, o indicado é incentivar a autonomia a partir de pequenas tarefas, como lavar as mãos, se vestir, se alimentar, entre outras. Ademais, o diálogo é indispensável para resolver conflitos de maneira pacífica, por isso que o adulto é importante nesse contexto. A troca de brinquedos entre os colegas e outras dinâmicas em conjunto também são outros métodos excelentes.

– Crianças de 04 anos a 05 anos e 11 meses: por fim, o trabalho da coletividade, cooperação, compreensão e respeito às regras são os principais pontos a serem estimulados nessa faixa etária. Nesse sentido, o esporte é fundamental pelo fato de trabalhar todas as habilidades mencionadas. Somado a isso, gincanas, trabalhos em equipe e compartilhamento de histórias e opiniões podem melhorar a compreensão das habilidades.

Vale ressaltar que os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento de cada grupo podem variar, visto que as crianças se desenvolvem em ritmos diferentes, os quais devem ser observados pelos professores.

COMO ESTE CAMPO SE RELACIONA ÀS HABILIDADES SOCIOEMOCIONAIS?

As habilidades socioemocionais se referem a maneira como uma pessoa lida com suas próprias emoções e as utilizam para se relacionar com ela mesma e com o outro. O bom desenvolvimento dessas habilidades é essencial para o convívio em sociedade.  O processo de construção das habilidades socioemocionais acontece gradativamente, de acordo com as vivências e experiências vividas. 

Assim, este campo de experiência (O Eu, o Outro e o Nós) tem relação direta com o desenvolvimento de habilidades socioemocionais. Por meio dessas experiências, é possível que o pequeno comece a compreender e respeitar os diferentes pontos de vista, além de desenvolver o autoconhecimento, a construção de relações, a criação de vínculos sociais, o sentimento de pertencimento e da coletividade. Mais que isso, esse campo promove o respeito às diversidades culturais, aspecto que é indispensável a uma sociedade democrática e justa.

REFERÊNCIAS

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/. Acesso em: 12 dez. 2022.

DE OLIVEIRA DELMONDES, M.; DA SILVA, T. M. OS “CAMPOS DE EXPERIÊNCIAS” NA BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR: DO POSITIVISMO ÀS INVENÇÕES COTIDIANAS. Linguagens, Educação e Sociedade, [S. l.], n. 38, p. 72-98, 2018. DOI: 10.26694/les.v1i38.7693. Disponível em: https://periodicos.ufpi.br/index.php/lingedusoc/article/view/1187. Acesso em: 13 dez. 2022.

O eu, o outro e o nós: como trabalhar esse campo de experiência na educação infantil. Blog Educação Infantil, 2022. Disponível em: https://www.medicalnewstoday.com/articles/non-verbal-autism. Acesso em: 12 dez. 2022.

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