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Desenvolvimento da escrita ortográfica no autismo – Dicas de atividades

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição neurobiológica que causa prejuízos em alguns aspectos extremamente importantes na vida de um indivíduo. Comportamento, autonomia e cognição podem ser as áreas que encontram obstáculos em função do TEA. Dentro desse grupo, a alfabetização também é um ponto que merece ser trabalhado, assim como o letramento. Inclusive, a escrita no autismo é algo que necessita de acompanhamento que possibilite a qualidade do percurso pedagógico e cognitivo da criança.

Sendo assim, os educadores, junto de uma equipe de terapeutas, têm a missão de proporcionar as estratégias necessárias para favorecer o desenvolvimento do aluno frente aos desafios que surgem no contexto da sala de aula. Há que se ressaltar a importância do planejamento na execução das técnicas que podem ser utilizadas pelos professores.

Em se tratando de pessoas com autismo, é extremamente recomendável que os especialistas saibam lidar com os diferentes casos que podem surgir. Assim como cada criança aprende de forma diferente, cada aluno com autismo também tem suas limitações e habilidades, que devem ser observadas e trabalhadas.

Metodologia fônica

Para se chegar a um resultado satisfatório, o estudante diagnosticado com o autismo encontra no método fônico uma forma de obter as habilidades necessárias para se tornar alfabetizado. A fim de tornar mais claro o entendimento, vamos mostrar a seguir as etapas que os profissionais utilizam com o intuito de proporcionar esse avanço na vida da pessoa.

Importante relembrar que a metodologia fônica não parte somente das letras, mas também de seus respectivos sons. Tal aspecto significa que as pessoas, ao serem alfabetizadas, vão trabalhar com a sonorização das letras. Ela se baseia no pressuposto de que o som é muito melhor para ser assimilado pelo cérebro. Vale lembrar que existem muitas pesquisas que as comprovam como seguras e altamente eficazes para as crianças, adolescentes e adultos que convivam com TEA ou qualquer outra deficiência.

Outro ponto interessante é que essas metodologias procuram respeitar o desenvolvimento cerebral, sendo o aspecto cognitivo o mais favorecido nesse processo. Existe todo um cuidado envolvido na metodologia fônica e que precisa ser seguida pelos profissionais de maneira disciplinada.

Como providenciar a escrita no autismo?

– A partir de estimulação visual

O estímulo da escrita no autismo pode partir de alguns pontos atrativos. Exemplo: os professores podem trabalhar a necessidade visual do estudante utilizando algumas  imagens enquanto eles ensinam o conteúdo. Vale lembrar que tudo isso pode ocorrer sem seja preciso abrir mão de conduzir discussões e explicações.

Vale lembrar ainda que quando os alunos estão estudando sobre um filme, o professor pode fornecer às crianças que convivem com TEA (e talvez a toda a classe) uma linha de tempo dos eventos na história do filme. Essa tática ajuda não só no estabelecimento de um raciocínio, mas da comunicação oral também. Habilidades que vão culminar na construção de palavras e, posteriormente, frases escritas. É um processo gradual.

– A junção das letras e a formação de palavras

Quando os educadores decidem por trabalhar o som da letra, os pequenos passam a ter a percepção de unir as letras e formar as sílabas. É importante ressaltar que o processo de alfabetização se torna mais simples e muito mais adequado. Sem contar que alfabetizá-las pode passar a ser também algo bem mais efetivo para essas crianças, o que contribui para o aprendizado da leitura e da escrita dos alunos.

– Estímulo da psicomotricidade

Quem acompanha nossos artigos sabe a quantidade de benefícios que o trabalho ordenado da psicomotricidade exerce sobre todas as pessoas, inclusive aquelas que vivem com o TEA. O estímulo da coordenação motora fina contribui muito para esse avanço.

 

Referências

BRITES, Clay. Métodos de alfabetização para crianças autistas. Entendendo Autismo. Arapongas: Entendendo Autismo, 2019. Disponível em:  http://entendendoautismo.com.br/artigo/alfabetizacao-para-criancas-autistas/. Acesso em: 16 dez. 2019.

BRITES, Luciana. Como preparar crianças com autismo para ler e escrever. Neurosaber. Arapongas: Neurosaber, 2019. Disponível em:   https://neurosaber.com.br/como-preparar-criancas-com-autismo-para-ler-e-escrever/. Acesso em: 16 dez. 2019.

MÉTODOS de alfabetização para crianças com autismo e outras deficiências. Arapongas: Neuosaber, 2019. 1 video (3 min. 10 seg.). Publicado por Neurosaber. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=GaBoPTeayFQ. Acesso em: 16 dez. 2019.

 

 

 

 

 

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1 resposta em “Desenvolvimento da escrita ortográfica no autismo – Dicas de atividades”

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