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Os efeitos do autismo nas famílias

OS EFEITOS DO AUTISMO NAS FAMÍLIAS

Os efeitos do autismo nas famílias são um tema importante a ser discutido, visto que o apoio familiar desempenha um papel fundamental no desenvolvimento e na vida das crianças autistas.

Lidar com os desafios do cotidiano pode ser uma tarefa complexa, mas ao compreender a importância da relação entre a família e a criança com TEA, é possível potencializar o tratamento e promover evoluções significativas em vários aspectos. 

Neste artigo, vamos explorar como a qualidade dessa relação impacta não apenas no desenvolvimento individual da criança, mas também na qualidade de vida de toda a família.

OS efeitos do autismo nas famílias

O impacto do autismo nas famílias pode ser significativo e multifacetado, afetando diferentes aspectos da vida diária e os relacionamentos dentro do núcleo familiar. Aqui estão alguns dos efeitos que o autismo pode ter nas famílias:

  1. Estresse e Sobrecarga: Cuidar de uma criança com autismo pode ser desafiador e exigir um grande investimento emocional, físico e financeiro. Os pais muitas vezes enfrentam altos níveis de estresse e podem se sentir sobrecarregados com as demandas adicionais de cuidar de uma criança com necessidades especiais.
  2. Isolamento Social: Famílias de crianças com autismo muitas vezes enfrentam isolamento social devido ao estigma e à falta de compreensão sobre o transtorno. Isso pode levar à exclusão social e à dificuldade em participar de atividades comuns.
  3. Desafios na Educação e Cuidado: Encontrar serviços adequados de educação e cuidado para crianças com autismo pode ser uma batalha para muitas famílias. O sistema educacional e de saúde pode ser complicado e consumir muito tempo e energia.
  4. Adaptação de Expectativas: As famílias muitas vezes precisam ajustar suas expectativas em relação ao desenvolvimento e às conquistas de seus filhos com autismo. Isso pode envolver aceitar que o progresso pode ser mais lento e que as metas podem ser diferentes das de outras crianças.

Diagnóstico

O momento do diagnóstico frequentemente marca uma etapa impactante e representa uma das principais barreiras entre a família e o entendimento do autismo.

É comum que as pessoas formem estereótipos sobre o autismo, associando-o a ideias de genialidade ou obsessão, agressividade ou reações inadequadas. Essas percepções dificultam a aceitação por parte da família, uma vez que o autismo é muito mais complexo e abrangente do que esses extremos sugerem.

Além disso, o diagnóstico tardio é um desafio significativo. Em muitos casos, a dificuldade em obter um diagnóstico precoce decorre da falta de conhecimento e busca adequada por parte dos profissionais e responsáveis. No entanto, é crucial entender que quanto mais cedo a criança for diagnosticada, mais fácil será garantir seus direitos e buscar intervenções terapêuticas apropriadas.

O PAPEL DA FAMÍLIA NA VIDA DA CRIANÇA AUTISTA

Primeiramente, ao pensar em um ambiente saudável e propício para o desenvolvimento infantil, é natural que o núcleo familiar esteja diretamente envolvido na construção desse contexto. 

Isso é uma verdade não só para as crianças típicas. Mas também quando falamos da realidade dos pequenos com TEA. Pois o contexto familiar e a participação ativa para promover todas as condições de desenvolvimento são indispensáveis. Ou seja, o apoio, carinho, afeto e suporte devem se fazer presentes na realidade dessa criança.

Para as crianças com TEA, a família é ainda mais importante. As terapias e intervenções só funcionam se a família continuar ajudando em casa.

Então, os profissionais que cuidam da criança e sua família também têm que orientar os pais, explicando o que fazer para ajudar a criança a se desenvolver melhor.

COMO ORIENTAR OS PAIS

Antes de tudo, os profissionais de saúde realizam um trabalho educativo com os pais ou responsáveis, visando ensinar princípios básicos de comportamento e estratégias para lidar com diferentes situações. Isso permite que os pais e cuidadores aprendam como manejar adequadamente diversas situações que possam surgir com seus filhos.

Esse esforço de educação familiar é crucial para que os pais ganhem autonomia nas intervenções necessárias e compreendam quais comportamentos são apropriados, criando assim um ambiente mais saudável para toda a família.

Portanto, a orientação oferecida aos pais, familiares e cuidadores é fundamental, pois o conhecimento sobre práticas e comportamentos positivos na criação dos filhos reduz consideravelmente a probabilidade de erros.

E resumo, a partir do que foi descrito, fica evidente a importância da família na vida da criança quando falamos de desenvolvimento infantil, principalmente no âmbito do autismo. Tanto os familiares quanto às demais pessoas envolvidas nos cuidados da criança são peças-chave para a promoção de um ambiente saudável e positivo.

Afinal, as terapias, os tratamentos e as intervenções não poderão propiciar o desenvolvimento infantil se não houver a participação e o envolvimento da família em todos os aspectos.


PINTO, R. N. M. et al. Autismo infantil: impacto do diagnóstico e repercussões nas relações familiares. Revista Gaúcha de Enfermagem, v. 37, n. 3, 2016. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rgenf/a/Qp39NxcyXWj6N6DfdWWDDrR/?lang=pt. Acesso em: 11 nov. 2022.

MONHOL, Patricia Poleto et al. Filhos com transtorno do espectro autista: percepção e vivência das familias. J. Hum. Growth Dev., Santo André, v. 31, n. 2, p. 224-235, ago.  2021.   Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-12822021000200006&lng=pt&nrm=iso. Acesso em:  11 nov.  2022.  http://dx.doi.org/10.36311/jhgd.v31.12224.

Autismo e família: a importância do núcleo familiar na vida de crianças autistas. Genial Care, 2022. Disponível em: https://genialcare.com.br/blog/autismo-e-familia/. Acesso em: 11 nov. 2022.

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