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Dificuldade de Leitura: como trabalhar o aluno

Um problema que muitos educadores relatam é o fato de haver alunos, dentro de sala, que encontram grandes desafios que se referem à dificuldade de leitura. Para se ter uma ideia da dimensão do quão sério pode ser este cenário, basta relembrar uma pesquisa realizada pelo Instituto Pró-Livro, em 2016. Segundo o levantamento, chamado de Retratos da Leitura no Brasil, em sua 4ª edição, 44% da população brasileira não lê e 30% nunca comprou um livro.
Evidentemente que o caso apontado é multifatorial, mas não podemos nos esquivar da responsabilidade que a escola exerce na vida de uma pessoa. É provável que um desses entrevistados pelo estudo tenha enfrentado obstáculo quanto à prática da leitura durante os anos escolares.
Portanto, é imprescindível que pais e professores se juntem a um objetivo comum neste aspecto: impulsionar a habilidade do aluno a materiais e exercícios que estimulam a leitura na vida do pequeno.
Há muitas maneiras de se trabalhar isso, basta que os adultos responsáveis, direta ou indiretamente, na educação do aluno saibam identificar a demanda em questão. O intercâmbio entre professores e pais é muito importante para essa finalidade. Veja como pode ser bastante proveitosa essa dinâmica. Sempre é bom salientar que tais atividades podem ser feitas tanto em sala de aula quanto em casa. O aspecto lúdico deve estar presente para tornar a atividade atrativa.
As sugestões na sequência procuram apresentar à criança a leitura desde a fase mais determinante de sua vida acadêmica: a alfabetização do pequeno.

Cartazes de sílabas

– Pegue cartolinas e cole várias sílabas coloridas. Esse exercício é muito proveitoso e mostra sua eficácia a partir do momento em que o aluno começa a fixar as partes de uma palavra. Importante notar que o uso das cores ajuda a mente da criança a associar a sílaba em questão.

Bingo de sílabas

– A brincadeira procura estimular a capacidade da criança em descobrir e memorizar as sílabas. A atividade consiste em trabalhar com a criança a formação das palavras baseado em uma gincana saudável e bem eficaz.
Para alunos mais crescidos e que já tenham domínio da escrita, a dica é estabelecer uma comunicação diferente, em que o estudante precisa utilizar seu conhecimento. Veja a seguir:

Bilhete para a professora

A proposta é que a educadora incentive a produção de pequenas frases em pedaços de papel e com o nome anotado. A partir daí, a professora escolhe alguns bilhetes para serem lidos em sala de aula e os alunos que deverão realizar a tarefa, principalmente aqueles que tenham dificuldade. Lembre-se, no entanto, que o objetivo é trabalhar o bloqueio da criança junto com a turma. Portanto, qualquer sinal de intimidação por parte de outro aluno deve ser combatido com diálogo. Explique que cada um tem o seu tempo para aprender algo.

Atenção é importante

É verdade que essas foram apenas algumas estratégias que podem ser úteis na busca pelo desenvolvimento da habilidade de leitura. Entretanto, qualquer sinal de que a dificuldade prevalecerá, a melhor dica é conversar com um profissional de psicopedagogia e identificar o que pode estar causando esse quadro.

Assista o vídeo também:

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118 respostas em “Dificuldade de Leitura: como trabalhar o aluno”

Minha filha tem oito anos agora que começou a ler, tem muita dificuldade ela ja esta no 3ano e bem fraca em relacao a turma dela. Fico preocupada gostaria de dica pra ajudar em casa.

Olá, sou professora e já trabalhei com alguns dos recursos que vcs mencionaram e foi bem produtivo,no momento estou utilizando um banco de palavras (que façam sentido para as crianças) e delas trabalho letras,sílabas e a própria palavra depende do nível do aluno, assim eles se familiarizam mais facilmente a com isso desenvolve a leitura. Obrigada por tantas informações.

olá e pra quem trabalha nenhuma turma de 4ª ano com a disciplina matemática e outras sem ser português e que tem crianças com muita dificuldade de leitura e quem tem essa faixa de idade 9 a 10 anos como faço pra ajudar

Muito bom esses artigos e dicas que podemos utilizar para ajudar o desenvolvimento cognitivo, psicomotor e também a lecto-escrita dos pequeninos.

Olá,muito obrigado pelas dicas que estou recebendo,com certeza contribui muitos para nós que somos educadores e muitas das vezes recebem alunos com problemas e não sabemos o que fazer.

Realmente. o aluno se desespera em ver muitas escritas em texto longo, pois ele mesmo me disse que ele nunca leu e nem vai ler um livro inteiro na vida dele, porem adora ler gibi por ser frases e pequenas falas com imagens e personagens. N escrita aceita pequenas respostas em exercício de completar com poucas palavras e detesta a palavra explique.

