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Como estimular a independência no autismo

Um objetivo comum para qualquer pai é criar seus filhos para que se tornem adultos independentes. E isso não é diferente para os pais de uma criança autista. 

Certamente que eles podem acabar levando mais tempo para aprender certas habilidades, mas a maioria das habilidades pode ser ensinada sem problemas. 

As habilidades para que uma criança seja mais independente, são necessárias para que as crianças com autismo possam enfim precisar menos do auxílio de um adulto. Para saber mais sobre isso, continue lendo o artigo. 

A importância da independência 

Os pais de crianças com autismo costumam estar muito acostumados a ajudar seus filhos a ter sucesso. 

Existem vários graus e estágios de independência. Dependendo de quão cedo a criança foi diagnosticada e começou o tratamento, você deve tratar a jornada para a independência apenas como isso – uma jornada. 

Não vai acontecer durante a noite; será preciso paciência e perseverança para ajudar seu familiar a se tornar mais independente.

Porém, quanto mais independente a sua criança conseguir ser, melhor será para o seu futuro. É muito importante que a criança seja independente, para que ela consiga crescer  e tornar-se também um adulto independente. 

Como estimular a independência no autismo

O fato de que criar e nutrir independência nas crianças com autismo é muito aliviante e ao mesmo tempo assustador. 

Pode ser difícil abrir mão do controle e trabalhar em todos os processos passo a passo para ajudar alguém nesse espectro a aprender a fazer tarefas, atividades diárias e cuidar de até mesmo uma parte de sua própria programação. 

Ao mesmo tempo, nutrir a independência em nossas crianças com TEA pode ser muito gratificante para pais e filhos e, em última análise, levar a uma vida mais rica para ambos.

Veja algumas dicas de como ajudar as crianças.

Crie um senso de escolha desde cedo

Comece pequeno com duas opções em um quadro: “Você gostaria de uma maçã ou banana para o lanche?”

Você também pode começar com uma atividade não preferida, seguida pela escolha de uma preferida. Por exemplo, primeiro fazemos matemática, depois você pode escolher entre 2 ou 3 coisas que gosta de fazer. 

Isso ensina a criança que pode fazer algo de que não gosta e sobreviver e atrasa a gratificação, tudo parte da vida.

Use recursos visuais 

Os recursos visuais podem ser feitos para o dia ou dentro de uma atividade. Se uma criança se sentir ansiosa por ver todo o plano do dia, divida-o de manhã, tarde e noite. 

Ao programar, pense em ensinar flexibilidade e como lidar com algo imprevisível. Coloque a palavra “surpresa” em um bloco de tempo.

Flexibilidade de ensino e imprevisibilidade são habilidades importantes para a vida porque todos nós sabemos que o dia nem sempre corre como planejado e as coisas podem mudar a qualquer momento no local de trabalho.

Ensinar o conceito de tempo promove a independência

Seja usando um cronômetro ou  relógio tradicional, permitir que as crianças vejam que há um início, um fim e um limite de tempo para as atividades é uma boa forma de ensinar paciência e transição. 

A independência é um processo passo a passo

Comece pequeno e desenvolva os sucessos. Se você quiser que sua criança possa beber água sozinho, comece com ele dando a você o símbolo da bebida. 

O próximo passo é ela conseguir pegar sua própria xícara. A última etapa é conseguir encher com a torneira ou uma jarra. A torneira pode ser mais complicada porque a temperatura e o fluxo da água precisam ser ajustados, mas essas habilidades também podem ser ensinadas em etapas.

Haverá pequenos contratempos ao ensinar novas habilidades, mas a independência no autismo é um processo passo a passo. 

Construa a base quando a criança for pequena e continue a desenvolver essas habilidades à medida que crescem. 

Referência 

HUME, Kara; LOFTIN, Rachel; LANTZ, Johanna. Increasing independence in autism spectrum disorders: A review of three focused interventions. Journal of autism and developmental disorders, v. 39, n. 9, p. 1329-1338, 2009. Disponível em <https://link.springer.com/article/10.1007%2Fs10803-009-0751-2> Acesso em 08 out 2021.

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