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O nascimento prematuro pode aumentar a chance de autismo?

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um transtorno do neurodesenvolvimento cujas principais características são dificuldades na interação social e linguagem. Os critérios diagnósticos listados no Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais — DSM-5 — incluem déficit na comunicação social e interação social, padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses e atividades. 

Seus sintomas estão presentes desde quando a criança ainda é um bebê, sendo que o nível da gravidade do transtorno de espectro autista varia entre leve, moderado e severo. No leve, a criança necessita do apoio, no moderado, ela precisa de um apoio substancial e, no severo, exige um apoio muito substancial.

Não existe cura para o autismo, mas o acompanhamento com tratamentos adequados pode proporcionar grandes avanços dentro do espectro, resultando em uma qualidade de vida melhor para a criança. É fundamental que exista um diagnóstico precoce para que essa criança possa receber o tratamento desde cedo. 

Prematuridade x autismo

Visto isso, estudos realizados nos últimos anos evidenciaram a relação entre o nascimento prematuro e aumento na chance de autismo. É importante ressaltar que somente o fato de o bebê nascer antes do tempo adequado não simboliza o único fator preponderante na incidência do Transtorno do Espectro Autista (TEA). Contudo, pesquisadores já delinearam os motivos que justificam a ocorrência do TEA em crianças nascidas prematuramente.

Eles buscam descobrir quais fatores externos podem ocasionar o desenvolvimento desse transtorno, acreditando-se na relação de fatores que ocorrem entre os períodos pré-natais (durante a gravidez), perinatais (fatores que envolvem o parto) e os pós-natais (que acontecem nas primeiras semanas de vida do bebê).

Fatores que influenciam no desenvolvimento do autismo

Conforme diversas pesquisas, muitos fatores podem influenciar no desenvolvimento do autismo, incluindo o nascimento prematuro e, também, partos de longa duração. Para Hadjkacem et al (2016), esses fatores podem provocar um sofrimento fetal e causar, em alguns casos, prejuízos neurológicos. 

De acordo com levantamentos feitos na área, os nascimentos considerados prematuros são responsáveis pela alteração na conectividade entre as distintas partes que compõem o cérebro. Com isso, as pesquisas sugerem então que isso pode elevar o risco de a criança desenvolver tanto problemas de atenção como o TEA. Os cientistas afirmam que a rede neuronal pertencente aos processos de atenção, emoção e comunicação são, geralmente, mais enfraquecidas em bebês prematuros do que aqueles cujo nascimento se deu no período regular.

Por conta do parto prematuro, os recém-nascidos nascem abaixo do peso e, em determinados casos, sofrem de problemas respiratórios. No entanto, ainda não se sabe se o parto prematuro é um fator que pode ocasionar no desenvolvimento de TEA ou se as complicações deste nascimento é o que aumentam as taxas para desenvolver.

Maneiras de ajudar a criança com autismo

Para ajudar a criança com autismo, a melhor solução é procurar por acompanhamento médico, com o objetivo de se chegar a um diagnóstico precoce. A partir da observação de profissionais e especialistas, a criança receberá o tratamento ideal para suas necessidades, ajudando na sua qualidade de vida.

As intervenções podem começar assim que os médicos detectam a incidência de características que indiquem a existência de autismo. É imprescindível que pais e responsáveis busquem por auxílio profissional em suspeitas do transtorno ou outros distúrbios que possam surgir por meio do nascimento prematuro.

Referências:

FEZER, Gabriela Foresti et al. Características perinatais de crianças com transtorno do espectro autista. Revista Paulista de Pediatria, v. 35, p. 130-135, 2017.

HADJKACEM, Imen et al. Fatores pré-natais, perinatais e pós-natais associados ao transtorno do espectro do autismo ☆. Jornal de Pediatria , v. 92, p. 595-601, 2016.

PIMENTEL, Flávia Dos Santos et al. FATORES GESTACIONAIS QUE PODEM INFLUENCIAR NO TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA. Caderno de Graduação-Ciências Biológicas e da Saúde-UNIT-SERGIPE, v. 5, n. 3, p. 203, 2019.

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