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Ansiedade no autismo — como lidar?

A ansiedade em crianças com autismo pode ter origem em fatores ambientais, estímulos externos, mudanças na rotina, entre outros.

A ansiedade faz parte do desenvolvimento de toda criança, mas aquelas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) a experimentam com mais intensidade e com mais frequência.

Para as pessoas com autismo, mudanças na rotina, no ambiente, novas situações sociais e estímulos sensoriais, podem causar grande ansiedade. Permanecer em funções rotineiras, estar em lugares e com pessoas conhecidas, traz segurança para eles.

Para que você possa ajudar crianças, adolescentes e adultos com TEA a perceber sentimentos de ansiedade e usar estratégias para gerenciá-los, leia este artigo.

Como a ansiedade afeta pessoas com Transtorno do Espectro Autista

O mundo pode ser um local confuso para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Novas situações sociais e mudanças na rotina são sentidas como invasivas e difíceis de entender.

Pessoas e situações podem parecer imprevisíveis, o que pode fazer com que as pessoas com autismo se sintam estressados e ansiosos. Além disso, eles podem ter dificuldade para dizer como estão se sentindo, o que os deixa ainda mais ansiosos.

Se você percebê-los insistindo ainda mais na rotina, com dificuldade para dormir, evitando situações sociais ainda mais, com mais agitação corporal, tentando se machucar ou tendo colapsos e birras, fique atento, pois estes podem ser sinais de ansiedade.

Principais Fatores que contribuem com a ansiedade no autismo

Mudanças na rotina

Quando a criança ou adulto com TEA saem da rotina que estão habituados, é comum sentirem ansiedade. Isso porque se sentem seguros com o “conhecido”, ao passo que o desconhecido é visto e sentido com muita angústia.

Mudanças no ambiente

Algumas situações de mudança que fazem parte da vida, como mudar de casa ou de escola, até mesmo móveis dentro de casa, causam ansiedade em pessoas com autismo que terão que se adaptarem às condições novas.

Novas situações sociais

Estar com pessoas desconhecidas ou em um novo local, pode deixar as pessoas com TEA muito perdidas e ansiosas. Por isso, é importante que, nessas situações,  estejam acompanhadas de alguém conhecido.

Sensibilidade sensorial

Os portadores de TEA são muito sensíveis sensorialmente e qualquer sensação estranha pode causar desconforto e aumentar a ansiedade. Ruídos externos, cheiros fortes, luzes, novas texturas de roupas, sabores específicos ou texturas de alimentos.

Como reduzir a ansiedade das pessoas com Transtorno do Espectro Autista

A ansiedade é uma parte natural da vida que todo mundo experimenta em algum momento. Dessa forma, é impossível se livrar de tudo o que causa ansiedade ou estresse nas pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). No entanto, há algumas coisas que você pode fazer para ajudar a aliviar as preocupações e ajudá-las a gerenciar seus próprios níveis de ansiedade.

Como pessoas com TEA podem ter problemas para entender e comunicar emoções, é necessário aprender a ler os sinais de cada um e descobrir o que o faz se sentir ansioso. Ao localizar essas situações, você pode ajudá-lo a listá-las para encontrar maneiras de gerenciar essas situações.

Reconhecer os sentimentos de ansiedade

A criança autista precisa aprender o que é a ansiedade e como ela a sente em seu corpo. Por exemplo, mãos suadas ou coração batendo mais rápido. Uma dica, é fazer um desenho do corpo da criança, onde ela possa desenhar ou escrever o que acontece em cada parte em momentos e stress.

Use estratégias de relaxamento

As pessoas com Transtorno do Espectro Autista também precisam aprender o que podem fazer para se acalmarem. Respirações, contagens mentais, pequenas corridas pelo quintal ou ler um livro podem ser estratégias que ajudam a relaxar.

Ensaiar situações estressantes

Se preparar para novas situações, ajuda muito a evitar uma crise de ansiedade no autismo. Ensaiar ou praticar situações que podem ser estressantes podem ajudar as pessoas com TEA a entenderem a situação antes que elas ocorram.

Busque ajuda para gerenciar a crise de ansiedade no autismo

Médicos, psicopedagogos, psicólogos, terapeutas ocupacionais e outros profissionais podem ajudar as pessoas com TEA a lidar com a ansiedade. Trabalham com elas e com a família, criando formas de gerenciar situações de stress.

Estar atento aos sinais que as crianças, adolescentes e adultos com TEA transmitem e buscar ajuda profissional, são estratégias fundamentais para lidar com a ansiedade no autismo.

Restou alguma dúvida ou tem mais dicas para lidar com a ansiedade no autismo? Deixe seu comentário!

 

Referências:

Raising Children — Anxiety: children and tenagers with autism spectrum disorder

DAWSON, Geraldine. Autismo: compreender e agir em família. Ed. Lidel Saúde, 2014.

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1 resposta em “Ansiedade no autismo — como lidar?”

Excelente explicação! Estou muito encantada, como a matéria é explicada! De fácil, entendimento! Obrigado!

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