Não fui feliz na 1a jornada pois n recebi o livro nem o certificado embora tenha gostado muito das palestras.

seu site e as dicas constantes trazem horizontes de esperança p minha prática com alfabetização. Já repassei p pais e uma mãe de aluno em primeiro ano diz q para ela foi o antes e o depois p entender e ajudar seu filho!
Agradeco-lhes imensa te e espero q o Pai q está nos céus lhes proteja ilumine e guarde constantemente!!!

Adorei estas sugestões! Eu gosto muito de lidar com Autista eles fazem a gente crescer vira pesquisador

Obrigada, adorei as dicas!
Meu filho completará 9 anos em setembro e ainda não está alfabetizado, sempre estou em contato com a professora dele,sempre ajudo em casa, mas está bem difícil!
Ele toma medicação para concentração.

Todo o material que é disponibilizado para o público e muito bom e contribui muito para uma aula diferenciada e com um foco.

Obrigado por compartilhar conosco conhecimentos de forma tão clara e sempre nos ajudando. Abraços

Muito útil esse artigo, meu filho tem 12 anos e tem dislexia. Ele é muito bom em matemática, mas o português está sendo melhorado agora.Abraços!

Obrigado por participar dessa rede. Muito importante essa dinâmica. Em nosso município é o que mais temos, crianças, adolescentes que não conseguiram desenvolver suas habilidades leitoras.

Excelentes estas iniciativas. Por isso atentarmos para a inclusão objetiva e mais densa destas temáticas em cursos afins à Pedagogia.

Gostei muito do artigo. Sou professora das sérieis iniciais e tenho alunos com dificuldades em leitura. Gostaria de ter acesso mais detalhado sobre o assunto!

Adorei o artigo e vou fazer algumas dessas atividades. Meu filho tem sete anos e ainda tem muita dificuldade com a leitura. Obrigada pelo apoio.

LU, agradeco a cada msg enviada pois sempre elas me fortalecem e me capacitam para ser uma profissional “melhor” a cada dia!!!!!
Obrigada por vcs existirem!!!!

Prezada Luciana, entendo que essas atividades sugeridas para trabalhar dificuldades de aprendizagem, apenas trabalham a MEMORIZAÇÃO.
Não seriam mais pertinentes atividades de consciência fonológica e fonêmica que atendem melhor à estrutura da língua portuguesa, que é fonética?
Desculpe o questionamento, mas na prática não tenho tido resultados com este tipo de atividade.
Poderia me orientar???
Obrigada.
Um abraço

Muito obrigada!
Você é muito especial em compartilhar esses artigos que com certeza vai acrescentar muito no nosso trabalho.
Trabalho em um centro de multipelos atendimentose, onde atuou como psicopedagógico e as vezes volto frustrada para casa .Mas busco reforço nas orientações recebidas por vocês.
Obrigada!
Atenciosamente.
Abraços!

Obrigado por ter compartilhado esse artigo, é muito importante ficar por dentro. Podemos fazer a diferença na leitura.

Excelente artigo! Parabéns!
Muito obrigada por compartilhar estas informações que nos ajudarão e muito, em sala de aula!
Boa tarde!

Fico feliz em ter sido contemplada com seus artigos que tem ampliado o meu conhecimento. Obrigada Luciana Brites por essa oportunidade

Adorei a matéria que vc enviou.pois estou precisando muito, meu filho tem dificuldade em aprendizagem, não esta acompanhando a turma e isso me preocupa demais. Já gastei muito dinheiro com terapias, mais não vi resultado.não sei o que faço

sou psicopedagoga mas por falta de oportunidades estou em sala de aula. Sofro por não ter a ajuda dos pais na aprendizagem dessas crianças que apesar da minha interferência como pedagoga não é o suficiente para poder ajuda-las. No entanto fico feliz com o que vocês proporcionam para nós através dos artigos e do que vocês tem compartilhado é de grande ajuda para mim.

Tenho uma aluna no sexto ano, que teve paralisia cerebral , e trouxe danos nos seus movimentos, tanto motores como cognitivos segundo o laudo médico, e frequenta a escola e me e vejo as vezes diante de alguns problemas, devido a suas atividades escolares por nao ter um preparo adequado, pois sou seu professor de matemática pela primeira vez e estou fazendo de tudo pra me adequar e por isso busco ajuda de todos os meios para assegurar uma minima educaçao e aprendizagem co qualidade pra ela…enfim estou pedindo sugestoes de atividades para esse tipo de aluno entre outras …

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